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Archive for the ‘Série A’ Category

6Há exatamente dez anos, o Corinthians iniciava sua saga para a conquista do Mundial de Clubes da FIFA, o primeiro da história. Há muita polêmica em torno do título. Uns dizem que não é correto alguém participar de um mundial sem antes vencer seu continente, etc. O fato é, porém, que o Corinthians entrou na competição por ser o campeão do país sede, assim como os países organizadores de Copas do Mundo entram automaticamente no torneio.

O Mundial estava planejado para ocorrer em 1999, por isso entraram no torneio os campeões da Libertadores e do Brasileiro de 1998, Vasco e Corinthians, respectivamente. Além deles, participaram os campeões da Champions League de 1998/99, Manchester United, da Copa Intercontinental de 1998, o Real Madrid e os campeões da Oceania, Ásia, CAF e CONCACAF, South Melbourne, Al Nassr, Raja Casablanca e Necaxa, respectivamente. Os times foram divididos em dois grupos, um com sede em São Paulo e um no Rio de Janeiro. No grupo da capital paulista ficaram Corinthians, Real Madrid, Raja Casablanca e Al Nassr e os clubes restantes foram para a Cidade Maravilhosa.

A participação do Corinthians se iniciou há exatos dez anos, no dia 5 de janeiro de 2000, apenas 14 dias após o time ter se sagrado bicampeão brasileiro. O primeiro jogo foi contra o Raja Casablanca, do Marrocos, e o Timão venceu por 2 a 0, gols de Luizão, aos 4, e Fabio Luciano, aos 19 do segundo tempo. No segundo gol, a bola não ultrapassou a linha, mas o árbitro italiano validou o gol e esse foi o resultado final da partida.

Dida defende o pênalti batido por Gilberto

O jogo seguinte era, sem dúvidas, o jogo mais importante e esperado da fase classificatória. O adversário era o poderoso Real Madrid, que contava com grandes craques, como Raúl, Casillas, Sávio, Roberto Carlos, Anelka, Hierro, Redondo, Eto’o, entre outros. Toda a expectativa foi recompensada na hora em que o árbitro apitou. Logo aos 20 minutos, Roberto Carlos bateu falta com força e o atacante Anelka desviu levemente de calcanhar, matando as chances de Dida chegar na bola. Porém, o Corinthians tinha Edílson. Karembeu, volante do Real, havia dito antes do jogo que não conhecia o Capetinha e com certeza se arrependeu aos 29 minutos, quando o camisa 10 do Corinthians recebeu de Luizão e bateu firme, no cantinho de Casillas. O arrependimento mais viria no segundo tempo, aos 18 minutos, quando o mesmo Edílson recebeu em velocidade e colocou a bola por entre as pernas de Karembeu e fez o segundo do Timão. Entretanto, aos 26, Anelka recebeu a bola, deu um drible de corpo lindo em Dida e empatou o jogo. Antes do fim do jogo, o mesmo Anelka teve a chance de desempatar o jogo, em cobrança de pênalti, mas Dida defendeu e o jogo ficou em 2 a 2.

Edílson coloca a bola por entre as pernas de Karembeu, do Real Madrid

No último jogo da primeira fase, o Corinthians tinha a obrigação de vencer por dois gols o Al Nassr, já que o Real Madrid tinha melhor saldo de gols. E foi isso que o time alvinegro fez.  Diante de mais de 30 mil pessoas no Morumbi, Ricardinho repetiu Edílson e colocou a bola por entre as pernas do zagueiro do time asiático e bateu de pé esquerdo, abrindo o placar aos 24 minutos. Depois disso, o Coringão continuou pressionando, em busca do segundo gol, mas a bola parou na trave e no goleiro. O gol da classificação corintiana só saiu aos 36 do segundo tempo, quando Freddy Rincón, capitão do time, recebeu de Luizão e bateu forte cruzado, marcando um belo gol e classificando o time para a final.

Rincón levanta a taça do título mundial

A partida final do Mundial aconteceu no Rio de Janeiro, estádio do Maracanã, contra o campeão do outro grupo, o Vasco da Gama. Todos os ingressos da torcida corintiana foram vendidos e mais de 20 mil torcedores do Timão estiveram presentes naquela noite de 14 de janeiro. O jogo foi muito movimentado, mas com muita marcação e poucas chances claras de gol. Nenhum gol saiu nos primeiros 90 minutos e o jogo foi para a prorrogação, mas o placar permaneceu o mesmo. A decisão foi, então, para a disputa de pênaltis. Os batedores pelo Corinthians foram Rincón, Fernando Baiano, Luizão, Edu e Marcelinho, e só o último errou sua cobrança. Entretanto, dois batedores vascaínos perderam, Gilberto teve sua cobrança defendida por Dida e Edmundo bateu o pênalti decisivo por cima da meta.

Após a cobrança de Edmundo, os corintianos de todo mundo podiam gritar e gritaram com todas as suas forças: “Eu sou Campeão do Mundo”. A partir daquele dia, o mundo era oficialmente alvinegro.

Ficha técnica da final:

Vasco da Gama 0 x 0 Corinthians

Local: Estádio do Maracanã

Horarário: 20h00

Data: 14 de janeiro de 2000

Público: 73 mil presentes

VASCO: Hélton, Paulo Miranda, Odvan, Mauro Galvão e Felipe (Alex Oliveira); Amaral, Juninho Pernambucano (Viola), Ramon (Donizete) e Gilberto; Romário e Edmundo. Técnico: Antonio Lopes

CORINTHIANS: Dida, Índio, Adílson, Fábio Luciano e Kléber; Rincón, Vampeta (Gilmar Fubá), Ricardinho (Edu) e Marcelinho; Edílson (Fernando Baiano) e Luizão. Técnico: Oswaldo de Oliveira

Elenco do Corinthians no Mundial:

1 – Dida, 2 – Índio, 3 – Adílson, 4 – João Carlos, 5 – Vampeta, 6 – Kléber, 7 – Marcelinho, 8 – Rincón, 9 – Luizão, 10 – Edílson, 11 – Ricardinho, 12 – Maurício, 13 – Daniel, 14 – Márcio Costa, 15 – Yamada, 16 – Fábio Luciano, 17 – Fernando Baiano, 18 – Dinei, 19 – Augusto, 20 – Edu, 21 – Marcos Senna, 22 – Luís Mário, 23 – Gilmar Fubá

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Assim como foi feito no final de cada rodada deste Campeonato Brasileiro, a Equipe do OpinaFute não podia deixar de fazer uma Seleção da competição.

Para a Seleção ser feita, cada um dos integrantes da equipe do site fez um selecionado próprio e, no final, os onze jogadores mais vezes escolhidos foram eleitos para a Seleção do Brasileirão 2009.

Victor – Grêmio

O goleiro do Tricolor Gaúcho se destacou mais uma vez com sua equipe, fazendo sempre grandes partidas e sendo o jogador mais importante do Grêmio. Suas boas atuações chamaram a atenção do técnico Dunga e vem sido convocado constantemente para as partidas que antecedem a Copa da África. Dificilmente fica de fora do Mundial de 2010.

Jonathan – Cruzeiro

Com seu estilo ofensivo de jogar, foi um dos destaques do Cruzeiro até mesmo quando a equipe celeste não vivia sua melhor fase. Assim como o time todo, subiu muito de rendimento no segundo turno do Brasileirão, após o baque da perda da Libertadores ter passado.

Miranda – São Paulo

Assim como Victor, está praticamente garantido na Copa do ano que vem. Cada vez mais se firma como principal zagueiro em atividade no Brasil, se destacando não só na marcação como nas subidas ao ataque. Sua calma é algo difícil de se ver nos defensores da atualidade.

Réver – Grêmio

Apesar de não se mais um garoto, ganhou mais destaque neste ano. Ainda mais do que Miranda, é um zagueiro que se destaca na jogada aérea e que sempre que vai ao ataque leva perigo. Marcou muitos gols importantes pelo Tricolor Gaúcho e também mostra muita segurança na defesa.

Júlio César – Goiás

Ganhou maior destaque na primeira parte do Brasileirão, quando o Goiás ia bem. Com isso, chamou atenção de muitos grandes clubes, principalmente do Corinthians. Tem um estilo muito ofensivo e, por isso, marcou muitos gols. Suas atuações no meio de campo também foram um ponto forte.

Willians – Flamengo

Um total cão de guarda para a zaga do campeão nacional. Viveu alguns altos e baixos durante o Campeonato, mas foi um jogador muito importante para o título rubronegro. Incansável em campo, fez a diferença em muitas partidas.

Pierre – Palmeiras

Coincidência ou não, o alviverde viveu sua pior fase no Brasileirão quando ele se contundiu. É diferencial quando está em campo, tanto pela disposição e marcação, quanto por sua liderança. Exemplo de raça para os companheiros e para a torcida, foi um dos poucos que não ficaram manchados com o vexame do Verdão no Brasileiro.

Diego Souza – Palmeiras

Fez um primeiro turno impecável, assim como grande parte da equipe, mas sofreu muito na segunda parte da competição, quando perdeu seus companheiros Cleiton Xavier e Pierre no meio de campo. Mesmo assim, decidiu jogos a favor do Verdão, muitas vezes com golaços, como o que marcou do meio de campo, contra o Atlético-MG.

Petkovic – Flamengo

Velho? Pode ser. Acabado? Nem pensar. Fez, neste Brasileirão, o que ninguém acreditava. Ressurgiu depois de algumas passagens fracassadas por algumas equipes e foi o maestro que levou o Mengão a um título que a torcida esperava há mais de 15 anos. Quanto mais importante a partida, mais ele jogava.

Diego Tardelli – Atlético Mineiro

Um dos artilheiros do Brasileirão, foi o responsável pelo Galo brigar pelo título por tanto tempo. Virou ídolo da torcida rapidamente e com razão. O Atlético era apontado por muitos como candidato ao rebaixamento e ele foi o responsável por mudar isso. Mesmo que não tenha ganho nada, fez o torcedor atleticano ter orgulho de seu time novamente.

Adriano – Flamengo

Depois de anunciar sua aposentadoria depois de deixar a Inter de Milão, o Imperador voltou em grande estilo ao futebol (mesmo que só tenha o deixado por poucas semanas). Foi, junto com Tardelli, artilheiro do Brasileirão e, junto com Pet, o grande responsável pelo título do Mengão. Mostrou que, quando quer, joga muita bola.

Técnico: Silas – Avaí

Se, no início do Campeonato, alguém lhe dissesse que o Avaí ficaria em sexto lugar no Campeonato, você provavelmente não acreditaria. Ainda mais depois do início ruim da equipe. Silas, entretanto, foi o técnico que conseguiu este feito. Tanto que, ao final do Brasileiro, ele já acertou com o Grêmio e tenta cravar seu nome no hall dos grandes técnicos do Brasil.

Revelação: Jucilei – Corinthians

Chegou pouco antes do início do Campeonato, estreiou na primeira rodada e, antes da virada dos turnos, já era titular absoluto. Aos 21 anos, jogou de volante e de lateral e, em ambas posições, mostrou muita qualidade, persnonalidade e identificação com a torcida. Ponto para a diretoria que achou o jogador no J. Malucelli.

Craque: Petkovic – Flamengo

Voltou ao clube por causa de uma dívida. Muitos falaram mal da contratação, disseram que se tratava de um jogador acabado e que não ia adicionar nada ao Mengão. Ele provou a todos que ainda podia jogar, que podia ser titular e que, ainda mais, podia decidir não só partidas como um Campeonato. A virada flamenguista aconteceu quando ele virou titular. Deixou ainda mais seu nome gravado na História do Fla.

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Depois de uma semana ausente, o Brasucas ao Extremo está de volta nesta quarta-feira, porém, a semana não favoreceu um retorno em grande estilo. Por conta dos jogos de seleções, tanto em simples amistosos, como em disputas por vagas na próxima Copa do Mundo, grande parte dos campeonatos nacionais foram interrompidos. Mas há sempre excessões, e nelas que focaremos.

Eduardo da Silva comemora pela Croácia

Como o assunto inicial foram os jogos internacionais, nada mais justo do que destacar a participação do brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva na goleada de 5 a 0 da Croácia sobre Liechtenstein. Na partida amistosa, o atacante do Arsenal fez o goleiro rival buscar a bola no fundo das redes por duas vezes.

Dentre os principais países futebolísticos da Europa, Itália e Portugal foram os únicos que viram brasucas vibrando nos últimos sete dias, e apenas pelas divisões inferiores. Na “Terra da Bota”, o meia Émerson ajudou o Lumezzane a bater o Monza por 3 a 0, pela Serie C1/A. Enquanto em Portugal, o atacante Adílson garantiu a magra vitória do Feirense sobre o Carregado. Mesma sorte não tiveram Portimonense e Sporting Covilhã, que mesmo com gols de Diogo e Rincón, não saíram de empates com Fátima e Santa Clara, respectivamente.

Em um segundo escalão europeu, chegamos a Grécia, onde, pela segunda divisão, o meia Léozinho fez o primeiro do Panserraikos na vitória por 3 a 2, fora de casa, sobre o Rhodos. No dia seguinte, foi a vez de Chumbinho, atacante que já defendeu o São Paulo, Náutico e Ponte Preta, marcar, garantindo os três pontos do Ethnikos em cima do Kalamata.

No leste-europeu, o Most teve dificuldades para vencer o Jihlava, 4 a 3 pela segunda divisão da República Tcheca, com direito a tento do meia Andrei. No mesmo dia, o zagueiro Dudu Paraíba, ex-Vitória e Avaí, fechou o placar de 3 a 0 do Widzew Lodz diante do Stal Stalowa Wola pela segundona da Polônia. Para encerrar o Velho Continente, o atacante Moreira tentou, mas não conseguiu levar o Honved além de um empate por 1 a 1 contra o Gyor, em partida válida pela Copa da Hungria.

Fora do principal palco do futebol mundial, rumamos a Ásia, que, mesmo sem rodadas em países como Japão, China e Coréia do Sul, conseguiu aparecer por aqui nesta semana graças a uma nova descoberta futebolística, Hong Kong. No campeonato da ilha, Ivisson não conseguiu evitar a derrota do Shatin para o Tai Chung por 3 a 1, no sábado. Já no domingo, Pegasus e Citizen ficaram no 1 a 1, com Márcio Martins marcando para os donos da casa, e Sandro igualando para os visitantes.

Rodrigo Teixeira após gol pelo Deportivo Cuenca

Como nem todos países respeitam as datas reservadas para disputas entre seleções, não haveria dúvidas que a bola continuaria rolando pela América Latina. E em nossas terras “vizinhas”, três brasileiros conseguiram estufar as redes adversárias. Na Costa Rica, o atacante Anderson marcou de pênalti, mas o seu Brujas F.C. saiu de campo derrotado por 3 a 2 pelo Municipal Pérez Zeledón.

Mais ao sul, precisamente no Equador, o atacante Rodrigo Teixeira, criado nas categorias de base do Vasco da Gama, garantiu a boa vitória do Deportivo Cuenca por 2 a 1 sobre o Olmedo, fora de casa. Para fechar a viagem e apagar as luzes, nenhum país melhor que o Paraguai, que contou com o meia Thiago Miranda marcando na derrota do 2 de Mayo para o Sportivo Luqueño.

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Bruno – Flamengo

Com bela defesas, o arqueiro rubro-negro conseguiu evitar as chances de ataque do Náutico, em pleno Aflitos, e saiu de campo sem ter que buscar a bola em suas redes.

Leonardo Moura – Flamengo

O lateral-direito está voltando a jogar o seu bom futebol, e o jogo contra o Timbú foi a prova disso. Com muita velocidade, infernizou o lado esquerdo da zaga pernambucana.

Émerson – Avaí

O zagueirão avaiano mostrou segurança diante do ataque corinthiano, não deixando Ronaldo levar perigo ao goleiro Eduardo Martini.

Digão – Fluminense

Mais uma vez o jovem zagueiro Tricolor aparece por aqui. Com muita raça e força física, o jogador ganhou a maioria das bolas que dividiu, tanto por baixo quanto pelo alto.

Kléber – Internacional

O lateral-esquerdo não se incomodou de jogar contra o seu ex-time e fez uma bela partida no Beira-Rio, apoiando o ataque sem deixar um grande corredor em seu setor.

Adílson – Grêmio

O jovem volante gremista sentiu-se à vontade no Mineirão e conseguiu ser um primeiro bloqueio defensivo eficiente diante do ataque cruzeirense.

Léo Gago – Avaí

O meiocampista avaiano é uma das principais revelações do campeonato e diante do Corinthians fez uma bela partida. Além de ter sido o principal desarmador do jogo, ainda anotou um golaço.

Hernanes – São Paulo

O meiocampista comandou o Tricolor no duelo contra o Vitória. Impôs seu ritmo em campo e foi essencial no segundo gol, quando roubou a bola e cruzou para Hugo completar às redes.

Maicon – Fluminense

A jovem promessa Tricolor mais uma vez foi crucial para a vitória do seu time. Com habilidade e muita velocidade, deu trabalho à defesa adversária e ainda deixou o seu tento.

Val Baiano – Barueri

O atacante simplesmente decidiu a partida com seus três gols, não dando chances ao ameaçado Botafogo.

Adriano – Flamengo

O Imperador foi o melhor em campo nos Aflitos, chamando a responsabilidade, trombando pela bola, chutando ao gol sempre que tinha a oportunidade, e ainda deixando o seu gol.

Técnico: Luís Carlos Goiano – Barueri

Montou bem sua equipe com trêz zagueiros e os velozes Bruno Ribeiro e Márcio Careca nas alas. Não deu chances ao Botafogo, que nem ameaçou o goleiro Renê, e conseguiu bela vitória por 3 a 0.

Craque da rodada

Val Baiano - Barueri

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São paulinos, palmeirenses e atleticanos, por favor, não deixem de ler esta coluna pelo título dela. Não estou querendo dizer que o Fla seja campeão, e nem torcendo por ele aqui. Porém, não se pode deixar passar a data de 17 de novembro. No dia de hoje, completam-se 114 anos da fundação do Clube de Regatas do Flamengo. A data oficial de fundação foi, depois, alterada para o dia 15 de novembro, para ficar junto com a Proclamação da República e o aniversário do clube ser comemorado em um feriado nacional.

O clube foi fundado no ano de 1895, por um grupo de amigos da praia mais movimentada do Rio de Janeiro, a praia que, hoje, tem mais fama por levar o nome do time com a maior torcida do Brasil. Como era comum na época, o clube não foi fundado para participar de campeonatos de futebol. A paixão naquele final de século era o remo. Principalmente em uma cidade praina, como é a Cidade Maravilhosa.

O futebol no Flamengo só teve início em 1911. O esporte bretão já havia virado febre no país antes, e os torcedores flamenguistas de regatas iam assistir às partidas do rival Fluminense. Entretanto, após alguns desentendimentos, jogadores do Flu foram ao Flamengo e o clube decidiu começar um departamento de esportes terrestres, começando assim, a saga do futebol no Mengão. Logo na primeira partida oficial do rubro negro, o time venceu e convenceu. Uma goleada por 16 a 2 sobre o Mangueira. Não havia como começar melhor a história flamenguista no futebol.

Depois de muitos anos de história, glórias e títulos, o grande momento da história do time das multidões foi na década de 80. Naqueles anos, o time contou com o maior ídolo de sua história, o Galinho Zico. Em uma década, o time conseguiu um recorde de conquistar quatro títulos nacionais em dez anos, feito que ninguém quebrou ainda. O mais próximo disto é o São Paulo que, caso seja campeão este ano, igualará o rubro negro. Além disso, o clube venceu, em sua primeira participação, a Taça Libertadores da América e já se sagrou campeão mundial no mesmo ano.

Além de Zico, outros grandes craques passaram pelo Flamengo ao longo de seus 144 anos. Destaque para Romário, Paulo César “Caju”, Gérson, Fio Maravilha, Bebeto, entre muitos outros.

Atualmente, os grandes craques da equipe e ídolos da torcida são o meio campista sérvio Petkovic e o atacante Adriano. Com os dois, o Fla busca neste ano o título brasileiro, feito que não consegue desde 1992. Entretanto, vencendo ou perdendo, o Flamengo sempre será um dos clubes mais importantes do Brasil.

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longe-do-gol-brunobonsantiA eleição de Luis Gonzaga Belluzo foi comemorada como um título pelos palmeirenses que o conheciam. Seu currículo é vasto. Conselheiro econômico de Lula, colunista de uma das revistas de maior circulação no país, autoridade internacional em economia, além de professor e acionista da Puccamp. Uma inteligência acima da média, aliada à ponderação e honestidade inerentes a seu caráter faziam com que a escolha não pudesse ser melhor.

Mais do que tudo, a expectativa era que alguém, que não participava dos sujos bastidores futebolísticos, pudesse trazer uma administração vanguardista, que servisse de exemplo. Houve casos desse gênero.

Certa ou não, a demissão de Luxemburgo foi uma demonstração de coragem. Despedir o treinador mais vencedor do futebol brasileiro por uma declaração não é comum. Brigar com a parceira para manter os principais jogadores também não. Foi feito um esforço sobre-humano para que Pierre, Mauricio Ramos, Cleiton Xavier e Diego Souza terminassem o Campeonato Brasileiro jogando pelo Palmeiras. Ironicamente, todos ficaram fora de parte do torneio por outras razões.

Outro ponto a favor do presidente foi a condução, de uma forma muito correta, da contratação do técnico tricampeão brasileiro. Nunca confirmou Jorginho nem o descartou, e quando Muricy Ramalho pareceu propenso a pular o muro da Barra Funda, Belluzo não o deixou escapar. A campanha do treinador decepciona, mas isso não pode ser posto na conta do presidente. Ele acertou ao contratá-lo.

Como também já errou. Principalmente ao permitir uma reunião entre torcedores e jogadores, precedendo o duelo contra o Goiás, vencido pelo Palmeiras por 4×0. Esses encontros colocam uma pressão desnecessária nas costas dos atletas e nunca são benéficas. A goleada foi puro acaso, e nada tem a ver com a reunião.

A maior pisada na bola, entretanto, foram as declarações contra Simon. O professor perdeu a razão. Transformou-se em Mr. Hide. Ou melhor, foi transformado em monstro pela sujeira do futebol. Eu não duvido que haja, realmente, muita roubalheira escondida nos bastidores, e tenho certeza que Belluzo sabe disso melhor do que eu. Entendo sua indignação, oriunda até da pressão que sofre ao ver um título quase certo escapar pelos dedos. São 15 anos de jejum. Mas ao atacar o péssimo árbitro da forma como fez, rebaixou-se ao nível de dirigentes historicamente ruins.

Dr. Jekyll, ou melhor, o Professor Jekyll tinha tudo para ser um marco no comando do futebol brasileiro. E tomou atitudes que foram realmente históricas e corajosas, mas que dificilmente serão tomadas novamente, pois a punição que receberá, justamente, deve ser exemplar. Uma pena, pois Belluzo poderia continuar lutando contra a promiscuidade que toma conta do futebol. Afastado, não poderá mais. E eu não conheço ninguém com mais condições que ele para ganhar essa briga.

Em tempo

É muito fácil ser árbitro no Brasil. Por uma “sucessão de erros”, segundo a Conaf, Simon não apita mais no Campeonato Brasileiro este ano. Os erros são por conta do juiz, a sucessão deles é culpa de quem o escala.

O problema é que o apitador não está nem aí. Até o fim do ano, trabalha na Copa Sul-Americana e no Mundial de Clubes. Ano que vem, vai à África do Sul e, voltando prestigiado, retorna aos jogos de primeira divisão, pois a memória do brasileiro é curta mesmo.

A anulação do gol de Obina só não é o maior erro da carreira de Simon, pois seu currículo conta com um impedimento em cobrança de lateral. E, nunca é demais lembrar, ele vai para sua terceira Copa do Mundo…

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Ontem, na apresentação do livro Jornalismo Esportivo: Relatos de uma paixão do jornalista Celso Unzelte, Duca Reis, repórter da Radio Gazeta AM e colaborador do Opinafute, entrevistou o diretor de Marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, que falou sobre o programa Fiel-Torcedor, a dívida alvinegra, o Morumbi e as possíveis contratações de Roberto Carlos e Riquelme.

rosenbergComo funciona o programa Fiel-Torcedor?

O Fiel-Torcedor tem como objetivo tirar o nosso torcedor mais fiel das filas, da mão dos cambistas e da impossibilidade de achar lugar quando compra ingresso. Nesse sentido o que fizemos foi um projeto que simplifica a vida dele. É o próprio cartão sócio torcedor que bate na catraca e entra. Esse plano foi feito com bastante antecedência visando a Libertadores. Estamos fazendo uma coisa maluca, vendendo entrada para um jogo que não sabemos o dia e nem contra quem.

Ontem houve uma pane no sistema e muitas pessoas foram prejudicadas com valores a mais. Já foi resolvido?

Imaginávamos que seria realmente um sucesso, mas foi demais. Prejudicou o sistema e derrubou-o, mas não tem problema nenhum. É tudo digitalizado. A gente vai devolver. Pela primeira vez você verá um time vender a primeira fase da Libertadores no ano anterior à disputa da Copa.

A informação que tenho é que o Corinthians espera ganhar R$ 3 milhões por jogo com as rendas antecipadas. É isso mesmo?

Não, não chega a tudo isso. Se fosse no Morumbi, talvez até passasse do valor. Vendendo tudo, como tem o desconto do Fiel torcedor, estou imaginando algo perto de R$ 2,5 milhões. Entretanto, depois tem que tirar os custos, pagar aluguel… mas sem duvida vai ser recorde de arrecadação em São Paulo.

Morumbi está vetado mesmo para a Libertadores ou ainda há chance de negociação?

O presidente disse que estamos sempre abertos a conversar. A primeira fase será no Pacaembu. A prefeitura teve um empenho muito grande em aumentar o estádio para mais de 40 mil pessoas. Se a Fiel ficar bem alojada, não tiver excesso, a gente continua. Se o São Paulo fizer uma boa proposta, que o presidente considere, e que apague o passado de desentendimentos, sou totalmente favorável à aproximação entre os clubes. Não gosto dessas brigas. Mas tem a posição do Andrés, tomada num momento muito difícil para a gente. Vamos ver o que acontece. A parte financeira é sempre muito importante pro Corinthians, mas a decisão é do presidente.

Em quanto está a divida do Corinthians? Até ano passado vocês colocavam no site, mas não colocam mais. Está em R$ 100 milhões ainda?

A dívida do clube você só sabe no final do ano quando fecha o balanço. Até lá você tira o balancete, que é como os fluxos estão ocorrendo. O que você verifica pela análise dos balancetes, que estão disponíveis no site, é que essa dívida está praticamente estável. Nossos jogadores estão sendo valorizados, e a dívida está basicamente estabilizada. A avaliação do tamanho de uma dívida, seja de empresa, pais ou clube, não é pelo número em si. Nós assumimos em 2007 com R$ 100 milhões em dívida e R$ 50 milhões em arrecadação. Você tinha uma dívida que era duas vezes a sua arrecadação. Esse ano, para um dívida de R$ 100 milhões teremos uma arrecadação total de mais ou menos R$ 110 milhões. É quase igual. Caiu pela metade a relação. Ano que vem, a expectativa é que ela despenque, pois com as atividades do centenário e Libertadores, a gente deve arrecadar em torno de R$ 180 milhões.

Sobre Riquelme e Roberto Carlos há  alguma novidade?

Fizemos um processo de negociação complicado, demorado, pois são jogadores muito caros. O Corinthians não faz loucura e quer muito tê-los.

*Entrevista realizada por Duca Reis, repórter da Radio Gazeta AM e colaborador do Opinafute
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