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Posts Tagged ‘Diego’

1) Tendo o dito melhor time do país

Essa aula vem direto do Rio Grande do Sul e é ministrada com primor no Brasileirão pelo professor Tite. Comandando o Internacional o treinador, conhecido por ser especialista em tirar times do buraco, está colocando o Colorado em uma roubada atrás da outra em pleno ano de centenário. Após ser campeão gaúcho em uma final que nem contou com o Grêmio e que terminou mais uma vez em goleada histórica, o clube dos Pampas foi simplesmente limpado do mapa na final da Copa do Brasil. O Inter se mostra medroso na maioria das vezes e o elenco, recheado de qualidades técnicas, não parece suportar a pressão do rótulo que a imprensa impôs. E o segundo semestre parece cada vez mais ir por água abaixo. Lutando pelo título brasileiro, os gaúchos estão desde o início do certame na corrida atrás de outro time. Não importando qual o adversário que está na frente, Tite sempre vê seus comandados fracassarem na busca pela ponta. Este final de semana ficou marcado pela derrota para o Vitória, que acabou com qualquer chance colorada de chegar ao primeiro lugar. As retrancas montadas pelo treinador parecem ser cada vez mais motivo de alegria para aqueles que disputam com o Inter. Mesmo com um elenco quase que galático – sim, no âmbito nacional Guiñazu, D’Alessandro, Taison e o agora ausente Nilmar são jogadores galáticos – o Internacional se vê cada vez mais sem poder de chegada. Deve perder um título que era dado como certo (mais um) e irá ter, no fim das contas, comemorado seu centenário só com um Estadual. Bela aula.

2) Achando que férias têm seis meses

A qualidade de Mano Menezes é indiscutível. Arrisco dizer que ele é hoje o melhor técnico do Brasil. Montou um time que saiu da série B para vencer de forma invicta o Paulistão e para abocanhar a Copa do Brasil, ambas as conquistas efetuadas com o clube jogando o melhor futebol até então no país. Mas os títulos parecem ter acabado com a gana corintiana. Claro, as perdas de André Santos, Cristian e Douglas foram muito sentidas. Algumas lesões também foram prejudiciais. Mas a derrota para o Goiás, no último fim de semana, por exemplo, foi prova concreta da falta de interesse do Alvinegro do Parque São Jorge no torneio. Atuando sem vontade alguma o Timão não se contagiou nem com os 30 mil torcedores que lotavam o Pacaembu e muito menos com as voltas tão esperadas de Alessandro e, principalmente, Ronaldo. A derrota para o Esmeraldino sepultou as já escassas chances de título. Agora sim, o Corinthians pode entrar de férias. Mas Mano e a diretoria erraram em deixar o clima de oba-oba tomar posse do elenco. E me perdoem se discordarem, mas esse foi sim o clima do Timão depois de conquistar o tri da Copa do Brasil.

3) Sendo cavalo paraguaio

PhD no assunto, quem dará a última parte da aula é Celso Roth. Se colocarmos no Google os termos de pesquisa “cavalo paraguaio”, sem sombras de dúvida iremos ver o buscador responder: “Você quis dizer: Celso Roth”.  O atual comandante do Atlético Mineiro ganhará neste ano um importante bicampeonato, o de treinador que mais nada, nada, nada e morre na praia. Não discordo daqueles que diziam desde o começo que o elenco do Galo era limitado. Sim, era. Para começar, confiar no Diego Tardelli já é começar mal. Mas os mineiros jogaram bem durante um turno todo. Chegaram lá como há tempos não chegavam. Não me recordo de nenhuma campanha tão entusiasmante dos atleticanos na Era Pontos Corridos. Mas assim como fez em 2008 com o Grêmio, Roth conseguiu perder o fio da meada e mais uma vez está comendo poeira. Assolado por Goiás, Grêmio e até pelo Barueri (!!!), o Atlético corre o risco de deixar o posto de possível campeão e terminar o Brasileirão apenas classificado para a Sul-Americana. Uma aula de mestrado de Roth. Mais uma vez.

Que fique a lição para São Paulo e Palmeiras… ninguém está imune à síndrome da amarelite paraguaia aguda. Ninguém.

Cutucadas

– Seu time tomar quatro gols já é deprimente. Com você falhando em três, talvez seja o caso de suicídio. Tomara que Diego, (péssimo) zagueiro/lateral-esquerdo do Corinthians, não ouça isso. Não quero que ele se mate

– O Fluminense carimbou mais do que nunca seu passaporte para a Segundona. E o Grêmio fez questão de dar logo cinco carimbadas no circo, digo clube das Laranjeiras

Defederico é o presente de natal da Fiel… e para 2018, pelo jeito.

– Continuo inconformado de a rodada só terminar na quarta-feira por exigência da TV. As durezas de ser brasileiro…

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longe-do-gol-brunobonsantiO Santos teve um início de século muito bom. Há 28 anos sem conquistar um título de relevância, foi o campeão brasileiro de 2002, e ainda repetiria o feito dois anos depois. A geração de Diego e Robinho era a mais talentosa desde os meninos da vila, em meados dos anos 1970.

Aproveitando-se disso, e do absurdo padrão de valores das transferências internacionais, Marcelo Teixeira colocou na conta santista mais de 100 milhões de reais. A expectativa, portanto, era que o peixe deslanchasse e, finalmente, conseguisse estabilizar-se entre os times que brigam por títulos no Brasil, sem mais ter que esperar por um “novo Pelé”.

O proprietário da equipe da baixada, porém, administrou pessimamente essa fortuna. Contratações fracassadas – como Luisão, Cláudio Pitbull e Giovanni -, além da construção de um hotel, alojamentos e etc, esgotaram os dividendos obtidos com as revelações.

De lá para cá, apenas dois títulos paulistas foram adicionados ao currículo santista, ambos com Vanderlei Luxemburgo, de volta à Vila no meio deste ano, mais por falta de opção do que por qualquer outra coisa.

O treinador mais vitorioso do futebol brasileiro conseguiu, em poucos meses, bagunçar completamente os bastidores da equipe. Primeiro, afastou Roberto Brum. A justificativa oficial foi o cartão amarelo ridículo que o volante tomou, pouco antes de ser substituído. A boca pequena, porém, diz que a principal causa foi a sugestão de um vidente, que considerava a influência religiosa de Brum danosa ao Santos, e impediria o time de chegar à Libertadores.

Em seguida, brigou com o presidente do Conselho Deliberativo José da Costa Teixeira. O dirigente disse que o time feminino, com as contratações de Marta e Cristiane, poderia trazer glórias que o masculino não alcança.

O técnico achou inoportuna a declaração e criticou o dirigente, que por sua vez criticou o treinador. Critícas para lá, criticas para cá, e Luxemburgo desafiou José da Costa a demiti-lo caso não estivesse feliz com seu trabalho.

Fato semelhante ao que causou sua saída do Palmeiras. Na época, Keirrison, envolvido em negociações com o Barcelona, não havia ido treinar. A diretoria sabia do paradeiro do ex-atacante do Coritiba, mas Vanderlei achou que deveria ter sido avisado. Em entrevista coletiva, declarou que K9 não jogaria mais com ele. Seria um ou outro. Não foi nenhum dos dois. Luxemburgo foi demitido por quebra de hierarquia e o artilheiro negociado com o time catalão.

Por que, então, Marcelo Teixeira não despediu Luxemburgo? Além do óbvio, de o alviverde ser um clube mais sério que o alvinegro, não houve quebra de hierarquia neste caso, pois, tal qual a Roma antiga, o Santos é comandado por um triunvirato que faz o que quer.

Em uma das pontas está o treinador. Volta a hora que deseja à Vila Belmiro, afasta quem bem entende e declara o que lhe vem na telha, seja a superiores ou subordinados.

Menos a Marcelo Teixeira, claro, já que este também faz parte do sistema de governo. Sempre que o Santos esteve em dificuldades financeiras, o dono de universidades emprestou dinheiro ao clube. O retorno desse capital, porém, ocorre sem a menor fiscalização, além da dele própria.

Este ano pudemos ter uma pequena idéia do caráter de Teixeira. Fabiano Eller foi afastado da equipe, ainda comandada por Vagner Mancini. Ao invés de sentar com o zagueiro e pagar-lhe o que devia, como um dirigente sério faria, o presidente preferiu forçá-lo a assinar a rescisão por menos. O expediente utilizado foi não pagar o salário que o jogador tinha direito durante a negociação. Prática, no mínimo, desprezível.

O terceiro membro do triunvirato é Fábio Costa, lesionado e, por isso, fora de grandes polêmicas ultimamente. Assim como seu parceiro Domingos, afastado por Luxa ao quebrar a perna do quarto goleiro santista em um treinamento, Fábio não mede sua força, e também não controla seu temperamento explosivo.

Já machucou diversos colegas de profissão em divididas desnecessárias, além de brigar com companheiros de equipe, como Madson, Neymar e Fabiano Eller. Os critérios que fizeram com que Luxemburgo afastasse Domingos, claramente, não servem para Fabio Costa, pois este nunca parece perder o prestígio na Vila Belmiro. Há um respeito mútuo entre os integrantes do triunvirato.

Nas próximas eleições para presidente, em 2010, Marcelo Teixeira pretende descansar um pouco. Não será candidato, e caso seu indicado não ganhe a eleição, Luxemburgo também deixar o cargo. Eu sei que parece bom demais para ser verdade, subitamente ver-se livre tanto do presidente quanto do treinador, mas não solte os rojões ainda torcedor santista, pois Teixeira promete voltar em 2012. E alguém duvida?

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