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Posts Tagged ‘André Santos’

1) Tendo o dito melhor time do país

Essa aula vem direto do Rio Grande do Sul e é ministrada com primor no Brasileirão pelo professor Tite. Comandando o Internacional o treinador, conhecido por ser especialista em tirar times do buraco, está colocando o Colorado em uma roubada atrás da outra em pleno ano de centenário. Após ser campeão gaúcho em uma final que nem contou com o Grêmio e que terminou mais uma vez em goleada histórica, o clube dos Pampas foi simplesmente limpado do mapa na final da Copa do Brasil. O Inter se mostra medroso na maioria das vezes e o elenco, recheado de qualidades técnicas, não parece suportar a pressão do rótulo que a imprensa impôs. E o segundo semestre parece cada vez mais ir por água abaixo. Lutando pelo título brasileiro, os gaúchos estão desde o início do certame na corrida atrás de outro time. Não importando qual o adversário que está na frente, Tite sempre vê seus comandados fracassarem na busca pela ponta. Este final de semana ficou marcado pela derrota para o Vitória, que acabou com qualquer chance colorada de chegar ao primeiro lugar. As retrancas montadas pelo treinador parecem ser cada vez mais motivo de alegria para aqueles que disputam com o Inter. Mesmo com um elenco quase que galático – sim, no âmbito nacional Guiñazu, D’Alessandro, Taison e o agora ausente Nilmar são jogadores galáticos – o Internacional se vê cada vez mais sem poder de chegada. Deve perder um título que era dado como certo (mais um) e irá ter, no fim das contas, comemorado seu centenário só com um Estadual. Bela aula.

2) Achando que férias têm seis meses

A qualidade de Mano Menezes é indiscutível. Arrisco dizer que ele é hoje o melhor técnico do Brasil. Montou um time que saiu da série B para vencer de forma invicta o Paulistão e para abocanhar a Copa do Brasil, ambas as conquistas efetuadas com o clube jogando o melhor futebol até então no país. Mas os títulos parecem ter acabado com a gana corintiana. Claro, as perdas de André Santos, Cristian e Douglas foram muito sentidas. Algumas lesões também foram prejudiciais. Mas a derrota para o Goiás, no último fim de semana, por exemplo, foi prova concreta da falta de interesse do Alvinegro do Parque São Jorge no torneio. Atuando sem vontade alguma o Timão não se contagiou nem com os 30 mil torcedores que lotavam o Pacaembu e muito menos com as voltas tão esperadas de Alessandro e, principalmente, Ronaldo. A derrota para o Esmeraldino sepultou as já escassas chances de título. Agora sim, o Corinthians pode entrar de férias. Mas Mano e a diretoria erraram em deixar o clima de oba-oba tomar posse do elenco. E me perdoem se discordarem, mas esse foi sim o clima do Timão depois de conquistar o tri da Copa do Brasil.

3) Sendo cavalo paraguaio

PhD no assunto, quem dará a última parte da aula é Celso Roth. Se colocarmos no Google os termos de pesquisa “cavalo paraguaio”, sem sombras de dúvida iremos ver o buscador responder: “Você quis dizer: Celso Roth”.  O atual comandante do Atlético Mineiro ganhará neste ano um importante bicampeonato, o de treinador que mais nada, nada, nada e morre na praia. Não discordo daqueles que diziam desde o começo que o elenco do Galo era limitado. Sim, era. Para começar, confiar no Diego Tardelli já é começar mal. Mas os mineiros jogaram bem durante um turno todo. Chegaram lá como há tempos não chegavam. Não me recordo de nenhuma campanha tão entusiasmante dos atleticanos na Era Pontos Corridos. Mas assim como fez em 2008 com o Grêmio, Roth conseguiu perder o fio da meada e mais uma vez está comendo poeira. Assolado por Goiás, Grêmio e até pelo Barueri (!!!), o Atlético corre o risco de deixar o posto de possível campeão e terminar o Brasileirão apenas classificado para a Sul-Americana. Uma aula de mestrado de Roth. Mais uma vez.

Que fique a lição para São Paulo e Palmeiras… ninguém está imune à síndrome da amarelite paraguaia aguda. Ninguém.

Cutucadas

– Seu time tomar quatro gols já é deprimente. Com você falhando em três, talvez seja o caso de suicídio. Tomara que Diego, (péssimo) zagueiro/lateral-esquerdo do Corinthians, não ouça isso. Não quero que ele se mate

– O Fluminense carimbou mais do que nunca seu passaporte para a Segundona. E o Grêmio fez questão de dar logo cinco carimbadas no circo, digo clube das Laranjeiras

Defederico é o presente de natal da Fiel… e para 2018, pelo jeito.

– Continuo inconformado de a rodada só terminar na quarta-feira por exigência da TV. As durezas de ser brasileiro…

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O Corinthians provou na noite desta quarta feira que está de volta à elite do futebol brasileiro e que, acima de tudo, voltou para ficar e para incomodar a todos. Jogando fora de casa, no Beira Rio, o Corinthians empatou com o Internacional e se sagrou Tri Campeão da Copa do Brasil, chegando ao seu sétimo título nacional na história.

A partida começou da maneira que uma final deve ser, com as duas equipes buscando o gol. Claro que, com a vantagem de dois gols, o time alvinegro podia ter mais calma nas jogadas e trocar mais passes. E outra coisa que caracteriza uma final é a vontade dos jogadores de ganharem cada dividida e jogar a partida como se fosse a última da vida. Assim, logo nos primeiros minutos de jogo o árbitro já distribuiu diversos cartões. O Inter pressionava mais, pela necessidade do resultado, já o Timão jogava no contra ataque, arma mortal do time. Aos 15, Jorge Henrique recebeu de Elias, virou bem e marcou, mas estava impedido, mas deixava a zaga Colorada avisada de que ele estava a fim de jogo. Pouco tempo depois, em boa jogada de André Santos, Jorge Henrique, o Baixinho do Parque São Jorge, subiu bem e só desviou a bola, tirando de Lauro para fazer o primeiro do Timão, assim como fez no primeiro jogo.

Jorge Henrique, importantíssimo nos dois jogos, comemora com Ronaldo ao fundo

O gol afetou muito o time gaúcho, que viu sua situação se complicando muito. O time parou de criar e apenas assistia o Corinthians jogar. Com isso, chegou o segundo gol do Coringão. Ronaldo deu um belíssimo passe para André Santos, que soltou uma bomba para fazer o gol que praticamente selou o título corintiano. O Inter cresceu depois do golpe e chegou perto com Nilmar duas vezes, mas parou em Felipe. Pouco tempo depois, quase que o Corinthians aumentou ainda mais a festa do torcedor, mas Ronaldo parou em Lauro.

O segundo tempo, entretanto, teve um clima diferente, um clima que pode ser um teste para o Timão. A segunda etapa parecia jogo de Libertadores da América. O time paulista voltou se defendendo, como era esperado e o time gaúcho, voltou atacando. Alecsandro foi a arma de Tite para mudar o jogo. Os contra ataques continuavam sendo boa arma do Timão e Lauro garantia a esperança dos Colorados. Durante muito tempo, o Corinthians segurou o Inter, que não conseguia criar e começava a se desesperar. Aos 25, Alecsandro fez a torcida acordar com um gol e, aos 29, o mesmo atacante empatou o jogo, colocando fogo no Beira Rio.

Corintianos comemoram o segundo gol do jogo, marcado por André Santos

No momento do segundo gol do Internacional, o jogo teve esse clima de Libertadores. Cristian, volante corintiano, sentia dores mesmo antes do gol e já pedia para sair. Com o gol, ele sentou em campo, o que causou revolta dos jogadores do Inter, que partiram para cima do jogador caído em campo. Se armou uma confusão geral. O árbitro da partida fez o correto e expulsou o causador de tudo, o meia argentino D’Alessandro, que partiu para cima do capitão William, do Corinthians, que fugiu com muita classe, sem causar mais confusões. Além do meia, ambos os técnicos foram expulsos, por entrarem em campo com a confusão. A partida ficou parada por muitos minutos e, logo na volta, o Inter quase marcou com Magrão de cabeça, mas o goleiro Felipe fez uma grande defesa.

Colorados lamentam no Beira Rio

O Corinthians, inteligente, soube controlar a partida e partir nos contra ataques, além de parar o time colorado. Em um lance, Elias fez falta em Guiñazu para evitar um contra ataque e acabou expulso, mas nada que diminuísse a festa dos corintianos. A cereja no bolo do Corinthians poderia ter vindo com um gol de Ronaldo, mas ele errou um chute no fim da partida em excelente jogada de Jorge Henrique.

Com o 2 a 2, o Coringão conquistou o tricampeonato e mostrou a todos que vai forte para a Libertadores do ano que vem, sabendo aguentar pressões, jogar bem fora de casa e vencer partidas complicadas. Além disso, este já é o segundo título corintiano no ano de 2009, algo que não ocorria para os alvinegros desde 2002, ano que o time venceu a mesma Copa do Brasil. Agora, embalado pelo título, o time vai em busca da tríplice coroa e o Campeonato Brasileiro. Fora isso, no ano do centenário o Timão jogará a tão sonhada Libertadores e este time tem tudo para fazer história, sob o comando de Mano Menezes.

A Fiel, mesmo longe, faz a festa no Parque São Jorge

FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 2 X 2 CORINTHIANS

Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 1/7/2009 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa – MG)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifca- PR) e Alessandro Matos (Fifa – BA)
Renda e público: R$754.460,00 / 50.286 pagantes
Cartões amarelos: Índio, Bolívar D’Alessandro, Taison, Nilmar (INT); André Santos, Jean, Diego, Elias, Douglas (COR)
Cartões vermelhos: D’Alessandro (30’/2ºT); Elias (37’/2ºT)
Gols:Jorge Henrique, 19’/1ºT (0-1); André Santos, 27’/1ºT (0-2); Alecsandro, 25’/2ºT (1-2); Alecsandro, 29’/2ºT (2-2).

INTERNACIONAL: Lauro; Bolivar (Danilo Silva 42’/2ºT), Índio, Danny Morais, Kléber; Guiñazú, Magrão, Glaydson (Alecsandro/Intervalo), D’Alessandro, Taison (Andrezinho 20’/2ºT) e Nilmar. Técnico: Tite.

CORINTHIANS: Felipe; Alessandro, Chicão, William, André Santos (Diego 33’/2ºT); Elias, Cristian (Boquita 35’/2ºT), Douglas, Jorge Henrique, Dentinho (Jean 38’/2ºT), Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.

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O técnico Dunga, da Seleção Brasileira, sempre foi muito criticado por suas convocações que, muitas vezes, tinham apenas jogadores que jogavam na Europa. Alguns destes jogadores realmente merecedores da Seleção, outros já nem tanto. Surgiram pérolas como Fernando, Afonso, Bobô…

Com o tempo, o técnico brasileiro foi melhorando suas convocações, sem mais inventar muito, mas sempre priorizando os europeus. Hoje, por volta das 15h, foram convocados os jogadores que participaram de duas partidas importantes das Eliminatórias para a Copa de 2010 e da Copa das Confederações. Nesta convocação, Dunga manteve a base, mas começou a fazer algumas mudanças interessantes, como a convocação de cinco jogadores que atuam no Brasil. Cinco pode parecer um número ridículo, mas para o que a Seleção vinha tendo, é um bom começo.

Os convocados daqui foram o excelente goleiro Victor, do Grêmio, os laterais Kléber, do Internacional, e André Santos, do Corinthians, o volante Ramires, do Cruzeiro e o atacante Nilmar, do Inter. Destes todos, o único que já vinha sendo convocado com frequência era o lateral Kléber. Já os outros, são jogadores que, desde o ano passado vem mostrando que tem qualidade e que podem fazer parte do elenco da Seleção Brasileira.

André Santos vinha merecendo a convocação desde o ano passado, assim como as outras novidades da Seleção

A mudança do treinador da Seleção já era previsível, de certa forma, pela maior presença dele em jogos no país e outros indícios em entrevistas de que desejava utilizar jogadores que atuam no Brasil para jogar pela Seleção.

Apesar de manter algumas manias e não abrir mão de alguns jogadores que já mostraram não estar no mesmo nível de outros jogadores de suas posições, como Gilberto Silva e Gomes, a convocação foi boa, por mostrar aos jogadores que atuam no Brasil que eles poderão ter oportunidade caso se destaquem sem ter que ir para a Europa.

Segue a lista dos convocados para as partidas contra Paraguai e Uruguai e Copa das Confederações:

Goleiros:

Julio César (Internazionale)

Gomes (Tottenham)

Victor (Grêmio)

Laterais:

Maicon (Internazionale)

Daniel Alves (Barcelona)

Kleber (Internacional)

André Santos (Corinthians)

Zagueiros:

Alex (Chelsea)

Juan (Roma)

Lúcio (Bayern de Munique)

Luisão (Benfica)

Meio-campistas:

Anderson (Manchester United)

Gilberto Silva (Panathinaikos)

Josué (Wolfsburg)

Ramires (Cruzeiro)

Elano (Manchester City)

Felipe Melo (Fiorentina)

Júlio Baptista (Roma)

Kaká (Milan)

Atacantes:

Alexandre Pato (Milan)

Luís Fabiano (Sevilla)

Nilmar (Internacional)

Robinho (Manchester City)

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