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Posts Tagged ‘Fernando Carvalho’

longe-do-gol-brunobonsantiNo dia 29 de maio deste ano, os presidentes dos quatro grandes clubes paulistas reuniram-se no Hotel Recanto dos Alvinegros, anexo ao CT Rei Pelé em Santos. A idéia era fazer a reunião que daria o pontapé inicial a uma organização chamada G4, na qual Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras uniriam forças para fortalecer a marca dos quatro times.  A reunião foi um sucesso e seria repetida outras vezes, havendo um revezamento de anfitriões.

O problema é que essa ótima idéia, que consistia em melhorar os acordos de TV, trocar informações administrativas e de marketing, valorizar os clássicos paulistas e até, pasmem, determinar um teto salarial para jogadores e treinadores, morreu pouco tempo após nascer.

Houve outra reunião, na semana passada, dessa vez promovida por Luiz Gonzaga Belluzzo, e tudo corria bem, até quinta-feira, quando o presidente palmeirense criticou o santista, usando, inclusive, palavras como mesquinho e incorreto. Segundo o economista, Marcelo Teixeira havia prometido liberar mil ingressos para o clássico entre Santos e Palmeiras na capital. O fato é que apenas 500 foram liberados, o que desencadeou a fúria do alviverde.

E há outras brigas internas também. Andres Sanchez,  depois de admitir voltar a jogar no Morumbi na primeira reunião, reiterou a antiga posição de não usar o estádio são paulino enquanto ele for presidente em declaração feita na festa de 99 anos do Corinthians. O presidente alvinegro está entrando por um caminho, no qual muitas coisas interessantes ao clube não acontecerão enquanto ele sentar na cadeira presidencial.

Essa atitude infantil e amadora prejudica tanto o São Paulo, que perde seu principal inquilino, quanto o Corinthians que, caso chegue à final da Libertadores, será obrigado a jogar para 30 mil pessoas no Pacaembu – isso se a Conmembol aceitar – ou em algum estádio interiorano.

Evidentemente ninguém pode cobrar do torcedor que ele se una aos seus rivais, embora o melhor fosse que todos soubessem as diferenças entre rivalidade e inimizade. Entretanto, os dirigentes devem comandar seus clubes com a razão, e não com o coração. Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos devem brigar apenas dentro do campo, pois fora dele é imprescindível que os quatro trabalhem juntos para melhorar primeiro o futebol paulista, e depois o brasileiro. Esse amadorismo é justamente o que impede o nosso futebol de atingir o grande potencial que tem.

Em terra de cego…

Falando em amadorismo, a diretoria do Internacional demitiu o técnico Tite para contratar Mario Sérgio. Eu não sou dos que acham que o colorado é a grande decepção do ano. Esse posto será eternamente do Fluminense. O time gaúcho venceu o Campeonato Gaúcho invicto, chegou à final da Copa do Brasil e saiu das quatro primeiras colocações apenas na última rodada. Vencer campeonatos é exceção e não pode ser cobrado de nenhum time.

Fernando Carvalho já havia declarado que não conhece nenhum caso em que a troca de treinadores tenha sido preponderante para a conquista do título, mas agora, faltando apenas 11 rodadas, traz um treinador, que entende muito de futebol, mas nunca fez uma campanha digna de registro nos pontos corridos.

Ele mudou de idéia e acha que essa mudança pode levar o colorado ao tetracampeonato? Ou simplesmente já desistiu? Na verdade é simplesmente sábio ditado. A diretoria do Internacional enxerga um pouco melhor que as outras, fato que, no Brasil, não quer dizer muita coisa.

Enquanto isso..

Por outro lado, palmas a Mauricio Assumpção, presidente do Botafogo.  Ele havia combinado com o seu equivalente na gávea, Delair Dumbrosk, que dividiria a carga de ingressos no clássico entre as equipes no Engenhão, caso ela fosse igual também no Maracanã, como aconteceu. O conselho do glorioso vetou a igualdade dos ingressos, mas Assumpção bateu o pé e cumprirá sua promessa. Por essa, e por outras, que eu torço para que o Botafogo não caia.

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Estou cansado da falta de Violas e Vampetas no futebol nacional. A pseudo-educação da maioria dos jogadores que atuam hoje em nossos tapetes verdes é irritante. Considerar que o XV de Pirapocabense não é um adversário fraco e que todo o cuidado é pouco contra um time que vem em franca evolução na Série J-3 do Paulista me soa como exagero cretino. Sou da época de que futebol se jogava muito fora dos campos. E vejam vocês, ainda estou completando minha segunda década de vida.

Hoje só discutimos táticas. Todos são especialistas em 3-5-2, 4-4-2, 4-5-1 e outros esquemas utilizados por aí. Sentamos no bar e logo abrimos a latrina, digo boca, para falarmos besteira, digo discutirmos em alto nível. As mais mirabolantes variações táticas são “descobertas”, o deslocamento de atacantes para a ala direita e de zagueiros para a armação são ideia nossas que fariam “com certeza com que esse time jogasse melhor!”. Não! Chega! Não quero mais discutir tática! Não quero mais sentar do lado de gente que faz parte da mais nova onda da internet: a “Geração Sei Tudo, vou ao Google”.

Nunca vou esquecer dos tempos em que Viola, atuando pelo Corinthians, ficava de quatro e imitava um porco só para irritar os palmeirenses. E quando esses mesmo palmeirenses usavam essa imagem para meter uma goleada no jogo seguinte e não só para ir na TV e falar que “o caro Viola está incitando a violência e é um menino muito mau, amém”. Por favor, voltem com os bons tempos! Quero mais apelidos, mais tiradas sarcásticas, mais imitações. Só não quero voltar a ver alguém tirando uma máscara da cueca e colocando na cara. Um pouco de limpeza sempre ajuda, sem dúvidas.

Fernandocarvalhando

Depois desse enorme desabafo feito acima – sei que não vai dar em nada, mas me senti um pouquinho a mais falando o que acho! – vou soprar a corneta bem alto. Os alvos? Os senhores de preto que vem conduzindo as partidas nos campos brasileiros. Os seres mais xingados da face da Terra. Sim, os juízes.

Concordo que muitos dirigentes, jogadores, técnicos e torcedores são muito chatos. Chamam de assalto descarado um impedimento de 0,01 centímetro não assinalado. “Vamos ter calma nóis”, diria um Fulando em Carandiru. E vamos ter calma mesmo. Mas calma não significa ser omisso e passar a mão na cabeça dos apitadores.

Os erros tem sido cada vez mais constantes. E acabam justificando “chororôs” de gente como Fernando Carvalho, diretor do Inter, que nunca aceita as derrotas de seu time. Sempre crê em complôs mirabolantes. Carvalho reclama demais, mas começa a ter razão. Na rodada do último final de semana um impedimento mal assinalado fez com que o Avaí não saísse em vantagem contra o São Paulo em pleno Morumbi. Assim como um pênalti mal assinalado deu a vitória ao Palmeiras, na rodada anterior a esta, contra o Barueri. Ambos os times paulistas citados são concorrentes diretos do Colorado na luta pelo título.

É dar palha para Fernando Carvalho queimar com suas fernandocarvalhices (e perdão pelo neologismo mais do que bestial). É dar brecha para aqueles que lutam pela inserção de máquinas no esporte bretão. É dar abertura para o futebol ficar cada vez mais chato.

Não acabem com meus domingos, senhores juízes. Por favor.

Cutucadas

– Não que o Avaí fosse vencer o São Paulo, mas o gol mal anulado dos catarinenses quando o jogo estava 0 x 0 pode ter mudado bastante coisa. Ponto para Fernando Carvalho.

– Já no Beira-Rio, faltou anular um gol ilegal do Cruzeiro, que deste modo venceu o Inter. Mais um para Fernando Carvalho…

– Quando Muricy Ramalho vai perceber que o Palmeiras não é o São Paulo e que o Verdão não sabe jogar com volantes saindo pelo ladrão?

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