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Archive for the ‘Copa do Brasil’ Category

e-agora-jose3

Estamos aqui de novo, pra não morrer de rir,

O Fla foi à São Paulo pegar o Barueri.

Time bom em ascensão conta com o Val Baiano,

Artilheiro, matador, assim como o Adriano.

Que não brilhou nessa rodada, mas isso não se repete,

Quando ele tem ao seu lado o seu parceiro Pet.

Lesionado não jogou esse bom de bola gringo

Talvez só esteja bem lá pelo próximo domingo.

O que não adianta muito, pois no sábado há o Santos,

Peixe afogado, ruim como outros tantos.

O jogão é no Maraca e promete ser bem quente,

Mas o Andrade vem sofrendo com problemas recorrentes

O Juan tá insatisfeito, já reclamou com o seu técnico,

Atitude que demonstra que ele é um tanto antiético.

Ao sair do jogo pra entrada do Toró,

Reclamou publicamente, um gesto de dar dó.

Já no jogo, eu confesso, que fui surpreendido,

A Abelha abriu o placar com um gol impedido.

Thiago Humberto recebeu e, após belo lance,

Passou pra Val Baiano que não perdeu a chance.

O Flamengo foi pra cima, meio desesperado,

Já que o Andrade pôs o Eric no lugar do Maldonado.

O time era incisivo, mas ficou aberto,

E deu muito espaço pro bom meia Thiago Humberto.

Após bela jogada ele passou pro companheiro,

Que, sozinho dentro da área, não perdoou o goleiro.

Ewerton era o nome do autor daquele tento,

Furou a zaga inteira e gritou “eu arrebento”

Com Zé Roberto pelo meio a equipe ganhou mobilidade

Tentou de todo jeito, mas não houve novidade,

Há a especulação de mala branca do Cruzeiro,

Que teria incentivado a Abelha com dinheiro!

O placar ficou na mesma, uma vitória incontestada,

Que poderia ser maior, verdadeira goleada!

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O Corinthians provou na noite desta quarta feira que está de volta à elite do futebol brasileiro e que, acima de tudo, voltou para ficar e para incomodar a todos. Jogando fora de casa, no Beira Rio, o Corinthians empatou com o Internacional e se sagrou Tri Campeão da Copa do Brasil, chegando ao seu sétimo título nacional na história.

A partida começou da maneira que uma final deve ser, com as duas equipes buscando o gol. Claro que, com a vantagem de dois gols, o time alvinegro podia ter mais calma nas jogadas e trocar mais passes. E outra coisa que caracteriza uma final é a vontade dos jogadores de ganharem cada dividida e jogar a partida como se fosse a última da vida. Assim, logo nos primeiros minutos de jogo o árbitro já distribuiu diversos cartões. O Inter pressionava mais, pela necessidade do resultado, já o Timão jogava no contra ataque, arma mortal do time. Aos 15, Jorge Henrique recebeu de Elias, virou bem e marcou, mas estava impedido, mas deixava a zaga Colorada avisada de que ele estava a fim de jogo. Pouco tempo depois, em boa jogada de André Santos, Jorge Henrique, o Baixinho do Parque São Jorge, subiu bem e só desviou a bola, tirando de Lauro para fazer o primeiro do Timão, assim como fez no primeiro jogo.

Jorge Henrique, importantíssimo nos dois jogos, comemora com Ronaldo ao fundo

O gol afetou muito o time gaúcho, que viu sua situação se complicando muito. O time parou de criar e apenas assistia o Corinthians jogar. Com isso, chegou o segundo gol do Coringão. Ronaldo deu um belíssimo passe para André Santos, que soltou uma bomba para fazer o gol que praticamente selou o título corintiano. O Inter cresceu depois do golpe e chegou perto com Nilmar duas vezes, mas parou em Felipe. Pouco tempo depois, quase que o Corinthians aumentou ainda mais a festa do torcedor, mas Ronaldo parou em Lauro.

O segundo tempo, entretanto, teve um clima diferente, um clima que pode ser um teste para o Timão. A segunda etapa parecia jogo de Libertadores da América. O time paulista voltou se defendendo, como era esperado e o time gaúcho, voltou atacando. Alecsandro foi a arma de Tite para mudar o jogo. Os contra ataques continuavam sendo boa arma do Timão e Lauro garantia a esperança dos Colorados. Durante muito tempo, o Corinthians segurou o Inter, que não conseguia criar e começava a se desesperar. Aos 25, Alecsandro fez a torcida acordar com um gol e, aos 29, o mesmo atacante empatou o jogo, colocando fogo no Beira Rio.

Corintianos comemoram o segundo gol do jogo, marcado por André Santos

No momento do segundo gol do Internacional, o jogo teve esse clima de Libertadores. Cristian, volante corintiano, sentia dores mesmo antes do gol e já pedia para sair. Com o gol, ele sentou em campo, o que causou revolta dos jogadores do Inter, que partiram para cima do jogador caído em campo. Se armou uma confusão geral. O árbitro da partida fez o correto e expulsou o causador de tudo, o meia argentino D’Alessandro, que partiu para cima do capitão William, do Corinthians, que fugiu com muita classe, sem causar mais confusões. Além do meia, ambos os técnicos foram expulsos, por entrarem em campo com a confusão. A partida ficou parada por muitos minutos e, logo na volta, o Inter quase marcou com Magrão de cabeça, mas o goleiro Felipe fez uma grande defesa.

Colorados lamentam no Beira Rio

O Corinthians, inteligente, soube controlar a partida e partir nos contra ataques, além de parar o time colorado. Em um lance, Elias fez falta em Guiñazu para evitar um contra ataque e acabou expulso, mas nada que diminuísse a festa dos corintianos. A cereja no bolo do Corinthians poderia ter vindo com um gol de Ronaldo, mas ele errou um chute no fim da partida em excelente jogada de Jorge Henrique.

Com o 2 a 2, o Coringão conquistou o tricampeonato e mostrou a todos que vai forte para a Libertadores do ano que vem, sabendo aguentar pressões, jogar bem fora de casa e vencer partidas complicadas. Além disso, este já é o segundo título corintiano no ano de 2009, algo que não ocorria para os alvinegros desde 2002, ano que o time venceu a mesma Copa do Brasil. Agora, embalado pelo título, o time vai em busca da tríplice coroa e o Campeonato Brasileiro. Fora isso, no ano do centenário o Timão jogará a tão sonhada Libertadores e este time tem tudo para fazer história, sob o comando de Mano Menezes.

A Fiel, mesmo longe, faz a festa no Parque São Jorge

FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 2 X 2 CORINTHIANS

Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 1/7/2009 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa – MG)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifca- PR) e Alessandro Matos (Fifa – BA)
Renda e público: R$754.460,00 / 50.286 pagantes
Cartões amarelos: Índio, Bolívar D’Alessandro, Taison, Nilmar (INT); André Santos, Jean, Diego, Elias, Douglas (COR)
Cartões vermelhos: D’Alessandro (30’/2ºT); Elias (37’/2ºT)
Gols:Jorge Henrique, 19’/1ºT (0-1); André Santos, 27’/1ºT (0-2); Alecsandro, 25’/2ºT (1-2); Alecsandro, 29’/2ºT (2-2).

INTERNACIONAL: Lauro; Bolivar (Danilo Silva 42’/2ºT), Índio, Danny Morais, Kléber; Guiñazú, Magrão, Glaydson (Alecsandro/Intervalo), D’Alessandro, Taison (Andrezinho 20’/2ºT) e Nilmar. Técnico: Tite.

CORINTHIANS: Felipe; Alessandro, Chicão, William, André Santos (Diego 33’/2ºT); Elias, Cristian (Boquita 35’/2ºT), Douglas, Jorge Henrique, Dentinho (Jean 38’/2ºT), Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.

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Na noite de hoje, a cidade de Porto Alegre vai viver enormes emoções. Quando o relógio bater 21h50min, o estádio do Beira Rio será palco de uma das finais mais esperadas do ano. A Copa do Brasil tinha, desde o início, três favoritos: Corinthians, Flamengo e Internacional. O time carioca foi eliminado pelos gaúchos, que enfrentam hoje os paulistas em uma partida que tem tudo para ser histórica. O Beira Rio será um caldeirão, que tem todos os ingredientes para fazer deste jogo um teste para cardíacos.

O primeiro ingrediente é o básico: a partida é a finalíssima de um campeonato nacional. Só por este motivo, muita coisa já muda no coração do torcedor. A primeira partida foi vencida em casa pelo Corinthians, que tem uma vantagem de dois gols, podendo perder por um gol de diferença para ganhar o título. Com 2 a 0, o Inter leva o jogo aos pênaltis, mas, se o Timão marcar, o Colorado terá de fazer três gols de diferença para levar o caneco.

Lance do polêmico pênalti em Tinga, em 2005

Em uma grande decisão, a partida nunca começa somente no apito do juiz, a semana que antecede o jogo é sempre repleta de polêmicas, mistérios, tentativas de desabilitar o adversário, etc. Esta, porém, começou há 4 anos. No ano de 2005, o Corinthians foi o Campeão Brasileiro, deixando o Internacional na segunda colocação. Na partida mais importante do campeonato, o Corinthians recebeu o Inter e o jogo terminou em empate. Empate que dava vantagem aos alvinegros. Em campo, houve uma jogada muito polêmica, na qual o volante Tinga foi derrubado por Fábio Costa e pediu pênalti. O árbitro não só não deu a penalidade, mas advertiu Tinga com seu segundo amarelo, consequentemente, o vermelho veio em seguida. Desde aquele momento, o Colorado busca uma vingança para cima do Timão.

Até a torcida do próprio Inter pediu para o time entregar o jogo para o Goiás, em 2007

Os gaúchos não são, entretanto, os únicos que buscam vingança nesta decisão. Dois anos depois do fatídico pênalti não dado a favor do Inter, o Corinthians vivia uma fase muito ruim e estava prestes a ser rebaixado para a Série B, mas ainda tinha um jogo no Campeonato que decidiria tudo. O Timão foi a Porto Alegre, enfrentar o Grêmio, enquanto seu maior rival na luta contra a Segundona, o Goiás, recebia o Colorado, em Goiãnia. O resultado todos sabemos, o Timão acabou rebaixado, por causa da vitória dos goianos. O que se fala muito, porém, é que os gaúchos teriam entregue a partida para o esmeraldino, para ver o time paulista cair e vingar 2005.

Fernando Carvalho segura a faixa "Corinthians Tri Campeão"

Não só por esse sentimento de vingança vir de muito tempo a semana que antecede a final deixaria de ser marcante. Por causa de uma suposta ajuda da arbitragem ao Corinthians, o vice presidente do Internacional foi quem mais chamou a atenção durante a semana. Fernando Carvalho deu diversas entrevistas polêmicas, armou um DVD Dossiê sobre as “ajudas” ao time preto e branco, comprou faixa de camelôs com os dizeres “Corinthians Tri Camepeão da Copa do Brasil”… Enfim, desviou o foco do jogo e colocou mais lenha na fogueira do Caldeirão desta quarta.

Em 2003, D'Alessandro ajudou o River Plate a eliminar o Timão

Algo importantíssimo nessa final é, também, que ela terá grande parcela na definição do centenário dos dois clubes. O time gaúcho comemora 100 anos em 2009 e, por isso, quer esse título a todo preço para não deixar o ano tão importante com apenas uma conquista estadual. O Coringão “assopra as velinhas” ano que vem e quer este título para carimbar seu passaporte para a Copa Libertadores de 2010, sonho de consumo do clube e seus torcedores.

Ronaldo já decidiu o Paulistão e busca a Copa do Brasil para o Timão

Outro fator que apimenta essa final é a presença de dois personagens muito importantes. O primeiro deles é o argentino D’Alessandro, que eliminou o Timão da mesma Libertadores em 2003, quando atuava pelo River Plate. O argentino ainda traz calafrios aos torcedores do Corinthians, que querem ver o Timão se vingar de mais um algoz em 2009.

Outro personagem é Ronaldo Fenômeno. Ele que chegou sob tantas desconfianças ao time do Parque São Jorge pode ganhar seu segundo título em dois disputados no ano. Depois de acharem que estava acabado para o futebol, o Fenômeno se reergueu e tem sido muito importante para o Corinthians, sempre marcando gols decisivos. Na carreira, ele possui 14 gols em 14 partidas finais. Deixou sua marca no primeiro jogo e busca ser decisivo mais uma vez, decidindo para o Corinthians.

Por estes e outros ingredientes, acho que não há dúvidas de que a capital do estado mais frio do país viverá uma noite quente. Uma noite de decisão. Uma noite de batalha em campo (somente em campo, se Deus quiser). Uma noite de Internacional e Corinthians, finalistas da Copa do Brasil de 2009.

Internacional x Corinthians

FINAL DA COPA DO BRASIL DE 2009

Primeiro jogo: Corinthians 2 x 0 Internacional. Gols: Jorge Henrique e Ronaldo.

Estádio: Beira Rio, Porto Alegre (RS)

Horário: 21h50min (Brasília)

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)
Auxiliares: Alessandro Alvaro de Matos (FIFA-BA) e Roberto Braatz (FIFA-PR)

INTERNACIONAL: Lauro; Bolívar, Indio, Danny Morais e Kleber; Glaydson (Andrezinho), Magrão, Guiñazú e D’Alessandro; Taison e Nilmar. Técnico: Tite.

CORINTHIANS: Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Elias e Douglas; Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.

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A próxima semana promete abalar as estruturas do Rio Grande do Sul. A partir de hoje, quinta-feira, os gaúchos poderão sem medo algum dizer que seu estado é a Capital Latina do Futebol. Simplesmente três dos melhores jogos do ano na América até o momento acontecerão a partir de hoje nos Pampas. Começaremos com o Internacional tentando chutar a zica dos últimos jogos e buscando a vitória no jogo de ida da Recopa Sul-Americana. Depois, na quarta-feira, os Colorados enfrentarão o Corinthians na grande decisão da Copa do Brasil, no jogo que claramente é o mais importante do futebol nacional até aqui. Por fim, e haja fôlego, é a vez do Grêmio receber o Cruzeiro pela partida de volta das semifinais da Libertadores, claramente o duelo mais importante do futebol sul-americano até o momento.

Façamos então uma análise mais detalhada de cada partida. Seguiremos a ordem dos acontecimentos e começaremos com o duelo entre Brasil e Equador na Recopa. O Inter chega ao jogo em questão com seus olhos voltados para outra decisão, a da Copa do Brasil. Esse fato, no entanto, não fará com que os colorados deixem de dar atenção ao rápido duelo continental. O Colorado se diz campeão de tudo. E o campeão de tudo tem como obrigação levar a Recopa diante de uma fraca LDU, que na Libertadores sucumbiu diante dos nacionais Palmeiras e Sport e do chileno Colo-Colo. Sem os bons nomes que a ajudaram a se consagrar campeã continental em 2008, a equipe equatoriana é zebra máxima na disputa. Só não será zebra tão grande se o Inter decidir poupar demais, o que eu não acredito que acontecerá.

Saindo do âmbito continental e voltando para o nacional, temos a grande final da Copa do Brasil. De um lado novamente o Internacional. Do outro o Corinthians mais forte dos últimos anos. Em jogo 199 anos de História. Enquanto o Colorado sonha em vencer o título nacional no ano que completa 100 anos, o Timão busca a tão sonhada vaga na Libertadores-10, ano no qual completará seu centenário. A vitória por 2 a 0 no Pacaembu deixa o time paulista um pouco mais perto da taça. Mas nunca é demais lembrar que os gaúchos são especialistas em viradas e que a força da torcida que lotará o Beira-Rio pode ser fator essencial. Craques não faltarão: Ronaldo, Nilmar, D’Alessandro, Dentinho, Taison… a lista é grande! Tem tudo para ser um duelo parelho, sem favoritos e que provavelmente se repetirá no Brasileiro. Não ficarei em cima do muro: creio que Mano Menezes conquistará seu segundo título nessa temporada, conduzindo o timão ao tricampeonato.

Por fim voltamos à América. O jogo de ontem no Mineirão foi um belo aperitivo para o que teremos em um Olímpico lotado na próxima quinta. A Raposa foi melhor e, mantendo seu padrão na Libertadores, engoliu mais um Tricolor. O Grêmio, no entanto, Imortal que se diz, conseguiu sobrevida no finalzinho da partida. Se o Tricolor estava quase no papo, os mineiros poderão engasgar feio devido ao tento marcado em bela cobrança de falta do meia Souza. Os dois times terão que guerrear – em campo, claro. O Cruzeiro, claro, é favorito. Mas os espíritos das conquistas tricolores estarão no Olímpico junto com a torcida azul, branca e preta. Será jogo para a História.

O Rio Grande do Sul será palco dos melhores jogos do ano na América até agora. Será a passagem. Pro inferno ou pro céu? Nos resta esperar…

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Como as competições mais importantes e disputadas do primeiro semestre do futebol brasileiro estão chegando às suas fases decisivas, muitos times estão sendo eliminados nos mata-matas. E, como sempre ocorre nessa época do ano, o mais falado não é aquele gol bonito, aquele passe genial, aquele drible desconcertante, aquela raça incomparável de um jogador. O mais falado em entrevistas coletivas de treinadores e jogadores, fora as rodinhas de torcedores, é a arbitragem. Que absurdo!

Colorados estão exagerando nas críticas ao árbitro Heber Roberto Lopes

Não quero inocentar, aqui, nenhum árbitro de futebol por erros cometidos, mas acho ridículo o foco central deixar de ser a bola, deixar de ser a beleza do nosso esporte. Desde que o futebol é disputado, há polêmica nas decisões dos “homens de preto”. Sempre ouvimos comentaristas dizendo que os juízes são seres humanos que erram, assim como todos os outros, mas dificilmente ouvimos e aceitamos isso.

Que equipe de futebol nunca foi beneficiada pela arbitragem? Não existe!

'La Mano de Diós' marcou a história

Ouvimos palmeirenses reclamando de um pênalti não marcado, no qual o jogador do Nacional colocou a mão na bola. Foi pênalti? Sim, mas o árbitro não viu e não deu, paciência…Não existe se no futebol. Suponho que os tais palmeirenses que estão criticando a arbitragem, dizendo que foram prejudicados, têm memória muito curta. As vítimas esqueceram que, nas duas últimas rodadas do Brasileirão, o time foi claramente ajudado pelos árbitros. Contra o Sport, no Palestra, o goleiro Marcos tirou uma bola de dentro do gol e o juiz não considerou gol. No jogo seguinte, contra o Cruzeiro, no mesmo local, o zagueiro Marcão cabeceou uma bola no travessão, que voltou em cima da linha, mas o juiz achou que a bola entrou e deu gol. Em ambos os jogos, o juiz errou feio em favor do time alviverde, mas é claro que os palmeirenses não vão reclamar disso.

Os colorados do Internacional estão reclamando acintosamente até hoje de um pênalti não marcado em uma partida contra o Corinthians, em 2005. A partida poderia, sim, definir o título e o juiz errou, sim. Porém, eles não se recordam dos gols irregulares de seu clube nas rodadas que antecederam aquela partida. Os mesmos colorados reclamam muito de uma falta que foi batida em movimento, pelo volante Elias, na final da Copa do Brasil deste ano. Foi irregular? Sim, mas quantas faltas não são batidas fora de posição, ou com a bola rolando durante a partida? Os jogadores falam que se a jogada tivesse sido anulada, o Inter poderia vencer a partida. O jogo de interesses dos treinadores e jogadores é medonho.

Grandes estrelas do futebol foram ajudadas e prejudicadas por árbitros. Imaginemos se o árbitro das semifinais da Copa do Mundo de 1970 tivesse expulsado o Rei Pelé após sua cotovelada em um uruguais. Se “la mano de Diós” de Diego Armando Maradona tivesse sido vista pelo árbitro e o gol anulado. Se o árbitro de Brasil e Suécia em 1978 tivesse deixado a bola sair de jogo antes de acabar a partida. Para quem não sabe, a bola foi cruzada na área e o juiz apitou o fim do jogo com a bola no ar. Na conclusão da jogada, Zico cabeceou e fez um gol que mudaria a história do Brasil naquela Copa.

Os erros de arbitragem sempre estiveram presentes no futebol e sempre estarão. Não há nada que possamos fazer. Há muitas coisas que podem ser melhoradas em relação aos árbitros, claro. A profissionalização deles é uma destas coisas, mas isso não eliminará o erro. Assim como o centroavante perde um gol feito, como o técnico faz uma substituição equivocada, o trio de arbitragem erra uma marcação, mas dificilmente é isso que decide um campeonato. Afinal de contas, todas as equipes são favorecidas e prejudicadas ao longo de todas as partidas, isto é inegável.

Chega de “chororô”, vamos jogar bola!

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Duas semanas depois de um dia triste, que um torcedor de sua torcida foi assassinado minutos antes do jogo contra o Vasco, a Fiel Torcida encheu mais uma vez o Pacaembu e fez uma festa que vai ficar marcada na memória de seus torcedores. Foram mais de 37 mil pessoas presentes ao estádio e que não pararam de cantar um minuto sequer. Não posso esquecer de falar da tocida do Internacional também que, apesar da derrota, apoiou o time e não apelou para a violência em momento algum, do jeito que o futebol tem que ser.

Mas o dia não era do Internacional, o dia era de Corinthians, de novo.

Desde o momento em que a bola rolou, era visível que o Coringão não estava dentro daquelas quatro linhas para brincadeira. Quem estava em campo eram 11 guerreiros. que estavam dispostos a dar seu sangue para conseguir à vitória. O Corinthians pressionava a saída do Inter, que não se intimidou e também foi para cima. A primeira jogada de perigo foi, inclusive, do Colorado, com Alecsandro, mas William, “o capitão”, deu um carrinho na bola e o desarmou. O jogo era lá e cá e a bola não parava. Os dois times são ofensivos e tentavam o gol. Alessandro chegava bem ao ataque e criava boas chances para o Corinthians.

Torcida corintiana fez uma festa maravilhosa e inesquecível no Pacaembu

Aos 22, Dentinho fez uma boa jogada pela direita e cruzou no pé de Ronaldo, que chegou bem, mas Lauro fez uma grande defesa, evitando o gol do Timão. No lance seguinte, o Colorado respondeu em um contra ataque pela esquerda e a bola quase chegou em Alecsandro, mas William fez um corte salvador. Os dois times abusavam da força física e um volante de cada lado se destacava com desarmes e boa saída de bola, Cristian, pelo Corinthians, e Guiñazu, pelo Inter. Porém, quem foi essencial para o Timão foi outro volante, um que estava improvisado na lateral e que só jogou um jogo em quase dois anos: Marcelo Oliveira. O jogador, dono de uma história digna de filme, recebeu um passe de Jorge Henrique, driblou um adversário, entrou bem na área, levantou a cabeça e passou para o mesmo Jorge Henrique finalizar: 1 a 0 para o time da casa. E a Fiel explode!

O placar fez o Inter crescer no jogo e ir em busca de um empate, que o deixaria em uma situação confortável. Ainda no primeiro tempo, o clube criou duas chances muito boas, mas não conseguiu marcar.

Chegou o intervalo e a torcida corintiana em extase, afinal de contas, há menos de um ano, o Coringão estava na Série B e já disputa a sua segunda final no ano, podendo ganhar seu segundo título em 2009, feito que o time não consegue desde 2002, ano que venceu, inclusive, a Copa do Brasil.

Jorge Henrique, que jogou muito, comemora seu gol, que abriu o placar

Na volta para o segundo tempo o Internacional voltou da mesma maneira que terminou o primeiro, buscando um gol salvador, mas sempre parava em Felipe ou pecava nas finalizações. O Corinthians começou a jogar da maneira que está virando característica, no contra ataque. E foi assim que conseguiu o segundo gol, aos 8 minutos. Elias, esperto, cobrou uma falta rapidamente para Ronaldo, que arrancou como lhe é característico. Entrando na área, deu um corte seco em Índio e bateu firme, de pé esquerdo. O gol lembrou o Ronaldo dos bons tempos, o Fenômeno, sempre decisivo em finais. “Festa na favela, alegria do povão”, 2 a 0 para o alvinegro.

Ronaldo dá o corte em Índio, momentos antes de marcar seu gol, que definiu o placar

O time do Parque São Jorge foi muito bem depois do gol, conseguindo segurar o Inter por mais de dez minutos, evitando uma pressão muito cedo na partida. Foi aí que o atacante Taison começou a fazer a diferença. Sempre que ele pegava na bola, levava muito perigo ao gol do Corinthians, mas Felipe, em mais uma noite inspiradíssima, conseguiu evitar que o atacante marcasse. O técnico Tite fez substituções, que iam surtindo efeito, já que Leandrão, que entrou no lugar de Alecsandro, estava levando vantagem nos lançamentos longos. Porém, o atacante entrou com vontade até demais e acabou expulso, prejudicando a reação do Colorado, que perdeu sua referência de ataque. O alvinegro continuava indo bem nos contra ataques, mas não conseguiu aumentar a diferença.

Com o final do jogo se aproximando, a festa da Fiel aumentou e tomou conta do estádio. Sinalizadores acesos, papel picado para todo o lado, cantos de apoio ao time, fogos de artifício e muitas outras coisas fizeram parte da festa corintiana nesta noite. O mais importante foi que a torcida fez o seu papel do jeito que tem de ser feito, dentro do estádio, apoiando o time e fazendo festa. Festa que alegra, festa que contagia, e festa que empurrou seu time para a vitória e deixou o Timão com um dedo na taça da Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA:
Corinthians 2 x 0 Internacional

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 17/6/2009 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Alessandro Álvaro Rocha Matos (BA)
Renda/público: R$ 1.825.478,00 / 36.614 pagantes
Cartões amarelos: Alessandro, Douglas, Boquita e Souza (COR); Índio, Magrão, Sandro e Leandrão (INT);
Cartões vermelhos: Leandrão 34’/2ºT (INT);
GOLS: Jorge Henrique, 26’/1ºT (1-0); Ronaldo, 8’/2ºT (2-0).

CORINTHIANS: Felipe, Alessandro, Chicão, William, Marcelo Oliveira (Diego 38’/2ºT); Cristian, Elias, Douglas; Jorge Henrique (Souza 45’/2ºT), Dentinho (Boquita 25’/2ºT) e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.

INTERNACIONAL: Lauro, Danilo Silva, Índio, Álvaro, Marcelo Cordeiro; Sandro (Giuliano 30’/2ºT), Guiñazú, Magrão, Andrezinho (Glaydson 38’/2ºT), Taison e Alecsandro (Leandrão 13’/2ºT). Técnico: Tite.

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Lance polêmico em 2005 alimenta a sede de vingança dos colorados

Lance polêmico em 2005 alimenta a sede de vingança dos colorados

São Paulo. 20 de novembro de 2005. Inter e Corinthians duelavam pelo título do Campeonato Brasileiro daquele ano quando o então goleiro corintiano, Fábio Costa, comete penalti no volante colorado Tinga. Sem ver o lance, o árbitro da partida, Márcio Resende de Freitas, não marca a infração que poderia dar a vitória e o caneco do nacional de 2005 à equipe dos Pampas.

O tempo passou, a poeira não baixou e, hoje, às 21h50min, no Pacaembu, o Corinthians irá receber o Inter para a primeira partida da final da Copa do Brasil-09. Considerados os melhores times do país no momento, as duas equipes prometem ir à campo esquecendo o passado e de olho num futuro ainda mais promissor: a América.

Os comandados do técnico Tite  precisaram jogar dez partidas para se credenciarem à final do torneio nacional. Curiosamente, os colorados não eliminaram nenhum adversário logo no primeiro confronto.

D'Alessandro em ação contra o Coritiba: meia está de fora da primeira partida da decisão
D’Ale está fora do primeiro jogo contra o Timão

No jogo de abertura da competição, o Inter enfrentou o União de Rondonóplois, que ganhou o duelo de ida por 1 a 0. O segundo foi vencido pelo Inter por 2 a 0. Na sequência, o alvi-rubro pegou o Guarani: 2 a 1 em Campinas e 5 a 0 no Beira-Rio. Nas oitavas, quem ficou pelo caminho foi o Náutico: 3 a 0 no Recife e 2 a 0 em solo gaúcho. Contra o Flamengo, sufoco: 0 a 0 no “maior do mundo” e 2 a 1 no Beira-Rio graças a um gol milagroso de Andrézinho no fim da partida. Nas semis, o Coritiba foi a vítima: 3 a 1 em casa e derrota por 1 a o no Couto Pereira.

Alecsandro tem a missão de substituir Nilmar contra o Timão
Alecsandro tem a missão de substituir Nilmar

Sem suas principais estrelas – o matador Nilmar, que serve a seleção brasileira e o craque D’Alessandro, que sofreu uma tendinite na perna – o Inter desembarcou na capital paulista nesta terça, 16, para o jogo mais importante do ano de seu centenário. E o presidente Vitório Píffero já avisou: o sentimento de revanche existe e, por ele, está mais vivo do que nunca! Ingredientes nós temos. Resta saber o quão quente estará o caldeirão corintiano na noite desta quarta!

Corinthians x Internacional

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP).

Data: 17/06/2009.

Horário: 21h50m.

Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR). Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA).

Corinthians: Felipe; Alessandro, Chicão, William e Marcelo Oliveira; Cristian, Elias e Douglas; Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.

Internacional: Lauro, Danilo Silva, Índio, Álvaro e Marcelo Cordeiro; Sandro, Magrão, Guiñazu e Andrezinho; Taison e Alecsandro. Técnico: Tite

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