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Posts Tagged ‘Brasil’

A torcida cobra com razão. Os jogadores mostram em campo que esta razão não é um dos maiores primores da equipe. O treinador teima em resmungar e culpar a imprensa por tudo que está acontecendo. O presidente fala o que todos gostariam de falar e é suspenso pelo maior circo brasileiro, o STJD. O jogador folclórico acerta um soco em um companheiro e dá um nocaute nas chances de disputa de título. O Palmeiras sucumbe no Campeonato Brasileiro.

Não posso afirmar com todas as certezas que o time do Parque Antártica não será campeão brasileiro, já que neste ano a disputa fica mais no quesito “Quem entrega mais”. Mas a troca de socos entre Obina e Maurício sepultou o Palmeiras, que há tempos pedia para tomar o golpe final. Muricy Ramalho chegou e a ideia era que tudo ficasse melhor do que estava – na liderança. Mas a queda foi livre e hoje o Verdão é uma zebra no Brasileirão.

O torcedor palmeirense arranca da parede mais um calendário completo e não vê sua equipe levar o título nacional. Pelo segundo ano seguido, o que é pior, vê o time disparar e perder força, caindo como um balão que murcha na reta final. A saída de Diego Souza é um dos motivos, claro. E sim, ele saiu, afinal desde que voltou da Seleção não jogou mais bola. Assim como as ausências de Cleiton Xavier e Pierre foram problema também.

Mas a queda do Palmeiras é uma soma complicada de fatores. Não cabe a mim julgar a competência de ninguém que está no comando – do time, do clube, da diretoria… –, mas tenho que exercer minha função nessa coluna e alertar. O Palmeiras? É a maior ciranda de maluco que o Brasil tem hoje. Pobre torcida, que a cada ano só sofre mais. Sofrer por essência, sabemos, é em outro Parque… lá da certo. Com o Verdão? Duvido muito.

Cutucadas

O Goiás jogou pela primeira vez no segundo turno. Logo contra o Flamengo. Pobre Rubro-Negro…

Será que o Internacional ainda está na disputa?

Gols mal anulados, pênaltis fora da área, impedimentos errados. A arbitragem brasileira, assim como STJD, é uma piada de mau gosto

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Dezessete de novembro de 2006 foi, para os húngaros fanáticos por futebol, um dos dias mais tristes da história. Naquela madrugada, faleceu, vítima de Alzheimer, o maior esportista húngaro do século XX, o atacante Ferenc Puskas.

O Major Galopante com a camisa do Honved

O Major nasceu no dia 2 de abril de 1927 e começou sua carreira comoprofissional com apenas 12 anos, atuando pelo Kispest, time de Budapeste, sua cidade natal. Como jogar com aquela idade era proibido, ele atuou com um nome falso, indicado pelo seu pai, o treinador do time. Ele passou a atuar como Puskas aos 16 anos, quando se tornou titular da equipe. Em pouco tempo, foi convocado para a Seleção Húngara, aos 18 anos. Um ano depois, aos 19, se tornou capitão do Kispest.

O time do atacante foi, em 1948, nomeado o time do exército húngaro, e mudou de nome para Honved. Ferenc se tornou Major do exército, daí seu apelido de Major Galopante. Como Honved, o time venceu a liga da Hungria em cinco oportunidades, tendo Puskas como artilheiro em quatro delas. No total, por Honved e Kispest, o Major atuou em 341 jogos, marcando impresionantes 352 gols.

O atacante, baixo e gordo, não era nem um pouco intimidador, mas quando levava a bola para sua perna boa, a chamada “esquerda de ouro”, era muito difícil de ser parado. Essas características que o levaram para o Real Madrid, em 1958, mas antes, muito aconteceu na carreira de Puskas.

Em 1956, o time de Honved, depois de ser eliminado pelo Athletic Bilbao da Liga Europeia, viu a revolução explodir em seu país e, por isso, decidiu fazer um tour pela Europa Ocidental e América do Sul. A FIFA proibiu a equipe de o fazer, mas o time foi assim mesmo. Ao fim do tour, em 1956, muitos jogadores decidiram ficar pela Europa Ocidental, e procurar uma equipe por lá. Puskas foi um deles e, por isso, foi suspenso pela UEFA por dois anos, quando não pôde atuar oficialmente.

Puskas com a taça da Champions League, com a camisa do Real Madrid

Ao fim dos dois anos de punição, já aos 31 anos, muitos acharam que ele nunca encontraria uma grande equipe, por estar fora de forma. Depois de tentativas frustradas de assinar com Manchester United, Juventus e Milan, Ferenc acabou assinando contrato com o poderoso Real Madrid, onde, aos 31 anos, faria dupla de muito sucesso com o grande Alfredo Di Stéfano.

Pelo time merengue, Puskas conquistou cinco Campeonatos Espanhóis e três Champions League, em oito anos de clube. Quase sempre como artilheiro, tendo sido o goleador máximo de duas Ligas dos Campeões e quatro Espanhóis, somando 157 gols em 182 jogos pelo Real. Suas grandes atuações o levaram a disputar a Copa de 1962, no Chile, pela Seleção Espanhola, mas o Major atuou apenas quatro vezes pela Fúria e não marcou nenhum gol.

O grande destaque do atacante foi, porém, pela Seleção Húngara, onde formou, com seus companheiros de Honved, a melhor seleção da história do país, os chamados Magiares Mágicos. O time iniciou sua “magia” nas Olimpíadas de 1952, quando o time venceu o torneio, com Puskas marcando quatro gols, sendo um deles na final. Um dos feitos mais marcantes dos Magiares foi a vitória por 6 a 3 contra a Inglaterra, em pleno estádio de Wembley, feito que nenhum time não-britânico tinha conseguido até aquele ponto.

Em 1954, na Copa, a equipe húngara foi arrasadora até as finais. Venceu Coréia do Sul (9 a 0), Alemanha Ocidental (8 a 3) e Brasil (4 a 2). Os Magiares chegaram a final como favoritos incontestáveis, mesmo com Puskas machucado e atuando no sacrifício. O Major Galopante marcou logo aos seis minutos, e viu seu companheiro aumentar o placar apenas quatro minutos depois, praticamente matando o jogo. Entretanto, tirando forças do além, virou o jogo, que é, até hoje, conhecido por eles como “Das Wunder von Bern”, ou o “Milagre de Berna”.

Puskas foi, sem dúvidas, o maior jogador da história da Húngria, e um dos melhores da História do Futebol. Na carreira, foram 593 gols em 612 jogos.

Perfil:

Nome Completo: Ferenc Purczeld (Nome de nascimento, seu pai mudou o nome da família alguns anos depois)
Nascimento: 2 de abril de 1927, em Budapeste, Hungria
Falecimento: 17 de novembro de 2006
Apelidos: Major Galopante, Öcsi (irmão mais novo, em húngaro)
Clubes: Kispest/Honved (1943-1956) e Real Madrid (1958-1966)
Títulos: 5 Ligas Húngaras
5 Ligas Espanholas
Campeão Olímpico
3 Copas dos Campeões
1 Mundial Interclubes

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No dia 7 de outubro de 2001, o Brasil enfrentava mais um jogo das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Naquela tarde de domingo, o adversário brasileiro era o Chile, que veio para Curitiba jogar contra a Seleção que, com uma vitória, praticamente se garantia na Copa do ano seguinte, a qual todos sabemos o resultado. O jogo foi vencido pela equipe verde e amarela por 2 a 0, gols do “Capetinha” Edílson e do craque Rivaldo.

Apesar do placar, o Brasil não teve uma grande atuação e a imprensa, como sempre, perguntou ao técnico brasileiro, Luiz Felipe Scolari, o porquê de o time canarinho não estar jogando bem, dando show e fazendo grandes partidas. Vale lembrar que o trabalho de Felipão era muito questionado por todos, principalmente pelo treinador insistir em deixar de fora o baixinho Romário, que estava fazendo muitos gols no Brasileirão daquele ano.

Quando perguntado se achava que a Seleção Brasileira poderia jogar melhor e mostrar o futebol arte que ganhou três títulos mundiais com Pelé, o treinador foi curto e grosso, dizendo: ”Em 1958, 62, naquele tempo, se amarrava cachorro com linguiça. Hoje não se faz mais isso”.

Houve, na declaração de Felipão, um certo desdém para com as gerações vitoriosas do futebol mundial.  Mas não se engane ao achar que este será o objetivo desta coluna, que passará a ser publicada todas as terças feiras. Pelo contrário, escreverei aqui para relembrar grandes equipes, grandes jogos, títulos memoráveis, aniversários de craques lendários e de clubes importantes do futebol. Aqui, o termo “cachorro com linguiça”, será usado apenas como lembrança do passado.

A Batalha de Rosário

O assunto que está tomando conta da semana de todos os amantes do futebol é, sem dúvidas, a vitória do Brasil sobre a Argentina, em Rosário, neste sábado. Por causa dessa partida, quero relembrar outro jogo que está vivo na memória daqueles que a assistiram. É claro que eu não fui uma destas pessoas, mas tenho certeza de que “A Batalha de Rosário”,  em 18 de junho de 1978, foi um grande jogo, afinal se trata de um Brasil e Argentina, em uma Copa do Mundo.

Além da já tradicional rivalidade entre amarelos e azuis, aquele jogo tinha um sabor diferente para os hermanos. Eles jogavam uma Copa do Mundo em casa, tendo reais chances de conquistar a taça, em meio a uma ditadura que vivia o país. Por isso, não era esperado nada menos do que clima de guerra no estádio. E foi o que ocorreu.

Os argentinos lotaram o estádio para ver a partida que decidiria quem seria o primeiro colocado do grupo, indo para a final da Copa. Na época, o regulamento era diferente. Havia uma fase inicial com quatro grupos, dos quais os dois primeiros saíam para formar outros dois grupos de quatro seleções. O primeiro de cada um dos grupos fazia a final e o segundo ia disputar a medalha de bronze.

Para que os jogadores se acostumassem com a pressão, o técnico brasileiro Coutinho mandou os seus comandados irem aquecer dentro de campo, para já sentir qual seria o clima do jogo. Apesar das vaias e da chuva de papel higiênico, a atitude foi correta, pois os atletas já estavam acostumados com o barulho e o clima do estádio no momento do jogo.

Desde o primeiro lance da partida, ocorreram entradas duras e desleais. Porém, não pense que apenas os argentinos que catimbaram e fizeram faltas duras. Os brasileiros respondiam à altura, com os meiocampistas Chicão e Batista e o zagueiro Oscar, segundo o próprio defensor. O truncado jogo terminou em 0 a 0 e o grande responsável por isso foi o goleiro argentino Fillol, que fechou o gol e foi o melhor em campo, de acordo com os brasileiros.

Com o empate, a vaga ficou em aberto. Brasil e Argentina enfrentariam, na rodada seguinte, Polônia e Peru, respectivamente. Apesar da atecipação do seu jogo, a Seleção conseguiu a vitória e ficou com três gols de saldo a mais do que os hermanos. Os portenhos entraram em campo sabendo que precisavam vencer o Peru por quatro gols, mas fizeram seis e se classificaram para a final. Aquele jogo contra o adversário sulamericano ficou marcado pelas acusações de que o time alvirrubro havia entregue o jogo.

Assim mesmo, a Argentina acabou indo à final para enfrentar a Holanda, que, naquela Copa, não contava com seu principal craque, Cruyff. A partida foi para a prorrogação, mas terminou com um placar de 3 a 1 para os argentinos, com gols de Kempes (2) e Bertoni. O Brasil enfrentou a Itália na decisão do bronze e venceu por 2 a 1 com um golaço histórico de Nelinho e um de Dirceu.

Tabela da segunda fase daquela Copa

Aniversariantes da semana:

Clube:

Real Betis, dia 12, 102 anos.

Jogadores:

Neto, ex-Corinthians, dia 9, 43 anos

Dinei, ex-Corinthians, dia 10, 38 anos

Petkovic, Flamengo, dia 10, 37 anos

Bismarck, ex-Vasco e Fluminense, dia 11, 40 anos

Leivinha, ex-Palmeiras, dia 11, 60 anos

Neneca, Santo André, dia 11, 29 anos

Gil, ex-Corinthians, dia 13, 29 anos

Marcelinho Paulista, ex-Corinthians e Botafogo, dia 13, 36 anos

Alex, Fenerbahçe, dia 14, 34 anos

Douglas Costa, Grêmio, dia 14, 19 anos

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pe-no-saccoImagine a seguinte cena: seu time acaba de levar uma bola na trave e faltam apenas dois minutos para que a partida termine. Aquele empate em zero a zero nada mais fará senão classificar o adversário e tirar sua equipe da grande final. Eis então que surge aquele camisa sete legítimo, ponta rápido e habilidoso. É lançado pelo zagueirão na base do chutão, passa por um, dois, três, rápido que é e finalmente chega na linha de fundo. Dentro da área está o centroavante grandalhão, a zaga adversária toda desmontada. Cruzamento perfeito, na medida. O atacante está livre. E a bola voa por cima da trave. Qual sua reação, leitor? Não me venha com nada menos do que um belo de um xingamento.

Sim, desde que o futebol é futebol a arte de xingar jogadores, técnicos, juízes e quaisquer outras espécies que habitem a sagrada relva verde existe. Não há como passar impune por uma jogada como a que citei acima. E é neste clima que estreio hoje meu espaço em todas as segundas-feiras do Opina Fute. É com essa introdução que dou início ao Pé no Sacco. E você, amigo leitor, pode começar a me cornetar – assim como farei em todas as minhas colunas – falando sobre esse trocadilho mais do que infâme envolvendo meu nome. Mas vamos ao que interessa…

Nada melhor do que esta semana para começar a cornetar. Nada melhor do que mirar para Maradona e sua falta de habilidade em ser técnico. O baile ao ritmo de samba do crioulo doido que o Brasil deu na Argentina em plena terra hermana foi a cereja do bolo da classificação a mais uma Copa. Don Diego, Diós ou seja lá como é chamado o hermano lá na terra dele provou que merece as cornetas que teimam em não soar para seu péssimo trabalho frente ao selecionado nacional. Convocar Sebá foi uma grande piada para um país que já teve em sua esquadra defensiva nomes como Passarella, Ayala e Sensini – e muitos outros, claro.

Passando da zaga para o meio-campo, temos mais um erro de Dieguito. Não consigo tirar da minha cabeça o erro inigualável em um treinador ver seu ego ser afetado por um dos jogadores mais cerebrais do time e brigar com o mesmo, descartando-o de futuras convocações. Na briga de egos entre Maradona e o ótimo Riquelme, perderam a Argentina, que não tem ninguém a altura, e os ótimos prospectos futuros, como é Dátolo, que caso fosse melhor preparado, poderia render mais com a camisa alviceleste.

No ataque, no entanto, vejo o erro mais gritante. Maradona faz questão de armar um time (mal) recheado de jogadores no meio-campo e faz com que seu setor de frente fique carente. Sim, é difícil imaginar que um setor que pode contar com Messi, Tevez e Agüero seja carente. Mas ao deixar o genro e terceiro jogador citado no banco o treinador hermano mostra não saber ousar. Kun, como é chamado em seu Atlético de Madrid, é um dos melhores jogadores da “nova” safra argentina. Fica no banco e vê seus companheiros mal receberem a bola. Messi se desdobra em onze, rouba bolas, vai ao ataque, mas, infelizmente – ou não -, não pode render por um time todo em todas as vezes que joga.

Resultado? Pela primeira vez em muito tempo a Argentina sua para chegar ao Mundial. Maradona segue como El Diós em seu país, mas se mostra um treinador incompetente e medroso. Tomara que nossos hermanos não fiquem de fora da Copa por besteiras como essa. Me cornetem o quanto quiserem, mas Copa do Mundo sem Argentina… não é Copa do Mundo.

Cutucadas

– Por que Dunga insiste em deixar Ramires no banco de reservas? Quando titular, sempre se mostra uma ótima opção.

– Deixando um pouco de lado as Seleções, me questiono como Val Baiano pode ser um dos goleadores do Brasileirão. O Barueri perdeu o jogo em pênalti polêmico, mas a quantidade de gols perdida por seus atacantes foi absurda…

– Parabéns ao Fluminense pela classificação adiantada à Série B de 2010. O planejamento do time foi excepcional para esse retorno ao calvário. Pobre da torcida tricolor…

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Luis Fabiano, o autor do único gol na peleja desta tarde

Luis Fabiano, autor do único gol da peleja

Outro inconveniente de brigar com bêbado é que a facilidade do embate acaba culminando na falta de motivação e em uma auto-suficiência que o impede de nocautear o adversário. Isso explica, mais que eventuais erros de passes ou defeitos táticos, por que o Brasil, embora claramente superior durante a partida inteira, demorou 42 minutos para fazer seu único gol.

A Estônia encontrava sérios problemas para sair com a bola e, posteriormente, em saber o que fazer com ela. Mesma dificuldade que os câmeras responsáveis pela geração das imagens tinham em acompanhar a redonda. Ainda assim, enquanto o scracth canarinho ciscava de um lado para o outro, o primeiro a finalizar em gol foi o camisa 7 do time da casa. Puri arriscou da intermediária com certo perigo, aos 9 minutos da primeira etapa. Pouco depois, Kaká também arrematou de fora da área, aos 12.

A seleção de Dunga forçava muito o jogo pela direita. Explicado pelo fato de o time ter uma saída por lá com Kleberson, e depois Elano. O outro lado tem Felipe Melo, que não tem características de armador. E Robinho, que deveria ajudar André Santos, isolava-se na ponta-esquerda.

Curiosamente, o gol saiu quando o atacante do Manchester City abandonou seu latifúndio esquerdista para aparecer na meia-direita e jogar a bola na área. Luis Fabiano, oportunista como sempre, aproveitou a pixotada do zagueiro estoniano Bärengrub e tocou na saída do goleiro.

O segundo tempo começou quase na mesma toada, mas com o time pentacampeão mundial finalizando um pouco mais. Em 5 minutos, dois chutes rumaram à meta do goleiro Pareiko.

Aos 15, começou a festa das substituições. Saíram Maicon, Kaká e Robinho para a entrada de Daniel Alves, Júlio Baptista e Tardelli, respectivamente. Nilmar e Miranda entrariam, mais tarde, nas vagas de Luis Fabiano e Luisão.

Embora, nos últimos jogos, até um cone tenha mais mobilidade que Robinho, Tardelli entrou muito bem na partida, movimentando-se por todo o campo, chutando em gol e criando chances. A boa atuação do atacante do galo, entretanto, tem que ser relativizada, tendo em vista a fragilidade do adversário. Em todo o caso, ele aproveitou como pode a chance que teve.

Nos números o Brasil fez um segundo tempo melhor que o primeiro. Nos 45 minutos iniciais foram 8 chutes para o time tupiniquim contra 3 dos ex-soviéticos. Na segunda etapa, os brasileiros arremataram mais 10 vezes contra apenas 4 tentativas estonianas. Em campo, também foi fácil perceber essa melhora, que se deu muito em função da entrada dos reservas, mais motivados que os titulares.

O saldo do amistoso é justamente o que se esperava. Tecnicamente, Dunga não pode tirar nenhuma conclusão. Agora, o cofre da CBF volta da Estônia muito mais abarrotado do que estava.

Por que o Brasil venceu?

Além da obviedade de um time ser pentacampeão mundial e o outro semi-profissional, o Brasil finalizou mais a gol e tem jogadores de muito mais qualidade. A Estônia não conseguia sair tocando a bola e arriscava lançamentos em demasia. Foram 48, com apenas 8 certos.

O que isso muda na formação do time de Dunga?

Qualquer conclusão a que ele possa, por ventura, ter chegado tem que ser relativizada, entretanto, ele pode perceber que o lado esquerdo precisa ser trabalhado. Filipe do La Corunã, a nova aposta da posição, poderia ter sido testado. Além disso, Diego Tardelli fez boa partida.

Brasil 1 x o Estônia

Estádio: Arena Le Coq, Tallin (EST)

Data: 12/08/2009

Arbitragem: Martin Ingvarsson, auxiliado por Peter Ekstrim e Joakim Flink, todos da Suécia.

Brasil: Júlio César; Maicon (Daniel Alves), Lúcio (Miranda), Luisão e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Kleberson (Elano) e Kaká (Julio Baptista); Robinho (Diego Tardelli) e Luis Fabiano (Nilmar). Técnico: Dunga

Estônia: Sergei Pareiko; Enar Jääger, Alo Bärengrub, Ragnar Klavan e Raio Piiroja; Aleksandr Dmitrijev (Martin Vunk), Konstantin Vassiljev, Sando Puri (Purje) e Joel Lindpere (Dmitri Kruglov); Tarmo Kink (Kristen Viikmäe) e Sergei Zenjov (Vladimir Voskoboinikov). Técnico: Tarmo Ruutli.

Gols: Luis Fabiano, aos 42 do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Dmitrijev e Pareiko da Estônia. Lucio, Felipe Melo, Luisão, Daniel Alves e Nilmar do Brasil.

Cartões vermelhos: Kruglov, da Estônia.

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Brigar com bêbado é uma situação delicada. Se o seu oponente é derrubado, você não fez mais que a obrigação. Agora, caso você leve alguns socos e saia de olho roxo, o mundo, sem dúvida, cairá sobre sua cabeça. Levando em consideração que a Estônia é a 112ª colocada no rank da FIFA, a federação nacional de futebol tem apenas 17 anos, não há nenhum jogador de expressão mundial em seu time e o esporte bretão perde pra patinação no gelo e basquete na preferência do povo – e por razão disso haverá apenas 8 mil pessoas em um estádio para 12 mil – podemos dizer que o adversário do Brasil amanhã tomou algumas vodkas.

E por causa dessa peleja, o jogo entre Atlético-MG e Palmeiras foi remanejado para hoje à noite. Dessa forma, o Galo disputará o jogo mais importante do Brasileirão até o momento, sem seu principal jogador, o Diego Tardelli. Por causa do absurdo que é o nosso calendário, as datas FIFA costumam atrapalhar o andamento dos campeonatos. Quando isso, finalmente não aconteceria, os comandantes do nosso futebol, por razões que transcendem o puro e simples masoquismo, resolvem fazê-lo.

Eu não gosto quando a televisão desmembra a rodada para preencher a sua programação. Na verdade, me da a estranha sensação de que o bom andamento do torneio não faz parte de suas prioridades. Entretanto, no caso desta rodada em que estamos, essa decisão pode mudar tecnicamente o resultado do jogo, e do campeonato. É evidente que o Atlético pode, hoje à noite, vencer bem o Palmeiras, jogando com casa cheia, mas não seria muito mais fácil com Tardelli em campo?

O pior de tudo é que o atacante do Galo não será devidamente testado. Muito menos Filipe, lateral-esquerdo do La Coruña. Além disso, duvido muito que Dunga conseguirá alguma conclusão neste duelo.

No campo, portanto, a partida não trará benefício algum à seleção brasileira. O que fomos fazer lá então? Provavelmente, arrecadar uma graninha para ajudar na manutenção do novo jatinho de luxo da CBF.

Estônia x Brasil

Local: Le Coq Arena, Tallin (EST)

Horário:14h15 min

Árbitro: Martin Ingvarsson.

Estônia (4-4-2): Pareiko; Jääger, Piiroja, Bärengrub e Klavan; Vunk, Dmitrijev, Vassiljev e Purje; Zenjov e Viikmäé. Técnico: Tarmo Rüütli.

Brasil (4-4-2): Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan (Miranda) e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luis Fabiano. Técnico: Dunga.

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Existe, em minha concepção, um grave problema por considerarmos que o Brasil é o “país do futebol”. E esse problema não atinge o âmbito dessa classificação – que apesar de tudo é muito justa, ao meu ver. Ao nos auto-definirmos como o país do esporte bretão entramos em um campo perigoso e que cada dia mais vem se provando equivocado: estamos cada vez mais mal acostumados. Craques nascem, crescem e morrem em nossas terras – tudo bem, a parte do crescimento se dá quase sempre na Europa, afinal nem tudo é perfeito – e teimamos em sempre encher a boca para reclamarmos.

Na semana que acabou de terminar um enorme cala boca foi dado em 99,9% da população brasileira. Dunga, aquele que todos criticavam mas que agora ninguém nunca falou mal, levou a Seleção ao segundo título desde que assumiu o comando. Críticas, gritos de burro, xingamentos e ofensas foram misturados e transformados nos canecos da Copa América e da Copa das Confederações. Deixamos para trás algumas equipes que sempre estão (bem) na boca do povo por aqui, Argentina e Espanha. Jogamos bola redonda, nem sempre bonita, e fomos campeões. Mais uma vez.

Dunga provou que pode vir a ser um ótimo técnico, ainda não é. Tem muito, mas muito mesmo a aprender. Precisa ser menos turrão, menos respondão, precisa abrir um pouco mais os olhos. Mas não há dúvidas de que evoluiu muito. Pegou um time de estrelas mimadas e transformou em uma equipe de homens. Homens que jogam futebol burocrático, muitas vezes sem brilho, com chutões. Mas que ganham partidas. Nomes? Nem sempre foram o alvo preferido do treinador. Adriano, Fred, Ronaldo e Ronaldinho deram espaço para Luís Fabiano, Felipe Melo, Ramires e, claro, alguns exóticos como Bobô e Afonso Alves. E o time engrenou, chegou à lista dos favoritos para a Copa do Mundo.

Não podemos esquecer, é claro, dos erros. Mas devemos fazer como Dunga. Quieto ele parece ter aprendido com seus erros. Não aprendeu tudo, mas parece estar aberto ao aprendizado. Ainda arma o time com muitos volantes, é verdade. Mas eu, confesso, não armaria diferente. O meio-campo canarinho está fluindo como há tempos não se via. O quadrado mágico que de mágico nada tinha deu espaço ao talento inigualável de Kaká, a técnica apurada na defesa e no ataque de Ramires e a raça de Felipe Melo. Gilberto Silva, é claro, é o nome contestado. Mas tem a confiança de Dunga. E lembremos: toda unanimidade é burra, diria o poeta da bola Nelson Rodrigues.

Vamos ganhar a Copa? Não sei. Mas nossa Seleção voltou a ser respeitada. Voltou a jogar para vencer e não para render. E boa parte disso é dedo do Dunga. Somos muito mal acostumados e por isso teimamos em reclamar. Se fosse Zagallo, sem dúvida alguma, Dunga diria: “Vocês vão ter que me engolir”. E talvez a digestão nem vá ser assim tão ruim…

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