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6Há exatamente dez anos, o Corinthians iniciava sua saga para a conquista do Mundial de Clubes da FIFA, o primeiro da história. Há muita polêmica em torno do título. Uns dizem que não é correto alguém participar de um mundial sem antes vencer seu continente, etc. O fato é, porém, que o Corinthians entrou na competição por ser o campeão do país sede, assim como os países organizadores de Copas do Mundo entram automaticamente no torneio.

O Mundial estava planejado para ocorrer em 1999, por isso entraram no torneio os campeões da Libertadores e do Brasileiro de 1998, Vasco e Corinthians, respectivamente. Além deles, participaram os campeões da Champions League de 1998/99, Manchester United, da Copa Intercontinental de 1998, o Real Madrid e os campeões da Oceania, Ásia, CAF e CONCACAF, South Melbourne, Al Nassr, Raja Casablanca e Necaxa, respectivamente. Os times foram divididos em dois grupos, um com sede em São Paulo e um no Rio de Janeiro. No grupo da capital paulista ficaram Corinthians, Real Madrid, Raja Casablanca e Al Nassr e os clubes restantes foram para a Cidade Maravilhosa.

A participação do Corinthians se iniciou há exatos dez anos, no dia 5 de janeiro de 2000, apenas 14 dias após o time ter se sagrado bicampeão brasileiro. O primeiro jogo foi contra o Raja Casablanca, do Marrocos, e o Timão venceu por 2 a 0, gols de Luizão, aos 4, e Fabio Luciano, aos 19 do segundo tempo. No segundo gol, a bola não ultrapassou a linha, mas o árbitro italiano validou o gol e esse foi o resultado final da partida.

Dida defende o pênalti batido por Gilberto

O jogo seguinte era, sem dúvidas, o jogo mais importante e esperado da fase classificatória. O adversário era o poderoso Real Madrid, que contava com grandes craques, como Raúl, Casillas, Sávio, Roberto Carlos, Anelka, Hierro, Redondo, Eto’o, entre outros. Toda a expectativa foi recompensada na hora em que o árbitro apitou. Logo aos 20 minutos, Roberto Carlos bateu falta com força e o atacante Anelka desviu levemente de calcanhar, matando as chances de Dida chegar na bola. Porém, o Corinthians tinha Edílson. Karembeu, volante do Real, havia dito antes do jogo que não conhecia o Capetinha e com certeza se arrependeu aos 29 minutos, quando o camisa 10 do Corinthians recebeu de Luizão e bateu firme, no cantinho de Casillas. O arrependimento mais viria no segundo tempo, aos 18 minutos, quando o mesmo Edílson recebeu em velocidade e colocou a bola por entre as pernas de Karembeu e fez o segundo do Timão. Entretanto, aos 26, Anelka recebeu a bola, deu um drible de corpo lindo em Dida e empatou o jogo. Antes do fim do jogo, o mesmo Anelka teve a chance de desempatar o jogo, em cobrança de pênalti, mas Dida defendeu e o jogo ficou em 2 a 2.

Edílson coloca a bola por entre as pernas de Karembeu, do Real Madrid

No último jogo da primeira fase, o Corinthians tinha a obrigação de vencer por dois gols o Al Nassr, já que o Real Madrid tinha melhor saldo de gols. E foi isso que o time alvinegro fez.  Diante de mais de 30 mil pessoas no Morumbi, Ricardinho repetiu Edílson e colocou a bola por entre as pernas do zagueiro do time asiático e bateu de pé esquerdo, abrindo o placar aos 24 minutos. Depois disso, o Coringão continuou pressionando, em busca do segundo gol, mas a bola parou na trave e no goleiro. O gol da classificação corintiana só saiu aos 36 do segundo tempo, quando Freddy Rincón, capitão do time, recebeu de Luizão e bateu forte cruzado, marcando um belo gol e classificando o time para a final.

Rincón levanta a taça do título mundial

A partida final do Mundial aconteceu no Rio de Janeiro, estádio do Maracanã, contra o campeão do outro grupo, o Vasco da Gama. Todos os ingressos da torcida corintiana foram vendidos e mais de 20 mil torcedores do Timão estiveram presentes naquela noite de 14 de janeiro. O jogo foi muito movimentado, mas com muita marcação e poucas chances claras de gol. Nenhum gol saiu nos primeiros 90 minutos e o jogo foi para a prorrogação, mas o placar permaneceu o mesmo. A decisão foi, então, para a disputa de pênaltis. Os batedores pelo Corinthians foram Rincón, Fernando Baiano, Luizão, Edu e Marcelinho, e só o último errou sua cobrança. Entretanto, dois batedores vascaínos perderam, Gilberto teve sua cobrança defendida por Dida e Edmundo bateu o pênalti decisivo por cima da meta.

Após a cobrança de Edmundo, os corintianos de todo mundo podiam gritar e gritaram com todas as suas forças: “Eu sou Campeão do Mundo”. A partir daquele dia, o mundo era oficialmente alvinegro.

Ficha técnica da final:

Vasco da Gama 0 x 0 Corinthians

Local: Estádio do Maracanã

Horarário: 20h00

Data: 14 de janeiro de 2000

Público: 73 mil presentes

VASCO: Hélton, Paulo Miranda, Odvan, Mauro Galvão e Felipe (Alex Oliveira); Amaral, Juninho Pernambucano (Viola), Ramon (Donizete) e Gilberto; Romário e Edmundo. Técnico: Antonio Lopes

CORINTHIANS: Dida, Índio, Adílson, Fábio Luciano e Kléber; Rincón, Vampeta (Gilmar Fubá), Ricardinho (Edu) e Marcelinho; Edílson (Fernando Baiano) e Luizão. Técnico: Oswaldo de Oliveira

Elenco do Corinthians no Mundial:

1 – Dida, 2 – Índio, 3 – Adílson, 4 – João Carlos, 5 – Vampeta, 6 – Kléber, 7 – Marcelinho, 8 – Rincón, 9 – Luizão, 10 – Edílson, 11 – Ricardinho, 12 – Maurício, 13 – Daniel, 14 – Márcio Costa, 15 – Yamada, 16 – Fábio Luciano, 17 – Fernando Baiano, 18 – Dinei, 19 – Augusto, 20 – Edu, 21 – Marcos Senna, 22 – Luís Mário, 23 – Gilmar Fubá

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Grupo A

Uma das poucas surpresas da primeira fase ocorreu neste grupo. A Juvents, em casa, empatou com o Bordeaux. Resultado ruim, mas não deve impedir a Vecchia Signora de classificar-se. Talvez complique o primeiro lugar do grupo, pois o Bayern venceu, sem dificuldades, o Maccabi Haifa por 3×0.

Grupo B

Todos os gols da história do Wolfsburg na Liga dos Campeões foram marcados por um brasileiro. Grafite balançou as redes três vezes contra o CSKA Moscou, e ajudou o time alemão a liderar seu grupo. O ex-atacante do São Paulo nunca mereceu tanto uma chance com a camisa da seleção brasileira. No outro jogo do grupo, um gol solitário de Paulo Scholes deu a vitória ao Manchester United sobre o Besiktas, na Turquia.

Grupo C

Resultado espetacular do Milan. Venceu o Olympique de Marselha por 2×1, na França. Como o time francês é seu principal rival pela segunda vaga nas oitavas, Leonardo deu um grande passo rumo à classificação. Os dois gols foram feitos por Inzaghi, um caso a ser estudado. Na outra partida, Cristiano Ronaldo também marcou duas vezes e ajudou o Real Madrid a golear o Zurique por 5×2. Foi uma semana triste para os suíços.

Grupo D

Apenas um gol neste grupo. Anelka marcou para o Chelsea contra o Porto, em Stamford Bridge. Já Atlético de Madrid e Apoel empataram sem gols. Resultado péssimo para o time espanhol, pois dificilmente mais alguém perderá pontos para a equipe cipriota.

Grupo E

Os dois mandantes venceram pela contagem mínima. Kuyt garantiu a vitória do Liverpool sobre o Debrecien, primeiro time húngaro na fase de grupos desde 1995. Na outra partida, Lyon venceu a Fiorentina. Resultado importante para o time francês, que deve brigar com o italiano por uma vaga.

Grupo F

O jogo mais esperado da fase de grupos foi, de certa forma, decepcionante. Inter de Milão e Barcelona empataram em 0x0. Os catalães foram superiores a partida inteira. Incrível como os atuais tetracampeões italianos jogam sempre da mesma forma. Ainda por este grupo, o Dinamo de Kiev venceu o Rubin Kazan por 3×1 e saiu na frente pelo terceiro lugar, que dá direito a participar da Liga Europa. Um dos gols foi de Gérson Magrão.

Grupo G

Luis Fabiano e Renato ajudaram o Sevilla a vencer o Unirea por 2×0, no grupo mais equilibrado da Champions League. Equilibrado por baixo, claro, pois os outros dois times são Rangers e Stuttgart, que empataram em 1×1.

Grupo H

Com gol de Eduardo da Silva, o Arsenal conquistou uma virada espetacular sobre o Standard Liége, após estar perdendo por 2×0. Bendtner e Vermaelen marcaram os outros tentos da equipe londrina.  O Olympiakos, nova equipe de Zico, venceu o AZ Alkmaar, na Grécia, por 1×0.

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