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Posts Tagged ‘Goiás’

Tenho na parede do meu quarto três pôsteres do meu time do coração. São três títulos conquistados e que ficarão eternamente na minha memória – e não na parede, claro. São retratos de uma simbologia do futebol e que este ano está sendo maltratada pelos times que disputam o título do Brasileirão. Flamengo, Internacional, Palmeiras e São Paulo – na ordem de classificação e, talvez, favoritismo – enganam bem e escancaram a falta de nível técnico do Campeonato Brasileiro, que pouco a pouco vai se confundindo com emoção. O fato é que nenhum time quer ter seu pôster pronto.

O Flamengo venceu o Corinthians. Ok. O Alvinegro paulista jogava sem vontade e, sem lero-lero, sabemos que a vontade corintiana estava em baixa. Ninguém em São Paulo duvida que o time do Parque São Jorge preferisse perder a partida e conseguir ser o único paulista com um título no final da temporada. Sem nada – ou quase nada – a ver com a história toda, o Mengão saiu com os três pontos de Campinas. Assumiu a liderança e pegará o Grêmio na última rodada. Difícil? Não.

Não será tão difícil assim para o Rubro-Negro enfrentar o Grêmio. Pois maior do que a vontade corintiana de ver seus rivais na seca, é a gremista de ver o Internacional sem o Brasileiro no ano do centenário – que, pasmem, poderá terminar com apenas o Gaúcho conquistado. O Colorado ressurgiu das cinzas e figura na vice-liderança. Não fossem tropeços bobos ao longo do campeonato, seria campeão com antecedência. Hoje, se divide entre a rivalidade e a chance do título. O coração vermelho de Porto Alegre bate, acreditem, um pouquinho mais tricolor.

Quem também ressurge após vacilos inexplicáveis é o Palmeiras. A equipe de Muricy Ramalho, que para muitos e muitos já estava morta, poderia ter ficado com a ponta da tabela ao final desta rodada. Não ficou e, por isso, tem poucas chances de ser campeão. A vaga na Libertadores ainda não está assegurada, mas está bem próxima. Ao bater o Atlético Mineiro, o Verdão parece ter reconquistado a confiança. Pena que enfrentará um desesperado Botafogo, que para não retornar à Série B – seria o segundo rebaixamento em seis anos – precisa da vitória no próximo domingo. É, talvez, o confronto mais difícil dos postulantes ao título. A carta verde, acredito, está fora do baralho.

Quem também está fora é a carta tricolor. O São Paulo tropeçou mais uma vez em sua incompetência – e na competência do Goiás, é bem verdade – e deixou o posto de “o hepta virá neste domingo” para assumir o de “Libertadores será o máximo”. Pela primeira vez Jason morre. Morre porque os jogadores estão apáticos, tristes e, acima de tudo, indisciplinados. O Tricolor paga com derrotas a falta de cabeça de seus atletas, que somam cartões atrás de cartões. Ricardo Gomes fez um belo trabalho, mas ao que parece morrerá na praia. Nada de desesperador para um time que dominou o país nos últimos três anos.

Na ponta de baixo da tabela, destaco outro Tricolor, o das Laranjeiras. Podem dizer que queimei minha língua, e digo que a queimei com orgulho. Desde a volta de Fred estava cravado que o Fluminense não cairia. É elenco para estar no topo. Pena que não soube jogar em boa parte do campeonato. O rebaixamento é passado e torço muito pelo título da Sul-Americana.

Cutucadas

– Obrigado Felipe, goleiro do Corinthians, por protestar de forma tão legal contra a situação da arbitragem brasileira. Precisamos de providências urgentes!

Dorival Júnior saiu do Vasco. O cruzmaltino parece não ter aprendido com alguns rivais como sair bem da Série B

– A CBF colocou Diego Souza e Cleiton Xavier como meias-direita na votação da Seleção do Brasileiro. Não sabia que eles jogavam um em cima do outro no Palmeiras…

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A torcida cobra com razão. Os jogadores mostram em campo que esta razão não é um dos maiores primores da equipe. O treinador teima em resmungar e culpar a imprensa por tudo que está acontecendo. O presidente fala o que todos gostariam de falar e é suspenso pelo maior circo brasileiro, o STJD. O jogador folclórico acerta um soco em um companheiro e dá um nocaute nas chances de disputa de título. O Palmeiras sucumbe no Campeonato Brasileiro.

Não posso afirmar com todas as certezas que o time do Parque Antártica não será campeão brasileiro, já que neste ano a disputa fica mais no quesito “Quem entrega mais”. Mas a troca de socos entre Obina e Maurício sepultou o Palmeiras, que há tempos pedia para tomar o golpe final. Muricy Ramalho chegou e a ideia era que tudo ficasse melhor do que estava – na liderança. Mas a queda foi livre e hoje o Verdão é uma zebra no Brasileirão.

O torcedor palmeirense arranca da parede mais um calendário completo e não vê sua equipe levar o título nacional. Pelo segundo ano seguido, o que é pior, vê o time disparar e perder força, caindo como um balão que murcha na reta final. A saída de Diego Souza é um dos motivos, claro. E sim, ele saiu, afinal desde que voltou da Seleção não jogou mais bola. Assim como as ausências de Cleiton Xavier e Pierre foram problema também.

Mas a queda do Palmeiras é uma soma complicada de fatores. Não cabe a mim julgar a competência de ninguém que está no comando – do time, do clube, da diretoria… –, mas tenho que exercer minha função nessa coluna e alertar. O Palmeiras? É a maior ciranda de maluco que o Brasil tem hoje. Pobre torcida, que a cada ano só sofre mais. Sofrer por essência, sabemos, é em outro Parque… lá da certo. Com o Verdão? Duvido muito.

Cutucadas

O Goiás jogou pela primeira vez no segundo turno. Logo contra o Flamengo. Pobre Rubro-Negro…

Será que o Internacional ainda está na disputa?

Gols mal anulados, pênaltis fora da área, impedimentos errados. A arbitragem brasileira, assim como STJD, é uma piada de mau gosto

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selecao-da-rodada7

Viafara – Vitória

O excêntrico goleiro colombiano teve bela atuação e conseguiu parar o ataque Colorado e dar a confiança necessária para os baianos conseguirem a vitória.

Vitor – Goiás

Não é de hoje que o lateral vem jogando bem. Contra o Corinthians, tomou conta da ala direita de campo, tanto defendendo como apoiando o ataque.

Álvaro – Flamengo

Surpreendentemente está fazendo boas partidas com a camisa rubro-negra, desde sua chegada o time começou a tomar menos gols.

Ronaldo Angelim – Flamengo

Parece ter encontrado finalmente um bom companheiro para a defesa. Contra o Coritiba, mais uma vez mostrou segurança e técnica com a bola nos pés.

Júlio César – Goiás

Junto com seu companheiro do lado direito, o lateral-esquerdo é o grande destaque do clube goiano. Com velocidade e habilidade, infernizou Alessandro no Pacaembú, além de ter dado três assistências.

Marquinhos – Avaí

O veterano meiocampista é a cabeça pensante do time catarinense. Contra o Barueri, comandou o setor e ainda deixou seus companheiros duas vezes na cara do gol para marcar.

Souza – Grêmio

Mais uma vez na Seleção da Rodada, o meiocampista vem mostrando futebol que para alguns merecia até a Seleção Brasileira. Contra o fraco Fluminense, balançou as redes duas vezes.

Diego Souza – Palmeiras

O camisa 7 do Verdão sempre aparece nas horas decisivas, e contra o Cruzeiro não foi diferente. Mostrou personalidade, raça e ainda marcou o gol que esfriou os ânimos dos donos da casa e colocou o Palestra de volta na partida.

Muriqui – Avaí

Com muita velocidade, o atacante inferniza as defesas que enfrenta. Contra o Barueri não foi diferente, e foi um dos responsáveis pela construção da goleada, fazendo um gol e dando uma assistência.

Iarley – Goiás

Um dos jogadores mais inexplicáveis do futebol brasileiro. Famoso por estragar festas, fez isso mais uma vez, agora contra o Corinthians, marcando dois gols e calando o Pacaembu.

Adriano – Flamengo

Com seu bom futebol voltando aos poucos, vem liderando o rubro-negro e briga pela artilharia do Brasileirão. Contra o Coritiba, marcou um golaço de cobertura que poucos conseguem fazer.

Técnico: Muricy Ramalho – Palmeiras

O treinador soube motivar seus jogadores a entrarem com gana de vitória, não ficando intimidados com o Cruzeiro no Mineirão. Escalou uma equipe com dois atacante e dois meias de armação e só recuou depois da expulsão de Armero.

Craque da Rodada

iarley-goias

Iarley - Goiás

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1) Tendo o dito melhor time do país

Essa aula vem direto do Rio Grande do Sul e é ministrada com primor no Brasileirão pelo professor Tite. Comandando o Internacional o treinador, conhecido por ser especialista em tirar times do buraco, está colocando o Colorado em uma roubada atrás da outra em pleno ano de centenário. Após ser campeão gaúcho em uma final que nem contou com o Grêmio e que terminou mais uma vez em goleada histórica, o clube dos Pampas foi simplesmente limpado do mapa na final da Copa do Brasil. O Inter se mostra medroso na maioria das vezes e o elenco, recheado de qualidades técnicas, não parece suportar a pressão do rótulo que a imprensa impôs. E o segundo semestre parece cada vez mais ir por água abaixo. Lutando pelo título brasileiro, os gaúchos estão desde o início do certame na corrida atrás de outro time. Não importando qual o adversário que está na frente, Tite sempre vê seus comandados fracassarem na busca pela ponta. Este final de semana ficou marcado pela derrota para o Vitória, que acabou com qualquer chance colorada de chegar ao primeiro lugar. As retrancas montadas pelo treinador parecem ser cada vez mais motivo de alegria para aqueles que disputam com o Inter. Mesmo com um elenco quase que galático – sim, no âmbito nacional Guiñazu, D’Alessandro, Taison e o agora ausente Nilmar são jogadores galáticos – o Internacional se vê cada vez mais sem poder de chegada. Deve perder um título que era dado como certo (mais um) e irá ter, no fim das contas, comemorado seu centenário só com um Estadual. Bela aula.

2) Achando que férias têm seis meses

A qualidade de Mano Menezes é indiscutível. Arrisco dizer que ele é hoje o melhor técnico do Brasil. Montou um time que saiu da série B para vencer de forma invicta o Paulistão e para abocanhar a Copa do Brasil, ambas as conquistas efetuadas com o clube jogando o melhor futebol até então no país. Mas os títulos parecem ter acabado com a gana corintiana. Claro, as perdas de André Santos, Cristian e Douglas foram muito sentidas. Algumas lesões também foram prejudiciais. Mas a derrota para o Goiás, no último fim de semana, por exemplo, foi prova concreta da falta de interesse do Alvinegro do Parque São Jorge no torneio. Atuando sem vontade alguma o Timão não se contagiou nem com os 30 mil torcedores que lotavam o Pacaembu e muito menos com as voltas tão esperadas de Alessandro e, principalmente, Ronaldo. A derrota para o Esmeraldino sepultou as já escassas chances de título. Agora sim, o Corinthians pode entrar de férias. Mas Mano e a diretoria erraram em deixar o clima de oba-oba tomar posse do elenco. E me perdoem se discordarem, mas esse foi sim o clima do Timão depois de conquistar o tri da Copa do Brasil.

3) Sendo cavalo paraguaio

PhD no assunto, quem dará a última parte da aula é Celso Roth. Se colocarmos no Google os termos de pesquisa “cavalo paraguaio”, sem sombras de dúvida iremos ver o buscador responder: “Você quis dizer: Celso Roth”.  O atual comandante do Atlético Mineiro ganhará neste ano um importante bicampeonato, o de treinador que mais nada, nada, nada e morre na praia. Não discordo daqueles que diziam desde o começo que o elenco do Galo era limitado. Sim, era. Para começar, confiar no Diego Tardelli já é começar mal. Mas os mineiros jogaram bem durante um turno todo. Chegaram lá como há tempos não chegavam. Não me recordo de nenhuma campanha tão entusiasmante dos atleticanos na Era Pontos Corridos. Mas assim como fez em 2008 com o Grêmio, Roth conseguiu perder o fio da meada e mais uma vez está comendo poeira. Assolado por Goiás, Grêmio e até pelo Barueri (!!!), o Atlético corre o risco de deixar o posto de possível campeão e terminar o Brasileirão apenas classificado para a Sul-Americana. Uma aula de mestrado de Roth. Mais uma vez.

Que fique a lição para São Paulo e Palmeiras… ninguém está imune à síndrome da amarelite paraguaia aguda. Ninguém.

Cutucadas

– Seu time tomar quatro gols já é deprimente. Com você falhando em três, talvez seja o caso de suicídio. Tomara que Diego, (péssimo) zagueiro/lateral-esquerdo do Corinthians, não ouça isso. Não quero que ele se mate

– O Fluminense carimbou mais do que nunca seu passaporte para a Segundona. E o Grêmio fez questão de dar logo cinco carimbadas no circo, digo clube das Laranjeiras

Defederico é o presente de natal da Fiel… e para 2018, pelo jeito.

– Continuo inconformado de a rodada só terminar na quarta-feira por exigência da TV. As durezas de ser brasileiro…

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Corinthians

O Timão empatou, nesta quarta feira, por 1 a 1 com o Coritiba, no Paraná. O gol corintiano foi marcado por Dentinho. Com apenas 7 pontos a menos do líder, a torcida ainda sonha com o título e, por isso, comprou mais de 20 mil ingressos antecipados para a partida deste domingo, contra o Goiás, no Pacaembu. Além da chance do terceiro troféu do ano, os torcedores tem a esperança de assistir a volta de Ronaldo, recuperado de lesão, e a estreia da jovem promessa Matias Defederico, que não acontecerá, pois os documentos não chegaram a tempo. Outro destaque foi a contratação do meia atacante Edno, que estava na Portuguesa e era desejado por todos os grandes clubes de São Paulo e já treina no Corinthians.

Barueri

Depois de ter vencido bem o Goiás por 3 a 1 na Arena Barueri, com uma atuação de gala de Márcio Careca, a Abelha teve uma semana inteira para trabalhar e focar suas forças na preparação para o jogo contra o Avaí, neste fim de semana. Além disso, o time do interior paulista acertou o desligamento do meia Rodrigo Fuska, que fechou com o Botafogo, time de Estevam Soares, ex-treinador do Barueri. O meio campista era considerado uma grande promessa, mas sofreu com lesões e não teve uma sequência de jogos. A boa notícia da semana ficou para Xandão, zagueiro que foi absolvido pelo STJD e não desfalcará mais a Abelha.

Sport

Após a derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no último fim de semana, o clima no Sport piorou ainda mais. O técnico Péricles Chamusca utilizou a semana para fazer diversos testes na equipe, buscando alguma solução para a situação incômoda que vive o rubro negro. Grande ídolo do time nos últimos anos, Fumagalli não vinha rendendo o esperado e acabou sendo negociado com o Vasco, para jogar o restante da Série B. Além disso, o destaque do time no Brasileirão, o polivalente Fabiano se contundiu e desfalca o time não só na Arena, contra o Atlético, mas por 15 dias.

Fluminense

O clássico carioca do final de semana passado foi, no mínimo, vergonhoso para Fluminense e Botafogo. O resultado foi um 0 a 0 sem graça e sem sal, piorando a situação do Flu na tabela, se é que isso era possível. O time, com apenas 18 pontos em 24 jogos, já está praticamente rebaixado, com 95% de chances de cair. Cuca, o técnico, busca um milagre nos treinamentos, ensaiando mudar o esquema da equipe para o 3-6-1, buscando um time mais compacto e competitivo. Neste domingo, o Tricolor carioca visita o Grêmio, melhor mandante do Brasileirão, buscando quebrar um tabu de 6 meses sem vencer fora do Rio de Janeiro, missão complicada.

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A vitória do Internacional sobre o Santo André no sábado havia deslocado o Goiás para a terceira colocação do Brasileirão. Para voltar ao posto de segundo melhor time do certame a equipe comandada por Hélio dos Anjos precisava vencer o Vitória, reestreando Vagner Mancini, no Serra Dourada. E o fez, mas com uma boa dose de sofrimento para os torcedores esmeraldinos.

Os dois times demoraram para se encontrar em campo e, quando conseguiram tal feito, o mandante conseguiu sem dificuldades abrir o placar. O gol sofrido atordoou os baianos, que se perderam novamente dentro do Serra Dourada. Erros de passe e posicionamento por parte dos visitantes acabaram culminando na amplicação do placar para o Goiás. Um gol logo em seguida, no entanto, diminuiu a vantagem e deixou o jogo muito melhor.

Após fazer o gol e ir para o intervalo, o Vitória se postou melhor e equalizou as ações de campo. O Goiás se preocupava mais em não tomar outro gol do que em voltar a abrir dois tentos de vantagem. Foi castigado com o empate aos 13 da segunda etapa. O que era um ótimo resultado se tornou um péssimo placar. Péssimo até o último minuto, quando a estrela de Julio César brilhou e o meia/ala recolocou seu time na segunda colocação do Brasileiro.

Por que o Goiás venceu?

E inegável a sorte esmeraldina nesta partida. Após um futebol apático durante exatos 90 minutos o time de Hélio dos Anjos conseguiu a vitória no estouro do tempo. Pior para o Vitória que, caso tivesse empatado, teria um resultado merecido para levar para a Bahia.

O que o jogo muda no campeonato?

Apenas dois pontos separam o líder Palmeiras do vice-líder Goiás neste momento. Com dois jogos a menos – e quatro pontos de desvantagem para o líder – o Inter fica em terceiro. A briga pelas primeiras posições afunila de vez.

Goiás 3 x 2 Vitória

Local: Serra Dourada, Goiânia (GO)

Goiás: Harlei; Valmir Lucas, Ernando e Leandro Euzébio; Vitor, Ramalho, Fernando (Filipe), Léo Lima (Douglas), Felipe Menezes (Gomes) e Julio César; Iarley. Técnico: Hélio dos Anjos

Vitória: Gleguer; Apodi, Anderson Martins, Wallace e Leandro; Magal, Gil (Carlos Alberto), Jackson e Leandro Domingues; Willian (Neto Berola) e Roger (Leandrão). Técnico: Vágner Mancini

Gols: Felipe Menezes, aos 25 e Fernando, aos 30 minutos do primeiro tempo e Júlio César, aos 45 minutos do segundo tempo (Goiás); Leandro Domingues, aos 32 minutos do primeiro tempo e Neto Berola, aos 13 minutos do segundo tempo (Vitória)

Cartões amarelos: Ramalho e Leandro Euzébio (Goiás); Wallace, Anderson Martins, Gil, Magal e Neto Berola (Vitória)

Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira (SP), auxiliado por Carlos Augusto Nogueira Júnior e Vicente Romano Neto

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spxgoiO começo do campeonato, mais uma vez, dava indícios de que o São Paulo estava morto. Os adversários não acreditavam na reação nem mesmo depois das quatro vitórias seguidas. A inexperiência de Ricardo Gomes era motivo de chacota. Mas ao que tudo indica a torcida do Tricolor Paulista pode estar certa em gritar que “o campeão voltou”.

Ao receber o surpreendente Goiás o time de São Paulo teria o maior de seus testes nessa ótima sequência de vitórias. O embalado Esmeraldino começou a rodada como vice-líder e poderia, em caso de vitória, igualar o Palmeiras, que só joga na quarta-feira, em número de pontos. Poderia se não tivesse enfrentado o também embalado Tricolor.

A equipe visitante começou o jogo com respeito e viu sua tática defensiva dar certo em praticamente todo o primeiro tempo. Quase porque havia um Washington lá. O gol do Coração Valente aos 46 minutos da primeira etapa fez ruir o esquema armado por Hélio dos Anjos. Fez o São Paulo crescer. O segundo tempo mostrou que o time da casa também sabia, e como, se defender. Mostrou que Miranda voltou a ser Miranda, Hernanes voltou a ser Hernanes. E mais um gol saiu, desta vez com Jorge Wagner. Com a vantagem e pouco menos de cinco minutos para o apito final, o Goiás ainda respirou com Bruno Meneghel. Mas Borges, no último minuto da partida, fez questão de mostrar que também voltou a ser aquele Borges. E o campeão, voltou?

São Paulo 3 x 1 Goiás

Por que o São Paulo ganhou?

O Tricolor fez ruir o esquema defensivo do Goiás quando abriu o placar e obrigou o adversário a atacar. A defesa, ponto forte quando a equipe era treinada por Muricy Ramalho, voltou a funcionar e foi o ponto alto do time, que ainda viu mais uma boa partida do ótimo Hernanes que, finalmente, parece estar com a cabeça no lugar.

O que o jogo mudou no campeonato?

Bastante coisa. O São Paulo chega perto do líder – está a cinco pontos do Palmeiras – e faz sua presença incomodar. Com o Tricolor entre os líderes, a partida entre Atlético Mineiro e Palmeiras, quarta no Mineirão, toma tons dramáticos. Ambos precisam da vitória, pois sabem que se o hexacampeão chegar, o bicho pode pegar.

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