Por questões pessoais e profissionais, estamos ausentes por tempo indeterminado. Parte da equipe seguiu ao GazetaEsportiva.Net.
Há exatamente dez anos, o Corinthians iniciava sua saga para a conquista do Mundial de Clubes da FIFA, o primeiro da história. Há muita polêmica em torno do título. Uns dizem que não é correto alguém participar de um mundial sem antes vencer seu continente, etc. O fato é, porém, que o Corinthians entrou na competição por ser o campeão do país sede, assim como os países organizadores de Copas do Mundo entram automaticamente no torneio.
O Mundial estava planejado para ocorrer em 1999, por isso entraram no torneio os campeões da Libertadores e do Brasileiro de 1998, Vasco e Corinthians, respectivamente. Além deles, participaram os campeões da Champions League de 1998/99, Manchester United, da Copa Intercontinental de 1998, o Real Madrid e os campeões da Oceania, Ásia, CAF e CONCACAF, South Melbourne, Al Nassr, Raja Casablanca e Necaxa, respectivamente. Os times foram divididos em dois grupos, um com sede em São Paulo e um no Rio de Janeiro. No grupo da capital paulista ficaram Corinthians, Real Madrid, Raja Casablanca e Al Nassr e os clubes restantes foram para a Cidade Maravilhosa.
A participação do Corinthians se iniciou há exatos dez anos, no dia 5 de janeiro de 2000, apenas 14 dias após o time ter se sagrado bicampeão brasileiro. O primeiro jogo foi contra o Raja Casablanca, do Marrocos, e o Timão venceu por 2 a 0, gols de Luizão, aos 4, e Fabio Luciano, aos 19 do segundo tempo. No segundo gol, a bola não ultrapassou a linha, mas o árbitro italiano validou o gol e esse foi o resultado final da partida.

Dida defende o pênalti batido por Gilberto
O jogo seguinte era, sem dúvidas, o jogo mais importante e esperado da fase classificatória. O adversário era o poderoso Real Madrid, que contava com grandes craques, como Raúl, Casillas, Sávio, Roberto Carlos, Anelka, Hierro, Redondo, Eto’o, entre outros. Toda a expectativa foi recompensada na hora em que o árbitro apitou. Logo aos 20 minutos, Roberto Carlos bateu falta com força e o atacante Anelka desviu levemente de calcanhar, matando as chances de Dida chegar na bola. Porém, o Corinthians tinha Edílson. Karembeu, volante do Real, havia dito antes do jogo que não conhecia o Capetinha e com certeza se arrependeu aos 29 minutos, quando o camisa 10 do Corinthians recebeu de Luizão e bateu firme, no cantinho de Casillas. O arrependimento mais viria no segundo tempo, aos 18 minutos, quando o mesmo Edílson recebeu em velocidade e colocou a bola por entre as pernas de Karembeu e fez o segundo do Timão. Entretanto, aos 26, Anelka recebeu a bola, deu um drible de corpo lindo em Dida e empatou o jogo. Antes do fim do jogo, o mesmo Anelka teve a chance de desempatar o jogo, em cobrança de pênalti, mas Dida defendeu e o jogo ficou em 2 a 2.

Edílson coloca a bola por entre as pernas de Karembeu, do Real Madrid
No último jogo da primeira fase, o Corinthians tinha a obrigação de vencer por dois gols o Al Nassr, já que o Real Madrid tinha melhor saldo de gols. E foi isso que o time alvinegro fez. Diante de mais de 30 mil pessoas no Morumbi, Ricardinho repetiu Edílson e colocou a bola por entre as pernas do zagueiro do time asiático e bateu de pé esquerdo, abrindo o placar aos 24 minutos. Depois disso, o Coringão continuou pressionando, em busca do segundo gol, mas a bola parou na trave e no goleiro. O gol da classificação corintiana só saiu aos 36 do segundo tempo, quando Freddy Rincón, capitão do time, recebeu de Luizão e bateu forte cruzado, marcando um belo gol e classificando o time para a final.
A partida final do Mundial aconteceu no Rio de Janeiro, estádio do Maracanã, contra o campeão do outro grupo, o Vasco da Gama. Todos os ingressos da torcida corintiana foram vendidos e mais de 20 mil torcedores do Timão estiveram presentes naquela noite de 14 de janeiro. O jogo foi muito movimentado, mas com muita marcação e poucas chances claras de gol. Nenhum gol saiu nos primeiros 90 minutos e o jogo foi para a prorrogação, mas o placar permaneceu o mesmo. A decisão foi, então, para a disputa de pênaltis. Os batedores pelo Corinthians foram Rincón, Fernando Baiano, Luizão, Edu e Marcelinho, e só o último errou sua cobrança. Entretanto, dois batedores vascaínos perderam, Gilberto teve sua cobrança defendida por Dida e Edmundo bateu o pênalti decisivo por cima da meta.
Após a cobrança de Edmundo, os corintianos de todo mundo podiam gritar e gritaram com todas as suas forças: “Eu sou Campeão do Mundo”. A partir daquele dia, o mundo era oficialmente alvinegro.
Ficha técnica da final:
Vasco da Gama 0 x 0 Corinthians
Local: Estádio do Maracanã
Horarário: 20h00
Data: 14 de janeiro de 2000
Público: 73 mil presentes
VASCO: Hélton, Paulo Miranda, Odvan, Mauro Galvão e Felipe (Alex Oliveira); Amaral, Juninho Pernambucano (Viola), Ramon (Donizete) e Gilberto; Romário e Edmundo. Técnico: Antonio Lopes
CORINTHIANS: Dida, Índio, Adílson, Fábio Luciano e Kléber; Rincón, Vampeta (Gilmar Fubá), Ricardinho (Edu) e Marcelinho; Edílson (Fernando Baiano) e Luizão. Técnico: Oswaldo de Oliveira
Elenco do Corinthians no Mundial:
1 – Dida, 2 – Índio, 3 – Adílson, 4 – João Carlos, 5 – Vampeta, 6 – Kléber, 7 – Marcelinho, 8 – Rincón, 9 – Luizão, 10 – Edílson, 11 – Ricardinho, 12 – Maurício, 13 – Daniel, 14 – Márcio Costa, 15 – Yamada, 16 – Fábio Luciano, 17 – Fernando Baiano, 18 – Dinei, 19 – Augusto, 20 – Edu, 21 – Marcos Senna, 22 – Luís Mário, 23 – Gilmar Fubá
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Assim como foi feito no final de cada rodada deste Campeonato Brasileiro, a Equipe do OpinaFute não podia deixar de fazer uma Seleção da competição.
Para a Seleção ser feita, cada um dos integrantes da equipe do site fez um selecionado próprio e, no final, os onze jogadores mais vezes escolhidos foram eleitos para a Seleção do Brasileirão 2009.
Victor – Grêmio
O goleiro do Tricolor Gaúcho se destacou mais uma vez com sua equipe, fazendo sempre grandes partidas e sendo o jogador mais importante do Grêmio. Suas boas atuações chamaram a atenção do técnico Dunga e vem sido convocado constantemente para as partidas que antecedem a Copa da África. Dificilmente fica de fora do Mundial de 2010.
Jonathan – Cruzeiro
Com seu estilo ofensivo de jogar, foi um dos destaques do Cruzeiro até mesmo quando a equipe celeste não vivia sua melhor fase. Assim como o time todo, subiu muito de rendimento no segundo turno do Brasileirão, após o baque da perda da Libertadores ter passado.
Miranda – São Paulo
Assim como Victor, está praticamente garantido na Copa do ano que vem. Cada vez mais se firma como principal zagueiro em atividade no Brasil, se destacando não só na marcação como nas subidas ao ataque. Sua calma é algo difícil de se ver nos defensores da atualidade.
Réver – Grêmio
Apesar de não se mais um garoto, ganhou mais destaque neste ano. Ainda mais do que Miranda, é um zagueiro que se destaca na jogada aérea e que sempre que vai ao ataque leva perigo. Marcou muitos gols importantes pelo Tricolor Gaúcho e também mostra muita segurança na defesa.
Júlio César – Goiás
Ganhou maior destaque na primeira parte do Brasileirão, quando o Goiás ia bem. Com isso, chamou atenção de muitos grandes clubes, principalmente do Corinthians. Tem um estilo muito ofensivo e, por isso, marcou muitos gols. Suas atuações no meio de campo também foram um ponto forte.
Willians – Flamengo
Um total cão de guarda para a zaga do campeão nacional. Viveu alguns altos e baixos durante o Campeonato, mas foi um jogador muito importante para o título rubronegro. Incansável em campo, fez a diferença em muitas partidas.
Pierre – Palmeiras
Coincidência ou não, o alviverde viveu sua pior fase no Brasileirão quando ele se contundiu. É diferencial quando está em campo, tanto pela disposição e marcação, quanto por sua liderança. Exemplo de raça para os companheiros e para a torcida, foi um dos poucos que não ficaram manchados com o vexame do Verdão no Brasileiro.
Diego Souza – Palmeiras
Fez um primeiro turno impecável, assim como grande parte da equipe, mas sofreu muito na segunda parte da competição, quando perdeu seus companheiros Cleiton Xavier e Pierre no meio de campo. Mesmo assim, decidiu jogos a favor do Verdão, muitas vezes com golaços, como o que marcou do meio de campo, contra o Atlético-MG.
Petkovic – Flamengo
Velho? Pode ser. Acabado? Nem pensar. Fez, neste Brasileirão, o que ninguém acreditava. Ressurgiu depois de algumas passagens fracassadas por algumas equipes e foi o maestro que levou o Mengão a um título que a torcida esperava há mais de 15 anos. Quanto mais importante a partida, mais ele jogava.
Diego Tardelli – Atlético Mineiro
Um dos artilheiros do Brasileirão, foi o responsável pelo Galo brigar pelo título por tanto tempo. Virou ídolo da torcida rapidamente e com razão. O Atlético era apontado por muitos como candidato ao rebaixamento e ele foi o responsável por mudar isso. Mesmo que não tenha ganho nada, fez o torcedor atleticano ter orgulho de seu time novamente.
Adriano – Flamengo
Depois de anunciar sua aposentadoria depois de deixar a Inter de Milão, o Imperador voltou em grande estilo ao futebol (mesmo que só tenha o deixado por poucas semanas). Foi, junto com Tardelli, artilheiro do Brasileirão e, junto com Pet, o grande responsável pelo título do Mengão. Mostrou que, quando quer, joga muita bola.
Técnico: Silas – Avaí
Se, no início do Campeonato, alguém lhe dissesse que o Avaí ficaria em sexto lugar no Campeonato, você provavelmente não acreditaria. Ainda mais depois do início ruim da equipe. Silas, entretanto, foi o técnico que conseguiu este feito. Tanto que, ao final do Brasileiro, ele já acertou com o Grêmio e tenta cravar seu nome no hall dos grandes técnicos do Brasil.
Revelação: Jucilei – Corinthians
Chegou pouco antes do início do Campeonato, estreiou na primeira rodada e, antes da virada dos turnos, já era titular absoluto. Aos 21 anos, jogou de volante e de lateral e, em ambas posições, mostrou muita qualidade, persnonalidade e identificação com a torcida. Ponto para a diretoria que achou o jogador no J. Malucelli.
Craque: Petkovic - Flamengo

Voltou ao clube por causa de uma dívida. Muitos falaram mal da contratação, disseram que se tratava de um jogador acabado e que não ia adicionar nada ao Mengão. Ele provou a todos que ainda podia jogar, que podia ser titular e que, ainda mais, podia decidir não só partidas como um Campeonato. A virada flamenguista aconteceu quando ele virou titular. Deixou ainda mais seu nome gravado na História do Fla.
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Tenho na parede do meu quarto três pôsteres do meu time do coração. São três títulos conquistados e que ficarão eternamente na minha memória – e não na parede, claro. São retratos de uma simbologia do futebol e que este ano está sendo maltratada pelos times que disputam o título do Brasileirão. Flamengo, Internacional, Palmeiras e São Paulo – na ordem de classificação e, talvez, favoritismo – enganam bem e escancaram a falta de nível técnico do Campeonato Brasileiro, que pouco a pouco vai se confundindo com emoção. O fato é que nenhum time quer ter seu pôster pronto.
O Flamengo venceu o Corinthians. Ok. O Alvinegro paulista jogava sem vontade e, sem lero-lero, sabemos que a vontade corintiana estava em baixa. Ninguém em São Paulo duvida que o time do Parque São Jorge preferisse perder a partida e conseguir ser o único paulista com um título no final da temporada. Sem nada – ou quase nada – a ver com a história toda, o Mengão saiu com os três pontos de Campinas. Assumiu a liderança e pegará o Grêmio na última rodada. Difícil? Não.
Não será tão difícil assim para o Rubro-Negro enfrentar o Grêmio. Pois maior do que a vontade corintiana de ver seus rivais na seca, é a gremista de ver o Internacional sem o Brasileiro no ano do centenário – que, pasmem, poderá terminar com apenas o Gaúcho conquistado. O Colorado ressurgiu das cinzas e figura na vice-liderança. Não fossem tropeços bobos ao longo do campeonato, seria campeão com antecedência. Hoje, se divide entre a rivalidade e a chance do título. O coração vermelho de Porto Alegre bate, acreditem, um pouquinho mais tricolor.
Quem também ressurge após vacilos inexplicáveis é o Palmeiras. A equipe de Muricy Ramalho, que para muitos e muitos já estava morta, poderia ter ficado com a ponta da tabela ao final desta rodada. Não ficou e, por isso, tem poucas chances de ser campeão. A vaga na Libertadores ainda não está assegurada, mas está bem próxima. Ao bater o Atlético Mineiro, o Verdão parece ter reconquistado a confiança. Pena que enfrentará um desesperado Botafogo, que para não retornar à Série B – seria o segundo rebaixamento em seis anos – precisa da vitória no próximo domingo. É, talvez, o confronto mais difícil dos postulantes ao título. A carta verde, acredito, está fora do baralho.
Quem também está fora é a carta tricolor. O São Paulo tropeçou mais uma vez em sua incompetência – e na competência do Goiás, é bem verdade – e deixou o posto de “o hepta virá neste domingo” para assumir o de “Libertadores será o máximo”. Pela primeira vez Jason morre. Morre porque os jogadores estão apáticos, tristes e, acima de tudo, indisciplinados. O Tricolor paga com derrotas a falta de cabeça de seus atletas, que somam cartões atrás de cartões. Ricardo Gomes fez um belo trabalho, mas ao que parece morrerá na praia. Nada de desesperador para um time que dominou o país nos últimos três anos.
Na ponta de baixo da tabela, destaco outro Tricolor, o das Laranjeiras. Podem dizer que queimei minha língua, e digo que a queimei com orgulho. Desde a volta de Fred estava cravado que o Fluminense não cairia. É elenco para estar no topo. Pena que não soube jogar em boa parte do campeonato. O rebaixamento é passado e torço muito pelo título da Sul-Americana.
Cutucadas
- Obrigado Felipe, goleiro do Corinthians, por protestar de forma tão legal contra a situação da arbitragem brasileira. Precisamos de providências urgentes!
- Dorival Júnior saiu do Vasco. O cruzmaltino parece não ter aprendido com alguns rivais como sair bem da Série B
- A CBF colocou Diego Souza e Cleiton Xavier como meias-direita na votação da Seleção do Brasileiro. Não sabia que eles jogavam um em cima do outro no Palmeiras…
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Semana passada eu falei um pouco sobre o caso Henry. Hoje, vou destrinchá-lo. Estão exagerando nas reações. Faxineiros disseram ao jornal The Sun que se recusam a utilizar um aspirador com a foto do atacante francês, que inclusive leva seu nome.
Lógico que isso é apenas um símbolo do movimento moralista internacional contra o jogador do Barcelona. A realidade é que uma hipocrisia enorme envolve esse caso. Nenhum jogador não colocaria a mão naquela bola. Foi instinto, puro, inerente ao ser humano, assim como é o erro. E ninguém está discutindo que ele não errou.
Seria interessante, evidentemente, que Henry fizesse igual Robbie Fowler, ex-atacante do Liverpool, que após sofrer um pênalti inexistente, admitiu ao juiz que a falta não havia acontecido. O apitador, inclusive, não acreditou no inglês e manteve a decisão. Fowler cobrou fraco, no meio, e não fez o gol.
Isso é a exceção. Valendo uma vaga na Copa do Mundo, que seria uma decepção enorme para seu povo, não podemos cobrar que Thiery faça o mesmo. Podemos cobrar que ele se arrependa, como fez. Diferentemente de Maradona e do povo argentino, que até hoje tem orgulho da mano de diós. Lembrando que o lance na final de 1986 decidiu o título, e não apenas uma classificação.
O pior da história é a FIFA. Se o próprio protagonista da infração admitiu que uma nova partida seria o mais justo, por que não fazê-la? No futebol, as regras são distorcidas diversas vezes por motivos escusos e condenáveis. Ninguém criticaria se assim fossem por motivos nobres, como este. A entidade máxima do esporte fará reunião especial sobre o caso, e espero que deliberem a favor da anulação.
Estão pegando Henry para cristo. Como se ele fosse o responsável de todas as mazelas do futebol. Como se ele simbolizasse tudo que há de ruim. Muito pelo contrário. A qualidade técnica exuberante do atacante e sua sensibilidade em arrepender-se e admitir o erro são justamente o que fazem do esporte o que ele é. Sinceramente? Henry é o menor dos problemas.
E o monstro ataca novamente…
Luiz Gonzaga Belluzo incorporou Mr. Hide mais uma vez. Em festa da Mancha Verde, gritou, calorosamente, “Vamos matar os bambis”. Evidente que até uma criança de 5 anos percebe que ele não estava incitando os palmeirenses a exterminarem são paulinos. Mas, de certa forma, estava. E é deplorável um dirigente de um dos maiores clubes do país agir dessa forma.
Belluzo alterna momentos de brilhante e vanguardista dirigente com momentos de cartola, no mais fiel significado da palavra. Aquele amador, inconseqüente, dos primórdios do futebol profissional. Alterna momentos de Dr. Jekyll com momentos de Mr. Hide. Uma pena, realmente.
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A torcida cobra com razão. Os jogadores mostram em campo que esta razão não é um dos maiores primores da equipe. O treinador teima em resmungar e culpar a imprensa por tudo que está acontecendo. O presidente fala o que todos gostariam de falar e é suspenso pelo maior circo brasileiro, o STJD. O jogador folclórico acerta um soco em um companheiro e dá um nocaute nas chances de disputa de título. O Palmeiras sucumbe no Campeonato Brasileiro.
Não posso afirmar com todas as certezas que o time do Parque Antártica não será campeão brasileiro, já que neste ano a disputa fica mais no quesito “Quem entrega mais”. Mas a troca de socos entre Obina e Maurício sepultou o Palmeiras, que há tempos pedia para tomar o golpe final. Muricy Ramalho chegou e a ideia era que tudo ficasse melhor do que estava – na liderança. Mas a queda foi livre e hoje o Verdão é uma zebra no Brasileirão.
O torcedor palmeirense arranca da parede mais um calendário completo e não vê sua equipe levar o título nacional. Pelo segundo ano seguido, o que é pior, vê o time disparar e perder força, caindo como um balão que murcha na reta final. A saída de Diego Souza é um dos motivos, claro. E sim, ele saiu, afinal desde que voltou da Seleção não jogou mais bola. Assim como as ausências de Cleiton Xavier e Pierre foram problema também.
Mas a queda do Palmeiras é uma soma complicada de fatores. Não cabe a mim julgar a competência de ninguém que está no comando – do time, do clube, da diretoria… –, mas tenho que exercer minha função nessa coluna e alertar. O Palmeiras? É a maior ciranda de maluco que o Brasil tem hoje. Pobre torcida, que a cada ano só sofre mais. Sofrer por essência, sabemos, é em outro Parque… lá da certo. Com o Verdão? Duvido muito.
Cutucadas
O Goiás jogou pela primeira vez no segundo turno. Logo contra o Flamengo. Pobre Rubro-Negro…
Será que o Internacional ainda está na disputa?
Gols mal anulados, pênaltis fora da área, impedimentos errados. A arbitragem brasileira, assim como STJD, é uma piada de mau gosto
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Todo mundo se lembra do lance na final da Copa do Mundo de 2006, no qual Zinedine Zidane, em sua partida de despedida, acertou Materazzi com uma cabeçada. A princípio, o juiz não avistou o lance, mas, em seguida, expulsou o francês, muito provavelmente avisado por alguém que assistia à partida pela televisão. Esse é o caso mais famoso, mas não é o único.
No Campeonato Carioca deste ano, o Botafogo teve um gol anulado da mesma forma. Ontem, embora não confirmado, tenho um forte pressentimento que Obina e Maurício, ambos do Palmeiras, foram expulsos da mesma forma.
A questão não é acertar ou errar a decisão sobre o lance. Na realidade, o que importa é o descumprimento da regra em benefício de alguns clubes, e em prejuízo de outros, sem critério algum. Quando alguém vê um lance duvidoso pelo monitor e avisa o árbitro, ele é corrigido. Quando não, segue o jogo. Não há regularização.
Zidane deveria ter sido expulso. O gol do Botafogo, anulado. Mauricio e Obina não poderiam continuar em campo. Mas enquanto os velhinhos da FIFA não decidirem aprovar o apito eletrônico, essas infrações da regra não podem ser corrigidas com outras infrações. Sou jornalista e não matemático, mas sei que dois erros não fazem um acerto.
As razões para a televisão não servir de auxílio ao árbitro são desconhecidas. Balelas como “a discussão faz parte do futebol”, ou o “tradicionalismo”, não colam. No tênis essa medida já é utilizada há algum tempo, e quer esporte mais tradicional que o bom e velho troca-bolinha?
Evidente que o jogo ficaria mais travado, pois, de vez em quando, a partida teria que ser interrompida para a avaliação do árbitro. Mas isso é questão de hábito. O custo-benefício compensa, já que injustiças seriam desfeitas, sem a necessidade de quebrar regra alguma.
Lances como o toque de mão de Thiery Henry na repescagem da Copa do Mundo, ontem, contra a Irlanda, ou o gol mal anulado de Obina de cabeça, além de inúmeros impedimentos, bolas que entram duvidosamente, e impedimentos absurdos, poderiam mudar a história de campeonatos. A main de dieu do atacante francês mudou a história de um país.
Sem dúvidas que a tecnologia assistindo o futebol seria benéfico. A discussão, evidentemente, é valida, mas os argumentos contra são fracos. Logo logo a International Board vai ceder, e permitir a arbitragem eletrônica. Até lá, porém, não podemos utilizar do jeitinho brasileiro para burlar a regra. Por mais absurda que ela seja.
Que pena!
Luiz Gonzaga Belluzo, presidente do Palmeiras, pegou nove meses de suspensão. Vai recorrer, em fevereiro apenas. Por enquanto, Salvador Hugo Palaia, o homem da auto-entrevista, assume o Palestra Itália, pelo menos até o fim do ano, quando já será permitido um efeito suspensivo da pena do economista.
O ruim é ver uma figura como Belluzo, de mais acertos do que erros, afastada do futebol. Pior é ver uma figura como Carlos Eugênio Simon, de muitos mais erros do que acertos, prestigiado e apitando Mundial e Copa do Mundo.
Quando Belluzo retornar à cadeira presidencial alviverde, lá para agosto do ano que vem, tudo já terá sido esquecido e, provavelmente, Simon estará apitando o principal jogo da rodada. Esse é o Brasil-sil-sil.
Falando em penas…
O Campeonato estava tranqüilo. Paulo Schmidt, o arroz de festa do futebol brasileiro, estava quieto. Não aparecia. Era a calmaria antes da tempestade. Morumbi fora da partida final, Jean, Dagoberto e Borges suspensos até o fim do torneio, André Dias e Hugo em pauta no tribunal.
Borges mereceu sua punição, inclusive, até se fosse maior não seria errado. Dagoberto pegou três partidas por lance parecido ao de Vagner Love, que pegou apenas dois. Jean, em um lance de jogo, diferente dos outros, já havia sido devidamente punido. O Atlético-MG teve caso parecido ao do Morumbi, e não foi punido. As carícias violentas de André Dias e Hugo foram vistas pelo árbitro e punidas da forma que ele achou melhor. Mudar a decisão de campo pode ser perigoso.
O Campeonato estava tranqüilo. Muito bom até. Tão bom que o tribunal não conseguiu ficar de fora. Tinha que aparecer e, possivelmente, estragá-lo. A incoerência parece não ter limites. Um tribunal de penas resolveria isso.
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Depois de uma semana ausente, o Brasucas ao Extremo está de volta nesta quarta-feira, porém, a semana não favoreceu um retorno em grande estilo. Por conta dos jogos de seleções, tanto em simples amistosos, como em disputas por vagas na próxima Copa do Mundo, grande parte dos campeonatos nacionais foram interrompidos. Mas há sempre excessões, e nelas que focaremos.

Eduardo da Silva comemora pela Croácia
Como o assunto inicial foram os jogos internacionais, nada mais justo do que destacar a participação do brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva na goleada de 5 a 0 da Croácia sobre Liechtenstein. Na partida amistosa, o atacante do Arsenal fez o goleiro rival buscar a bola no fundo das redes por duas vezes.
Dentre os principais países futebolísticos da Europa, Itália e Portugal foram os únicos que viram brasucas vibrando nos últimos sete dias, e apenas pelas divisões inferiores. Na “Terra da Bota”, o meia Émerson ajudou o Lumezzane a bater o Monza por 3 a 0, pela Serie C1/A. Enquanto em Portugal, o atacante Adílson garantiu a magra vitória do Feirense sobre o Carregado. Mesma sorte não tiveram Portimonense e Sporting Covilhã, que mesmo com gols de Diogo e Rincón, não saíram de empates com Fátima e Santa Clara, respectivamente.
Em um segundo escalão europeu, chegamos a Grécia, onde, pela segunda divisão, o meia Léozinho fez o primeiro do Panserraikos na vitória por 3 a 2, fora de casa, sobre o Rhodos. No dia seguinte, foi a vez de Chumbinho, atacante que já defendeu o São Paulo, Náutico e Ponte Preta, marcar, garantindo os três pontos do Ethnikos em cima do Kalamata.
No leste-europeu, o Most teve dificuldades para vencer o Jihlava, 4 a 3 pela segunda divisão da República Tcheca, com direito a tento do meia Andrei. No mesmo dia, o zagueiro Dudu Paraíba, ex-Vitória e Avaí, fechou o placar de 3 a 0 do Widzew Lodz diante do Stal Stalowa Wola pela segundona da Polônia. Para encerrar o Velho Continente, o atacante Moreira tentou, mas não conseguiu levar o Honved além de um empate por 1 a 1 contra o Gyor, em partida válida pela Copa da Hungria.
Fora do principal palco do futebol mundial, rumamos a Ásia, que, mesmo sem rodadas em países como Japão, China e Coréia do Sul, conseguiu aparecer por aqui nesta semana graças a uma nova descoberta futebolística, Hong Kong. No campeonato da ilha, Ivisson não conseguiu evitar a derrota do Shatin para o Tai Chung por 3 a 1, no sábado. Já no domingo, Pegasus e Citizen ficaram no 1 a 1, com Márcio Martins marcando para os donos da casa, e Sandro igualando para os visitantes.

Rodrigo Teixeira após gol pelo Deportivo Cuenca
Como nem todos países respeitam as datas reservadas para disputas entre seleções, não haveria dúvidas que a bola continuaria rolando pela América Latina. E em nossas terras “vizinhas”, três brasileiros conseguiram estufar as redes adversárias. Na Costa Rica, o atacante Anderson marcou de pênalti, mas o seu Brujas F.C. saiu de campo derrotado por 3 a 2 pelo Municipal Pérez Zeledón.
Mais ao sul, precisamente no Equador, o atacante Rodrigo Teixeira, criado nas categorias de base do Vasco da Gama, garantiu a boa vitória do Deportivo Cuenca por 2 a 1 sobre o Olmedo, fora de casa. Para fechar a viagem e apagar as luzes, nenhum país melhor que o Paraguai, que contou com o meia Thiago Miranda marcando na derrota do 2 de Mayo para o Sportivo Luqueño.
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