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Posts Tagged ‘Dunga’

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Como os últimos sete dias mostraram uma quantidade imensa de atletas verde-amarelos fazendo seus gols pelo mundo, a coluna dessa quarta será escrita de um jeito diferente, de modo que a leitura seja facilitada.

Espanha

A rodada da Liga Espanhola foi fraca para os brasucas. No final de semana, apenas Nilmar balançou as redes, o de abertura de placar do Villarreal na vitória por 2 a 1 sobre o Málaga. Já na terça-feira, o Sevilla entrou em campo pela Copa do Rei e goleou o Atlético Ciudad por 4 a 2, com dois gols de Luís Fabiano.

Itália

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Pato deu show no Bernabéu

Antes de chegar às competições nacionais, primeiro temos que passar pela Liga dos Campeões. No jogo dos maiores campeões do torneio, o Milan levou a melhor sobre o Real Madrid em pleno Camp Nou, e graças a Pato, que marcou duas vezes e ajudou a construir a virada de 3 a 2.
Pela Serie A, o atacante Nenê, ex-Santa Cruz e Cruzeiro, fez o seu de pênalti para o Cagliari na vitória sobre o Genoa. No mesmo dia, Barreto, ex-Udinese, comemorou com a torcida do Bari no belo triunfo sobre a Lazio. Enquanto Amauri garantiu os três pontos da Juventus diante do Siena.
Ao descer para a Serie B, o destaque foi o Empoli, principalmente o atacante Éder, que começou no Criciúma e marcou duas vezes na última semana. Primeiro na vitória sobre o Ascoli, depois no empate com a Triestina. Outro que ficou no empate foi o Cesena, que contou com um tento de Guilherme do Prado, ex-Portuguesa Santista, no duelo contra o Grosseto.

Portugal

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Hulk beija escudo do Porto

Os portugueses se deram bem nas competições européias nos últimos dias. Pela Liga dos Campeões, o Porto bateu o APOEL por 2 a 1, sendo os dois gols de Hulk, recém-convocado por Dunga. Já pela Liga Europa, o Benfica meteu cinco no Everton, e o zagueiro Luisão contribuiu com o placar.
O clube de Lisboa ainda conseguiu outra goleada, desta vez por 6 a 1 em cima do Nacional pelo Campeonato Português. Nenhum brasuca fez para os vermelhos, mas o de honra foi de Edgar. Ainda pela Liga, Carlão e Cássio construíram o 2 a 0 do União Leiria sobre o Naval. Enquanto o zagueiro Evaldo empatou para o Braga diante do Rio Ave.

Holanda

Um jogador que vem se chamando a atenção recentemente é o jovem Jonathan Reis. O atacante saiu da base do Atlético Mineiro rumo ao PSV e sempre balança as redes. Na quinta-feira, garantiu a vitória do seu time sobre o Copenhagen pela Liga Europa, e no domingo fez mais um, na goleada por 4 a 0 sobre o NEC pela Liga.
Pela segunda divisão do país, o garoto Bruno Andrade participou do movimentado placar de 4 a 4 no duelo entre Helmond Sport e AGOVV. Já pela Copa da Holanda, na terça-feira, Leonardo marcou duas vezes no belo 6 a 1 do NAC sobre o De Treffers, enquanto Everton e André Bahia ajudaram nas vitórias respectivas do Heracles e Feyenoord.

Alemanha

País que costuma colocar alguns nomes no Opina Fute toda quarta-feira, não representou desta vez. Apenas um brasileiro conseguiu fazer a alegria da sua torcida, e pela segunda divisão. O atacante Cidimar, que já atuou pelo Internacional, Caxias, Guarani e Paysandú, fez para o Frankfurt nos 3 a 2 sobre o Munique 1860.

Turquia

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Alex é abraçado por companheiros após gol

Convocado mais uma vez por Dunga, o meia Elano fez o seu na quinta-feira passada, de pênalti, quando o Galatasaray passou pelo Dinamo Bucareste por 4 a 1 pela Liga Europa. Porém, no domingo, o tradicional clube voltou a campo, desta vez para o duelo contra o arqui-rival Fenerbahçe, e acabou saindo derrotado por 3 a 1, com dois tentos do craque Alex.
Pela segunda divisão do país, o ex-flamenguista Fabiano Oliveira comemorou com a torcida do Giresunspor na vitória por 3 a 0 sobre o Samsunspor.

Áustria e Suíça

Outro jogo que movimentou a Liga Europa foi Austria Vienna e Werder Bremen. Jogando em casa, os austríacos ficaram no empate por 2 a 2, e o atacante Schumacher, ex-Atlético Paranaense, guardou o seu.
Nas ligas nacionais, o meia Sandro, que já jogou pelo Vitória e Vasco igualou o marcador para o Austria Kärnten diante do Kapfenberg. Enquanto o atacante Fabiano, que iniciou carreira na Ponte Preta, fez um hat-trick no espetacular 6 a 0 do Wacker Tirol sobre o Hartberg.
Já na vizinha Suíça, gol apenas na segunda divisão, e mais uma vez de Silvio Carlos, que vem se destacando com a camisa do Lugano FC. Desta vez deixou um no empate com o Yverdon, fora de casa.

França

Em solo francês, apenas dois jogos contaram com tentos verde-amarelos. No primeiro, o Monaco bateu o Boulogne por 3 a 1, com dois gols do artilheiro do campeonato Nenê. Na outra partida, o meia Éderson fez o gol de honra do Lyon na goleada de 4 a 1 sofrida para o Nice.

Escandinávia

Como sempre, os países escandinavos enchem a Brasucas ao Extremo. Desta vez não foi diferente. Na Suécia, Wilton Figueiredo marcou para o Malmo no empate, fora de casa, com o GAIS. O time ainda voltou a campo quatro dias mais tarde, contra o Kalmar, novamente fora de casa, e foi derrotado por 5 a 4, com gol de Ricardo Santos para os donos da casa. O atacante também marcou no empate entre Kalmar e Helsingborg. Outro que vem fazendo sucesso em terras estrangeiras é Antônio Flávio, que garantiu a vitória do AIK sobre o Hammarby.
Na Noruega, José Mota deu a vitória ao Molde sobre o Fredrikstad, enquanto Diego Silva, ex-Londrina, não conseguiu evitar a derrota do Aalesund para o forte Rosenborg. Para completar, Felipe Gonçalves fez dois na goleada por 4 a 1 do Naestved em cima do Thisted, este pelo Campeonato Dinamarquês.

Leste Europeu

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Luiz Adriano com a camisa do Shakhtar

Assim como a Escandinávia, outra região recheada de brasileiros é o leste europeu. O primeiro alvo é a Ucrânia, onde o Shakhtar venceu o Tolouse por 4 a 0 na última quinta-feira, com gols de Fernandinho e Luiz Adriano duas vezes, pela Liga Europa. Já na Liga, o único tupinquim a comemorar foi o ex-flamenguista Jajá, na vitória do Metalista sobre o Vorskla Poltava.
Na Bulgária, o meia Tom, que já defendeu as cores de Botafogo e Portuguesa deu os três pontos para o Litex diante do Lokomotiv. Já José Júnior, ex-Duque de Caxias, ficou, junto ao seu Slavia Sofia, no empate com o Cherno More Varna. Mas quem não conseguiu somar nenhum ponto foi o Lokomotiv Plovdiv, que mesmo com gol de Rafael Sciani, foi derrotado pelo Sliven.
Em solo húngaro, o Lombard-Papa conseguiu atropelar o Nyiregyhaza por 5 a 1, e Alex fez dois neste placar. Perto dalí, no ex-clube da lenda Puskas, o Honved, Diego saiu para o abraço nos 3 a 0 sobre o Szolnok.
Um jogador que deveria ter recebido chance nesta última convocação de Dunga seria o atacante Welliton, que mais uma vez brilhou com a camisa do Spartak de Moscou, fazendo dois na vitória sobre o Khimki. No dia seguinte, outro Spartak entrou em campo pelo Campeonato Russo, mas o de Nalchik, que contou com gol de Leandro da Silva para arrancar empate do Zenit.
Na Polônia, o jovem zagueiro Marcelo, ex-Santos, garantiu o triunfo do Wisla Krakow  sobre o Piast Gliwice. Fora da elite do país, Dudu Paraíba fez o goleiro adversário buscar a bola nas redes duas vezes no elástico 7 a 0 do Widzew Lodz em cima do Znicz.
Para fechar a região, dois países que garantiram suas vagas na próxima Copa do Mundo. Na estreante Eslováquia, o atacante Gaúcho, ex-Juventus, fez para o Slovan Bratislava em cima do Sobota. Já na Sérvia, Cléo marcou dois para o Partizan diante do Rad, em clássico de Belgrado.

Grécia e Chipre

No sábado, o Olympiakos bateu o Ergotelis por 2 a 1 pelo Campeonato Grego, e o meia Dudu Cearense anotou um. No dia seguinte, pela Liga do Chipre, o Ermis fez 5 a 3 em cima do Aris. Joeano fez três e Wender um para os donos da casa, enquanto Eduardo Marques descontou para os visitantes.

Oriente Médio

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Juninho em jogo pelo Al-Gharrafa

Fora da Europa, a viagem chega à terra dos petrodólares. Nos Emirados Árabes Unidos, Marcelinho fez os dois do Sharjah na vitória sobre o Al Nasr. Outro que fez os dois do seu time foi Alexandre Oliveira, no êxito do Al Wasl diante do Al Dhafra. Mas quem não se contentou com dois gols foi Fernando Baiano, que deixou três na goleada do Al Wahda em cima do Al Shabab. O meia Pinga também fez um para os donos da casa.
Perto dalí, no Qatar, o meia Roger participou da vitória do Al Sailiya sobre o Al Shamal. Mesma sorte não tiveram Juninho Pernambucano e Júlio César, que ficaram em empate e derrota com as camisas do Al Gharrafa e Al Ahli, respectivamente.
Já na Liga do Bahrein, quem aparece mais uma vez por aqui é o atacante Rico, desta vez na vitória de 2 a 0 do Al Muharraq sobre o Manama.

Coréia e Japão

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Danilinho comemora no Jaguares

Na Terra do Sol Nascente, a legião de brasileiros é grande e um time que vem forte é o Kawasaki Frontale, que massacrou o Sanfrecce Hiroshima por 7 a 0, com dois gols de Juninho e um de Renatinho. Omiya Ardija e Kashima Antlers também venceram, com gols de Rafael Mariano e Marquinhos, respectivamente.
Pela segunda divisão do país, Maranhão e Kaio marcaram nas vitórias do Ventforet e Cerezo Osaka. Já Josimar, ex-Ipatinga, ficou apenas no empate com seu Ehime diante do Gifu.
De volta ao continente, na Coréia do Sul, o atacante Índio, que recentemente se destacou com a camisa do Vitória, deixou o seu na goleada de 4 a 1 do Gyeongnam sobre o Seongnam Ilhwa. No dia anterior, Edu havia empatado o placar para o Suwon diante do Jeonbuk.

México

Se há duas semanas quem apareceu aqui foi o atacante Itamar, desta vez o destaque vai para Danilinho, ex-Santos e Atlético Mineiro, que garantiu pelo menos o empate do Jaguares contra o Santos Laguna, no sábado.

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Palmeiras

A semana foi praticamente perfeita para o Palmeiras. Depois de ver os principais concorrentes ao título tropeçarem no final de semana, o Verdão completou a rodada na quarta-feira e conseguiu bela vitória sobre o Cruzeiro, em pleno Mineirão, isolando-se na liderança da competição. Porém, para o duelo deste sábado contra o Atlético Paranaense, terá as ausências de Cleiton Xavier, Armero, Danilo e Wendel. Outro que em breve desfalcará o elenco será Diego Souza, que novamente foi convocado por Dunga.

Atlético Mineiro

Depois de ficar no zero com o Náutico, em Recife, o Galo viu o seu principal jogador, o atacante Diego Tardelli, ser mais uma vez convocado para defender a Seleção Brasileira. Porém, o artilheiro ainda joga neste final de semana, contra o Santos. Para o embate contra o Peixe, no Mineirão, o técnico Celso Roth também contará com o pentacampeão Ricardinho, que deverá fazer sua estreia com a camisa alvinegra.

Atlético Paranaense

Após bater o Sport por um magro 1 a 0, em plena Arena, o fraco futebol apresentado foi reconhecido por todos. Em busca de uma melhor colocação na tabela, a diretoria do Furacão acertou os reforços dos atacantes Rodrigo Tiuí e Brasão, além do zagueiro Everton. Outra boa notícia para os rubro-negros foi a liberação do técnico Antônio Lopes para comandar o time neste sábado, diante do Palmeiras.

Náutico

Ainda muito ameaçado pelo rebaixamento, o Timbu empatou no último final de semana contra o Atlético Mineiro e ao longo da semana o técnico Geninho comemorou as chegadas de Tuta, Élton, Bruno Mineiro e Irênio. E para o duelo contra o Coritiba, fora de casa, Irênio e Tuta poderão fazer suas estreias. Além dos novos reforços, Anderson Santana entrará na vaga de Michel.

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longe-do-gol-brunobonsantiFutebol não acontece apenas dentro de campo. Fora dele, nos chamados bastidores, declarações, cartolagens e outras coisas mexem com o esporte bretão. A proposta desta coluna é justamente trazer aos leitores análises, opiniões e informações sobre os acontecimentos que transcendem as quatro linhas do campo. Tratarei aqui de tudo que acontece longe do gol.

E para começar, nada melhor do que falar um pouco de Dunga, provavelmente o personagem mais em evidência no cenário futebolístico brasileiro. O capitão do tetra faz grande trabalho a frente da seleção nacional. Com as conquistas da Copa América, das Confederações, e a classificação à África do Sul com três rodadas de antecedência, mais cedo que qualquer treinador que o precedeu, afastou todas as dúvidas sobre sua continuidade no cargo.

Qualquer outro técnico, com essa campanha, seria imune a críticas. Dunga não é. E não é porque tem um mau relacionamento com a imprensa que vem desde os tempos de jogador.

Injustamente, como todos os jornalistas sérios sempre apontam, um período no qual o futebol brasileiro foi pobre, emprestou o nome do volante. A “Era Dunga”, caracterizada por um jogo de muita marcação e pouca criatividade, fez da vida de Carlos Verri um calvário.

O desabafo do capitão, ao levantar a taça do tetracampeonato, foi justíssimo. Talvez um pouco exagerado, mas qualquer ser humano consegue entender que outro extravase quando atinge um objetivo tão difícil. Se ficasse por aí a magoa de Dunga com a imprensa, não haveria problema. Mas há, pois o treinador vem cultivando esse ressentimento durante os anos e, sempre que pode, desconta sobre qualquer um, “culpado”, ou não.

Na coletiva de imprensa após a linda vitória contra a Argentina, Fernando Gavini, que não deve ter muito mais que 30 anos e, portanto, ainda via desenhos animados na TV Manchete durante a “Era Dunga”, perguntou se a desorganização defensiva do time alviceleste ajudou o Brasil a vencer a partida.

Pergunta muito pertinente, pois vamos combinar que uma zaga formada por Seba e Ortamendi é um trunfo para qualquer time que jogar contra eles. Dunga, entretanto, considerou a questão como uma desvalorização do resultado conquistado por sua equipe, como se explorar as deficiências adversárias fosse algum tipo de demérito, e ridicularizou o repórter da ESPN Brasil, traduzindo a pergunta com um tom irônico e arrogante aos colegas argentinos.

E é justamente esse tom irônico e arrogante, recorrente nas declarações, principalmente pós-vitórias, que faz o treinador não ser unanimidade. Seus primeiros passos como comandante do principal time de futebol do país foram muito parecidos com os de detentor da camisa 8. Com razão, os jornalistas duvidavam de alguém que nunca havia sido técnico. As conquistas, como já falado, fizeram muitos passarem de critico ferrenho a crítico nenhum. Dunga não deixa essa hipocrisia passar em branco.

Declarou já ter um hall de amigos e não procura outros. Cutucada óbvia naqueles que pediam sua cabeça e agora o veneram. Novamente, se ficasse por aí o desagrado do treinador com a imprensa, teria minha admiração. O problema é que além de desprezar os hipócritas, ele também não parece gostar dos jornalistas sérios, que criticam aquilo que tem que ser criticado, sem se deixar iludir com as vitórias.

Dessa forma, passa a impressão de não gostar nem de gregos, nem de troianos, e preferir que a imprensa fique bem longe dos treinos e jogos da seleção brasileira.

Ele poderia tomar como exemplo um treinador que passou por uma situação muito parecida com a dele, e que também treina uma equipe nacional, só que em outro esporte. Muito da derrota da seleção brasileira feminina de vôlei, na semifinal das Olimpíadas de Atenas em 2004, contra a Rússia, tendo 7 match points a favor, foi creditada a José Roberto Guimarães. Ao redimir-se em Pequim-08, trazendo a medalha de ouro inédita ao Brasil, em nenhum momento esboçou algum discurso do tipo “calar a boca dos críticos”. Essa atitude fez com que o único treinador a ser campeão olímpico com seleções dos dois gêneros fosse mais admirado do que nunca.

O capitão do treta não deve procurar admiração ou aprovação da mídia, mas também não é necessário desrespeitar e ser mal-educado com todos que cobrem seu trabalho, o qual, dentro de campo, merece muitos elogios. Como essa coluna trata do que acontece fora das quatro linhas, eu o critico. Dunga não sabe ganhar.

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Dunga convocou, na tarde de hoje, os 22 jogadores que enfrentarão a Argentina, no dia 5 de setembro em Rosário, e o Chile, dia 9 do mesmo mês, na Bahia. E sem muitas surpresas. Dos escolhidos para o amistoso contra a Estônia, apenas Diego Tardelli não foi chamado por motivos técnicos. Gomes e Kleberson também não figuram na lista, mas por terem sofrido lesões.

Dunga

O treinador convocou a seleção brasileira para os amistosos contra Argentina e Chile

No lugar do atacante do Galo, Adriano, artilheiro do Campeonato Brasileiro, volta à seleção pela primeira vez desde fevereiro. Acredito ser uma convocação precipitada, e a única novidade que contesto, pois o Imperador ainda não demonstrou estar em plena forma física, e seu futebol já foi muito melhor.

Gomes machucou-se e ficará seis meses fora. Dessa forma, Victor, que é muito mais goleiro que o ex-cruzeirense, volta a seleção. Para o lugar de Kleberson, o volante Lucas, ex-Grêmio, finalmente é convocado após um longo e tenebroso inverno que dura desde as olimpíadas.

 O problema é que, se Dunga pensa em utilizá-lo da mesma forma que utilizou o flamenguista na partida contra a Estônia, o treinador do scratch canarinho ficará decepcionado, pois essa não é a posição do atual titular do Liverpool. O armador pela direita é muito mais a praia de Ramires e Elano do que de Lucas, que rende melhor na vaga de Gilberto Silva, como jogou, muito bem, em Pequim-08. Resta só saber se o capitão do treta pensa em sacar seu capitão.

Convocação:

Goleiros: Júlio César (Inter de Milão) e Victor (Grêmio)

Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Maicon (Inter de Milão), André Santos (Fenerbahçe) e Filipe Luis (Deportivo La Coruña)

Zagueiros: Lúcio (Inter de Milão), Juan (Roma), Luisão (Benfica) e Miranda (São Paulo)

Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos), Felipe Melo (Juventus), Josué (Wolfsburg) e Lucas (Liverpool)

Meias: Elano (Galatasaray), Ramires (Benfica), Kaká (Real Madrid) e Julio Baptista (Roma)

 Atacantes: Robinho (Manchester City), Nilmar (Villareal), Luis Fabiano (Sevilla) e Adriano (Flamengo)

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Luis Fabiano, o autor do único gol na peleja desta tarde

Luis Fabiano, autor do único gol da peleja

Outro inconveniente de brigar com bêbado é que a facilidade do embate acaba culminando na falta de motivação e em uma auto-suficiência que o impede de nocautear o adversário. Isso explica, mais que eventuais erros de passes ou defeitos táticos, por que o Brasil, embora claramente superior durante a partida inteira, demorou 42 minutos para fazer seu único gol.

A Estônia encontrava sérios problemas para sair com a bola e, posteriormente, em saber o que fazer com ela. Mesma dificuldade que os câmeras responsáveis pela geração das imagens tinham em acompanhar a redonda. Ainda assim, enquanto o scracth canarinho ciscava de um lado para o outro, o primeiro a finalizar em gol foi o camisa 7 do time da casa. Puri arriscou da intermediária com certo perigo, aos 9 minutos da primeira etapa. Pouco depois, Kaká também arrematou de fora da área, aos 12.

A seleção de Dunga forçava muito o jogo pela direita. Explicado pelo fato de o time ter uma saída por lá com Kleberson, e depois Elano. O outro lado tem Felipe Melo, que não tem características de armador. E Robinho, que deveria ajudar André Santos, isolava-se na ponta-esquerda.

Curiosamente, o gol saiu quando o atacante do Manchester City abandonou seu latifúndio esquerdista para aparecer na meia-direita e jogar a bola na área. Luis Fabiano, oportunista como sempre, aproveitou a pixotada do zagueiro estoniano Bärengrub e tocou na saída do goleiro.

O segundo tempo começou quase na mesma toada, mas com o time pentacampeão mundial finalizando um pouco mais. Em 5 minutos, dois chutes rumaram à meta do goleiro Pareiko.

Aos 15, começou a festa das substituições. Saíram Maicon, Kaká e Robinho para a entrada de Daniel Alves, Júlio Baptista e Tardelli, respectivamente. Nilmar e Miranda entrariam, mais tarde, nas vagas de Luis Fabiano e Luisão.

Embora, nos últimos jogos, até um cone tenha mais mobilidade que Robinho, Tardelli entrou muito bem na partida, movimentando-se por todo o campo, chutando em gol e criando chances. A boa atuação do atacante do galo, entretanto, tem que ser relativizada, tendo em vista a fragilidade do adversário. Em todo o caso, ele aproveitou como pode a chance que teve.

Nos números o Brasil fez um segundo tempo melhor que o primeiro. Nos 45 minutos iniciais foram 8 chutes para o time tupiniquim contra 3 dos ex-soviéticos. Na segunda etapa, os brasileiros arremataram mais 10 vezes contra apenas 4 tentativas estonianas. Em campo, também foi fácil perceber essa melhora, que se deu muito em função da entrada dos reservas, mais motivados que os titulares.

O saldo do amistoso é justamente o que se esperava. Tecnicamente, Dunga não pode tirar nenhuma conclusão. Agora, o cofre da CBF volta da Estônia muito mais abarrotado do que estava.

Por que o Brasil venceu?

Além da obviedade de um time ser pentacampeão mundial e o outro semi-profissional, o Brasil finalizou mais a gol e tem jogadores de muito mais qualidade. A Estônia não conseguia sair tocando a bola e arriscava lançamentos em demasia. Foram 48, com apenas 8 certos.

O que isso muda na formação do time de Dunga?

Qualquer conclusão a que ele possa, por ventura, ter chegado tem que ser relativizada, entretanto, ele pode perceber que o lado esquerdo precisa ser trabalhado. Filipe do La Corunã, a nova aposta da posição, poderia ter sido testado. Além disso, Diego Tardelli fez boa partida.

Brasil 1 x o Estônia

Estádio: Arena Le Coq, Tallin (EST)

Data: 12/08/2009

Arbitragem: Martin Ingvarsson, auxiliado por Peter Ekstrim e Joakim Flink, todos da Suécia.

Brasil: Júlio César; Maicon (Daniel Alves), Lúcio (Miranda), Luisão e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Kleberson (Elano) e Kaká (Julio Baptista); Robinho (Diego Tardelli) e Luis Fabiano (Nilmar). Técnico: Dunga

Estônia: Sergei Pareiko; Enar Jääger, Alo Bärengrub, Ragnar Klavan e Raio Piiroja; Aleksandr Dmitrijev (Martin Vunk), Konstantin Vassiljev, Sando Puri (Purje) e Joel Lindpere (Dmitri Kruglov); Tarmo Kink (Kristen Viikmäe) e Sergei Zenjov (Vladimir Voskoboinikov). Técnico: Tarmo Ruutli.

Gols: Luis Fabiano, aos 42 do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Dmitrijev e Pareiko da Estônia. Lucio, Felipe Melo, Luisão, Daniel Alves e Nilmar do Brasil.

Cartões vermelhos: Kruglov, da Estônia.

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Brigar com bêbado é uma situação delicada. Se o seu oponente é derrubado, você não fez mais que a obrigação. Agora, caso você leve alguns socos e saia de olho roxo, o mundo, sem dúvida, cairá sobre sua cabeça. Levando em consideração que a Estônia é a 112ª colocada no rank da FIFA, a federação nacional de futebol tem apenas 17 anos, não há nenhum jogador de expressão mundial em seu time e o esporte bretão perde pra patinação no gelo e basquete na preferência do povo – e por razão disso haverá apenas 8 mil pessoas em um estádio para 12 mil – podemos dizer que o adversário do Brasil amanhã tomou algumas vodkas.

E por causa dessa peleja, o jogo entre Atlético-MG e Palmeiras foi remanejado para hoje à noite. Dessa forma, o Galo disputará o jogo mais importante do Brasileirão até o momento, sem seu principal jogador, o Diego Tardelli. Por causa do absurdo que é o nosso calendário, as datas FIFA costumam atrapalhar o andamento dos campeonatos. Quando isso, finalmente não aconteceria, os comandantes do nosso futebol, por razões que transcendem o puro e simples masoquismo, resolvem fazê-lo.

Eu não gosto quando a televisão desmembra a rodada para preencher a sua programação. Na verdade, me da a estranha sensação de que o bom andamento do torneio não faz parte de suas prioridades. Entretanto, no caso desta rodada em que estamos, essa decisão pode mudar tecnicamente o resultado do jogo, e do campeonato. É evidente que o Atlético pode, hoje à noite, vencer bem o Palmeiras, jogando com casa cheia, mas não seria muito mais fácil com Tardelli em campo?

O pior de tudo é que o atacante do Galo não será devidamente testado. Muito menos Filipe, lateral-esquerdo do La Coruña. Além disso, duvido muito que Dunga conseguirá alguma conclusão neste duelo.

No campo, portanto, a partida não trará benefício algum à seleção brasileira. O que fomos fazer lá então? Provavelmente, arrecadar uma graninha para ajudar na manutenção do novo jatinho de luxo da CBF.

Estônia x Brasil

Local: Le Coq Arena, Tallin (EST)

Horário:14h15 min

Árbitro: Martin Ingvarsson.

Estônia (4-4-2): Pareiko; Jääger, Piiroja, Bärengrub e Klavan; Vunk, Dmitrijev, Vassiljev e Purje; Zenjov e Viikmäé. Técnico: Tarmo Rüütli.

Brasil (4-4-2): Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan (Miranda) e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luis Fabiano. Técnico: Dunga.

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Existe, em minha concepção, um grave problema por considerarmos que o Brasil é o “país do futebol”. E esse problema não atinge o âmbito dessa classificação – que apesar de tudo é muito justa, ao meu ver. Ao nos auto-definirmos como o país do esporte bretão entramos em um campo perigoso e que cada dia mais vem se provando equivocado: estamos cada vez mais mal acostumados. Craques nascem, crescem e morrem em nossas terras – tudo bem, a parte do crescimento se dá quase sempre na Europa, afinal nem tudo é perfeito – e teimamos em sempre encher a boca para reclamarmos.

Na semana que acabou de terminar um enorme cala boca foi dado em 99,9% da população brasileira. Dunga, aquele que todos criticavam mas que agora ninguém nunca falou mal, levou a Seleção ao segundo título desde que assumiu o comando. Críticas, gritos de burro, xingamentos e ofensas foram misturados e transformados nos canecos da Copa América e da Copa das Confederações. Deixamos para trás algumas equipes que sempre estão (bem) na boca do povo por aqui, Argentina e Espanha. Jogamos bola redonda, nem sempre bonita, e fomos campeões. Mais uma vez.

Dunga provou que pode vir a ser um ótimo técnico, ainda não é. Tem muito, mas muito mesmo a aprender. Precisa ser menos turrão, menos respondão, precisa abrir um pouco mais os olhos. Mas não há dúvidas de que evoluiu muito. Pegou um time de estrelas mimadas e transformou em uma equipe de homens. Homens que jogam futebol burocrático, muitas vezes sem brilho, com chutões. Mas que ganham partidas. Nomes? Nem sempre foram o alvo preferido do treinador. Adriano, Fred, Ronaldo e Ronaldinho deram espaço para Luís Fabiano, Felipe Melo, Ramires e, claro, alguns exóticos como Bobô e Afonso Alves. E o time engrenou, chegou à lista dos favoritos para a Copa do Mundo.

Não podemos esquecer, é claro, dos erros. Mas devemos fazer como Dunga. Quieto ele parece ter aprendido com seus erros. Não aprendeu tudo, mas parece estar aberto ao aprendizado. Ainda arma o time com muitos volantes, é verdade. Mas eu, confesso, não armaria diferente. O meio-campo canarinho está fluindo como há tempos não se via. O quadrado mágico que de mágico nada tinha deu espaço ao talento inigualável de Kaká, a técnica apurada na defesa e no ataque de Ramires e a raça de Felipe Melo. Gilberto Silva, é claro, é o nome contestado. Mas tem a confiança de Dunga. E lembremos: toda unanimidade é burra, diria o poeta da bola Nelson Rodrigues.

Vamos ganhar a Copa? Não sei. Mas nossa Seleção voltou a ser respeitada. Voltou a jogar para vencer e não para render. E boa parte disso é dedo do Dunga. Somos muito mal acostumados e por isso teimamos em reclamar. Se fosse Zagallo, sem dúvida alguma, Dunga diria: “Vocês vão ter que me engolir”. E talvez a digestão nem vá ser assim tão ruim…

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