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Todo mundo se lembra do lance na final da Copa do Mundo de 2006, no qual Zinedine Zidane, em sua partida de despedida, acertou Materazzi com uma cabeçada. A princípio, o juiz não avistou o lance, mas, em seguida, expulsou o francês, muito provavelmente avisado por alguém que assistia à partida pela televisão. Esse é o caso mais famoso, mas não é o único.

No Campeonato Carioca deste ano, o Botafogo teve um gol anulado da mesma forma. Ontem, embora não confirmado, tenho um forte pressentimento que Obina e Maurício, ambos do Palmeiras, foram expulsos da mesma forma.

A questão não é acertar ou errar a decisão sobre o lance. Na realidade, o que importa é o descumprimento da regra em benefício de alguns clubes, e em prejuízo de outros, sem critério algum. Quando alguém vê um lance duvidoso pelo monitor e avisa o árbitro, ele é corrigido. Quando não, segue o jogo. Não há regularização.

Zidane deveria ter sido expulso. O gol do Botafogo, anulado. Mauricio e Obina não poderiam continuar em campo. Mas enquanto os velhinhos da FIFA não decidirem aprovar o apito eletrônico, essas infrações da regra não podem ser corrigidas com outras infrações. Sou jornalista e não matemático, mas sei que dois erros não fazem um acerto.

As razões para a televisão não servir de auxílio ao árbitro são desconhecidas. Balelas como “a discussão faz parte do futebol”, ou o “tradicionalismo”, não colam. No tênis essa medida já é utilizada há algum tempo, e quer esporte mais tradicional que o bom e velho troca-bolinha?

Evidente que o jogo ficaria mais travado, pois, de vez em quando, a partida teria que ser interrompida para a avaliação do árbitro. Mas isso é questão de hábito. O custo-benefício compensa, já que injustiças seriam desfeitas, sem a necessidade de quebrar regra alguma.

Lances como o toque de mão de Thiery Henry na repescagem da Copa do Mundo, ontem, contra a Irlanda, ou o gol mal anulado de Obina de cabeça, além de inúmeros impedimentos, bolas que entram duvidosamente, e impedimentos absurdos, poderiam mudar a história de campeonatos. A main de dieu do atacante francês mudou a história de um país.

Sem dúvidas que a tecnologia assistindo o futebol seria benéfico. A discussão, evidentemente, é valida, mas os argumentos contra são fracos. Logo logo a International Board vai ceder, e permitir a arbitragem eletrônica. Até lá, porém, não podemos utilizar do jeitinho brasileiro para burlar a regra. Por mais absurda que ela seja.

Que pena!

Luiz Gonzaga Belluzo, presidente do Palmeiras, pegou nove meses de suspensão. Vai recorrer, em fevereiro apenas. Por enquanto, Salvador Hugo Palaia, o homem da auto-entrevista, assume o Palestra Itália, pelo menos até o fim do ano, quando já será permitido um efeito suspensivo da pena do economista.

O ruim é ver uma figura como Belluzo, de mais acertos do que erros, afastada do futebol. Pior é ver uma figura como Carlos Eugênio Simon, de muitos mais erros do que acertos, prestigiado e apitando Mundial e Copa do Mundo.

Quando Belluzo retornar à cadeira presidencial alviverde, lá para agosto do ano que vem, tudo já terá sido esquecido e, provavelmente, Simon estará apitando o principal jogo da rodada. Esse é o Brasil-sil-sil.

Falando em penas…

O Campeonato estava tranqüilo. Paulo Schmidt, o arroz de festa do futebol brasileiro, estava quieto. Não aparecia. Era a calmaria antes da tempestade. Morumbi fora da partida final, Jean, Dagoberto e Borges suspensos até o fim do torneio, André Dias e Hugo em pauta no tribunal.

Borges mereceu sua punição, inclusive, até se fosse maior não seria errado. Dagoberto pegou três partidas por lance parecido ao de Vagner Love, que pegou apenas dois. Jean, em um lance de jogo, diferente dos outros, já havia sido devidamente punido. O Atlético-MG teve caso parecido ao do Morumbi, e não foi punido. As carícias violentas de André Dias e Hugo foram vistas pelo árbitro e punidas da forma que ele achou melhor. Mudar a decisão de campo pode ser perigoso.

O Campeonato estava tranqüilo. Muito bom até. Tão bom que o tribunal não conseguiu ficar de fora. Tinha que aparecer e, possivelmente, estragá-lo. A incoerência parece não ter limites. Um tribunal de penas resolveria isso.

Focando as excessões

Depois de uma semana ausente, o Brasucas ao Extremo está de volta nesta quarta-feira, porém, a semana não favoreceu um retorno em grande estilo. Por conta dos jogos de seleções, tanto em simples amistosos, como em disputas por vagas na próxima Copa do Mundo, grande parte dos campeonatos nacionais foram interrompidos. Mas há sempre excessões, e nelas que focaremos.

Eduardo da Silva comemora pela Croácia

Como o assunto inicial foram os jogos internacionais, nada mais justo do que destacar a participação do brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva na goleada de 5 a 0 da Croácia sobre Liechtenstein. Na partida amistosa, o atacante do Arsenal fez o goleiro rival buscar a bola no fundo das redes por duas vezes.

Dentre os principais países futebolísticos da Europa, Itália e Portugal foram os únicos que viram brasucas vibrando nos últimos sete dias, e apenas pelas divisões inferiores. Na “Terra da Bota”, o meia Émerson ajudou o Lumezzane a bater o Monza por 3 a 0, pela Serie C1/A. Enquanto em Portugal, o atacante Adílson garantiu a magra vitória do Feirense sobre o Carregado. Mesma sorte não tiveram Portimonense e Sporting Covilhã, que mesmo com gols de Diogo e Rincón, não saíram de empates com Fátima e Santa Clara, respectivamente.

Em um segundo escalão europeu, chegamos a Grécia, onde, pela segunda divisão, o meia Léozinho fez o primeiro do Panserraikos na vitória por 3 a 2, fora de casa, sobre o Rhodos. No dia seguinte, foi a vez de Chumbinho, atacante que já defendeu o São Paulo, Náutico e Ponte Preta, marcar, garantindo os três pontos do Ethnikos em cima do Kalamata.

No leste-europeu, o Most teve dificuldades para vencer o Jihlava, 4 a 3 pela segunda divisão da República Tcheca, com direito a tento do meia Andrei. No mesmo dia, o zagueiro Dudu Paraíba, ex-Vitória e Avaí, fechou o placar de 3 a 0 do Widzew Lodz diante do Stal Stalowa Wola pela segundona da Polônia. Para encerrar o Velho Continente, o atacante Moreira tentou, mas não conseguiu levar o Honved além de um empate por 1 a 1 contra o Gyor, em partida válida pela Copa da Hungria.

Fora do principal palco do futebol mundial, rumamos a Ásia, que, mesmo sem rodadas em países como Japão, China e Coréia do Sul, conseguiu aparecer por aqui nesta semana graças a uma nova descoberta futebolística, Hong Kong. No campeonato da ilha, Ivisson não conseguiu evitar a derrota do Shatin para o Tai Chung por 3 a 1, no sábado. Já no domingo, Pegasus e Citizen ficaram no 1 a 1, com Márcio Martins marcando para os donos da casa, e Sandro igualando para os visitantes.

Rodrigo Teixeira após gol pelo Deportivo Cuenca

Como nem todos países respeitam as datas reservadas para disputas entre seleções, não haveria dúvidas que a bola continuaria rolando pela América Latina. E em nossas terras “vizinhas”, três brasileiros conseguiram estufar as redes adversárias. Na Costa Rica, o atacante Anderson marcou de pênalti, mas o seu Brujas F.C. saiu de campo derrotado por 3 a 2 pelo Municipal Pérez Zeledón.

Mais ao sul, precisamente no Equador, o atacante Rodrigo Teixeira, criado nas categorias de base do Vasco da Gama, garantiu a boa vitória do Deportivo Cuenca por 2 a 1 sobre o Olmedo, fora de casa. Para fechar a viagem e apagar as luzes, nenhum país melhor que o Paraguai, que contou com o meia Thiago Miranda marcando na derrota do 2 de Mayo para o Sportivo Luqueño.

Bruno – Flamengo

Com bela defesas, o arqueiro rubro-negro conseguiu evitar as chances de ataque do Náutico, em pleno Aflitos, e saiu de campo sem ter que buscar a bola em suas redes.

Leonardo Moura – Flamengo

O lateral-direito está voltando a jogar o seu bom futebol, e o jogo contra o Timbú foi a prova disso. Com muita velocidade, infernizou o lado esquerdo da zaga pernambucana.

Émerson – Avaí

O zagueirão avaiano mostrou segurança diante do ataque corinthiano, não deixando Ronaldo levar perigo ao goleiro Eduardo Martini.

Digão – Fluminense

Mais uma vez o jovem zagueiro Tricolor aparece por aqui. Com muita raça e força física, o jogador ganhou a maioria das bolas que dividiu, tanto por baixo quanto pelo alto.

Kléber – Internacional

O lateral-esquerdo não se incomodou de jogar contra o seu ex-time e fez uma bela partida no Beira-Rio, apoiando o ataque sem deixar um grande corredor em seu setor.

Adílson – Grêmio

O jovem volante gremista sentiu-se à vontade no Mineirão e conseguiu ser um primeiro bloqueio defensivo eficiente diante do ataque cruzeirense.

Léo Gago – Avaí

O meiocampista avaiano é uma das principais revelações do campeonato e diante do Corinthians fez uma bela partida. Além de ter sido o principal desarmador do jogo, ainda anotou um golaço.

Hernanes – São Paulo

O meiocampista comandou o Tricolor no duelo contra o Vitória. Impôs seu ritmo em campo e foi essencial no segundo gol, quando roubou a bola e cruzou para Hugo completar às redes.

Maicon – Fluminense

A jovem promessa Tricolor mais uma vez foi crucial para a vitória do seu time. Com habilidade e muita velocidade, deu trabalho à defesa adversária e ainda deixou o seu tento.

Val Baiano – Barueri

O atacante simplesmente decidiu a partida com seus três gols, não dando chances ao ameaçado Botafogo.

Adriano – Flamengo

O Imperador foi o melhor em campo nos Aflitos, chamando a responsabilidade, trombando pela bola, chutando ao gol sempre que tinha a oportunidade, e ainda deixando o seu gol.

Técnico: Luís Carlos Goiano – Barueri

Montou bem sua equipe com trêz zagueiros e os velozes Bruno Ribeiro e Márcio Careca nas alas. Não deu chances ao Botafogo, que nem ameaçou o goleiro Renê, e conseguiu bela vitória por 3 a 0.

Craque da rodada

Val Baiano - Barueri

São paulinos, palmeirenses e atleticanos, por favor, não deixem de ler esta coluna pelo título dela. Não estou querendo dizer que o Fla seja campeão, e nem torcendo por ele aqui. Porém, não se pode deixar passar a data de 17 de novembro. No dia de hoje, completam-se 114 anos da fundação do Clube de Regatas do Flamengo. A data oficial de fundação foi, depois, alterada para o dia 15 de novembro, para ficar junto com a Proclamação da República e o aniversário do clube ser comemorado em um feriado nacional.

O clube foi fundado no ano de 1895, por um grupo de amigos da praia mais movimentada do Rio de Janeiro, a praia que, hoje, tem mais fama por levar o nome do time com a maior torcida do Brasil. Como era comum na época, o clube não foi fundado para participar de campeonatos de futebol. A paixão naquele final de século era o remo. Principalmente em uma cidade praina, como é a Cidade Maravilhosa.

O futebol no Flamengo só teve início em 1911. O esporte bretão já havia virado febre no país antes, e os torcedores flamenguistas de regatas iam assistir às partidas do rival Fluminense. Entretanto, após alguns desentendimentos, jogadores do Flu foram ao Flamengo e o clube decidiu começar um departamento de esportes terrestres, começando assim, a saga do futebol no Mengão. Logo na primeira partida oficial do rubro negro, o time venceu e convenceu. Uma goleada por 16 a 2 sobre o Mangueira. Não havia como começar melhor a história flamenguista no futebol.

Depois de muitos anos de história, glórias e títulos, o grande momento da história do time das multidões foi na década de 80. Naqueles anos, o time contou com o maior ídolo de sua história, o Galinho Zico. Em uma década, o time conseguiu um recorde de conquistar quatro títulos nacionais em dez anos, feito que ninguém quebrou ainda. O mais próximo disto é o São Paulo que, caso seja campeão este ano, igualará o rubro negro. Além disso, o clube venceu, em sua primeira participação, a Taça Libertadores da América e já se sagrou campeão mundial no mesmo ano.

Além de Zico, outros grandes craques passaram pelo Flamengo ao longo de seus 144 anos. Destaque para Romário, Paulo César “Caju”, Gérson, Fio Maravilha, Bebeto, entre muitos outros.

Atualmente, os grandes craques da equipe e ídolos da torcida são o meio campista sérvio Petkovic e o atacante Adriano. Com os dois, o Fla busca neste ano o título brasileiro, feito que não consegue desde 1992. Entretanto, vencendo ou perdendo, o Flamengo sempre será um dos clubes mais importantes do Brasil.

Não me recordo de ter saído do tema Campeonato Brasileiro em alguma coluna feita até aqui. Sempre coloquei a boca no trombone para cornetar times, jogadores, técnicos e, é claro, juízes do futebol tupiniquim. Pois abro hoje precedente para continuar no Brasil, mas expandindo meus horizontes. Falarei da quadril…quer dizer, corja…não, equipe de Ricardo Teixeira e seu palácio mágico, a chamada CBF.

No sábado tive a impressão de estar vendo meus amigos jogando na televisão. Um show de horrores com bolas feias e jogadores ruins. Mas não, caro leitor, lá estavam BRASIL e INGLATERRA, seis títulos de Copa do Mundo, se somadas as glórias das duas nações. Com times formados por combinados, destes que você faz na sua pelada de domingo, os dois países fizeram suas confederações lucrarem. Um jogo ruim, feio e que deu muito – MUITO – dinheiro aos envolvidos. Mas que de nada serviu…

Mas pior será o que vai acontecer amanhã. Se prepare, não deixe que seu filho veja, fuja para as montanhas. Depois de cinco Copas nas costas o Brasil despencará até o Qatar para enfrentar a I-NES-PRES-SI-VA seleção de Omã. E sem show, uma vez que Dunga, o anão que de mudo não tem nada, disse que o futebol omanês (como se chama quem nasce em Omã, é uma de minhas questões) está em uma ascendente. Claro, nobre treinador, claro.

Tudo isso consequência da administração de Teixeira, que aos poucos – na verdade aos muitos – vai transformando a nossa seleção em uma $eleção. Está difícil de aturar…

Aleluia!

Ainda bem que faltam só três rodadas para o final do Brasileirão. Não suporto mais tanta falta de qualidade e tanta gente amarelando junta. O título, eu acho, ficará (mais uma vez) no Morumbi. Desta vez, mais do que nunca, por incompetência dos outros. Mas de qualquer jeito, “salve o Tricolor Paulista”. Salve não, aplaude!

longe-do-gol-brunobonsantiA eleição de Luis Gonzaga Belluzo foi comemorada como um título pelos palmeirenses que o conheciam. Seu currículo é vasto. Conselheiro econômico de Lula, colunista de uma das revistas de maior circulação no país, autoridade internacional em economia, além de professor e acionista da Puccamp. Uma inteligência acima da média, aliada à ponderação e honestidade inerentes a seu caráter faziam com que a escolha não pudesse ser melhor.

Mais do que tudo, a expectativa era que alguém, que não participava dos sujos bastidores futebolísticos, pudesse trazer uma administração vanguardista, que servisse de exemplo. Houve casos desse gênero.

Certa ou não, a demissão de Luxemburgo foi uma demonstração de coragem. Despedir o treinador mais vencedor do futebol brasileiro por uma declaração não é comum. Brigar com a parceira para manter os principais jogadores também não. Foi feito um esforço sobre-humano para que Pierre, Mauricio Ramos, Cleiton Xavier e Diego Souza terminassem o Campeonato Brasileiro jogando pelo Palmeiras. Ironicamente, todos ficaram fora de parte do torneio por outras razões.

Outro ponto a favor do presidente foi a condução, de uma forma muito correta, da contratação do técnico tricampeão brasileiro. Nunca confirmou Jorginho nem o descartou, e quando Muricy Ramalho pareceu propenso a pular o muro da Barra Funda, Belluzo não o deixou escapar. A campanha do treinador decepciona, mas isso não pode ser posto na conta do presidente. Ele acertou ao contratá-lo.

Como também já errou. Principalmente ao permitir uma reunião entre torcedores e jogadores, precedendo o duelo contra o Goiás, vencido pelo Palmeiras por 4×0. Esses encontros colocam uma pressão desnecessária nas costas dos atletas e nunca são benéficas. A goleada foi puro acaso, e nada tem a ver com a reunião.

A maior pisada na bola, entretanto, foram as declarações contra Simon. O professor perdeu a razão. Transformou-se em Mr. Hide. Ou melhor, foi transformado em monstro pela sujeira do futebol. Eu não duvido que haja, realmente, muita roubalheira escondida nos bastidores, e tenho certeza que Belluzo sabe disso melhor do que eu. Entendo sua indignação, oriunda até da pressão que sofre ao ver um título quase certo escapar pelos dedos. São 15 anos de jejum. Mas ao atacar o péssimo árbitro da forma como fez, rebaixou-se ao nível de dirigentes historicamente ruins.

Dr. Jekyll, ou melhor, o Professor Jekyll tinha tudo para ser um marco no comando do futebol brasileiro. E tomou atitudes que foram realmente históricas e corajosas, mas que dificilmente serão tomadas novamente, pois a punição que receberá, justamente, deve ser exemplar. Uma pena, pois Belluzo poderia continuar lutando contra a promiscuidade que toma conta do futebol. Afastado, não poderá mais. E eu não conheço ninguém com mais condições que ele para ganhar essa briga.

Em tempo

É muito fácil ser árbitro no Brasil. Por uma “sucessão de erros”, segundo a Conaf, Simon não apita mais no Campeonato Brasileiro este ano. Os erros são por conta do juiz, a sucessão deles é culpa de quem o escala.

O problema é que o apitador não está nem aí. Até o fim do ano, trabalha na Copa Sul-Americana e no Mundial de Clubes. Ano que vem, vai à África do Sul e, voltando prestigiado, retorna aos jogos de primeira divisão, pois a memória do brasileiro é curta mesmo.

A anulação do gol de Obina só não é o maior erro da carreira de Simon, pois seu currículo conta com um impedimento em cobrança de lateral. E, nunca é demais lembrar, ele vai para sua terceira Copa do Mundo…

Ontem, na apresentação do livro Jornalismo Esportivo: Relatos de uma paixão do jornalista Celso Unzelte, Duca Reis, repórter da Radio Gazeta AM e colaborador do Opinafute, entrevistou o diretor de Marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, que falou sobre o programa Fiel-Torcedor, a dívida alvinegra, o Morumbi e as possíveis contratações de Roberto Carlos e Riquelme.

rosenbergComo funciona o programa Fiel-Torcedor?

O Fiel-Torcedor tem como objetivo tirar o nosso torcedor mais fiel das filas, da mão dos cambistas e da impossibilidade de achar lugar quando compra ingresso. Nesse sentido o que fizemos foi um projeto que simplifica a vida dele. É o próprio cartão sócio torcedor que bate na catraca e entra. Esse plano foi feito com bastante antecedência visando a Libertadores. Estamos fazendo uma coisa maluca, vendendo entrada para um jogo que não sabemos o dia e nem contra quem.

Ontem houve uma pane no sistema e muitas pessoas foram prejudicadas com valores a mais. Já foi resolvido?

Imaginávamos que seria realmente um sucesso, mas foi demais. Prejudicou o sistema e derrubou-o, mas não tem problema nenhum. É tudo digitalizado. A gente vai devolver. Pela primeira vez você verá um time vender a primeira fase da Libertadores no ano anterior à disputa da Copa.

A informação que tenho é que o Corinthians espera ganhar R$ 3 milhões por jogo com as rendas antecipadas. É isso mesmo?

Não, não chega a tudo isso. Se fosse no Morumbi, talvez até passasse do valor. Vendendo tudo, como tem o desconto do Fiel torcedor, estou imaginando algo perto de R$ 2,5 milhões. Entretanto, depois tem que tirar os custos, pagar aluguel… mas sem duvida vai ser recorde de arrecadação em São Paulo.

Morumbi está vetado mesmo para a Libertadores ou ainda há chance de negociação?

O presidente disse que estamos sempre abertos a conversar. A primeira fase será no Pacaembu. A prefeitura teve um empenho muito grande em aumentar o estádio para mais de 40 mil pessoas. Se a Fiel ficar bem alojada, não tiver excesso, a gente continua. Se o São Paulo fizer uma boa proposta, que o presidente considere, e que apague o passado de desentendimentos, sou totalmente favorável à aproximação entre os clubes. Não gosto dessas brigas. Mas tem a posição do Andrés, tomada num momento muito difícil para a gente. Vamos ver o que acontece. A parte financeira é sempre muito importante pro Corinthians, mas a decisão é do presidente.

Em quanto está a divida do Corinthians? Até ano passado vocês colocavam no site, mas não colocam mais. Está em R$ 100 milhões ainda?

A dívida do clube você só sabe no final do ano quando fecha o balanço. Até lá você tira o balancete, que é como os fluxos estão ocorrendo. O que você verifica pela análise dos balancetes, que estão disponíveis no site, é que essa dívida está praticamente estável. Nossos jogadores estão sendo valorizados, e a dívida está basicamente estabilizada. A avaliação do tamanho de uma dívida, seja de empresa, pais ou clube, não é pelo número em si. Nós assumimos em 2007 com R$ 100 milhões em dívida e R$ 50 milhões em arrecadação. Você tinha uma dívida que era duas vezes a sua arrecadação. Esse ano, para um dívida de R$ 100 milhões teremos uma arrecadação total de mais ou menos R$ 110 milhões. É quase igual. Caiu pela metade a relação. Ano que vem, a expectativa é que ela despenque, pois com as atividades do centenário e Libertadores, a gente deve arrecadar em torno de R$ 180 milhões.

Sobre Riquelme e Roberto Carlos há  alguma novidade?

Fizemos um processo de negociação complicado, demorado, pois são jogadores muito caros. O Corinthians não faz loucura e quer muito tê-los.

*Entrevista realizada por Duca Reis, repórter da Radio Gazeta AM e colaborador do Opinafute
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