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Posts Tagged ‘Palmeiras’

Tenho na parede do meu quarto três pôsteres do meu time do coração. São três títulos conquistados e que ficarão eternamente na minha memória – e não na parede, claro. São retratos de uma simbologia do futebol e que este ano está sendo maltratada pelos times que disputam o título do Brasileirão. Flamengo, Internacional, Palmeiras e São Paulo – na ordem de classificação e, talvez, favoritismo – enganam bem e escancaram a falta de nível técnico do Campeonato Brasileiro, que pouco a pouco vai se confundindo com emoção. O fato é que nenhum time quer ter seu pôster pronto.

O Flamengo venceu o Corinthians. Ok. O Alvinegro paulista jogava sem vontade e, sem lero-lero, sabemos que a vontade corintiana estava em baixa. Ninguém em São Paulo duvida que o time do Parque São Jorge preferisse perder a partida e conseguir ser o único paulista com um título no final da temporada. Sem nada – ou quase nada – a ver com a história toda, o Mengão saiu com os três pontos de Campinas. Assumiu a liderança e pegará o Grêmio na última rodada. Difícil? Não.

Não será tão difícil assim para o Rubro-Negro enfrentar o Grêmio. Pois maior do que a vontade corintiana de ver seus rivais na seca, é a gremista de ver o Internacional sem o Brasileiro no ano do centenário – que, pasmem, poderá terminar com apenas o Gaúcho conquistado. O Colorado ressurgiu das cinzas e figura na vice-liderança. Não fossem tropeços bobos ao longo do campeonato, seria campeão com antecedência. Hoje, se divide entre a rivalidade e a chance do título. O coração vermelho de Porto Alegre bate, acreditem, um pouquinho mais tricolor.

Quem também ressurge após vacilos inexplicáveis é o Palmeiras. A equipe de Muricy Ramalho, que para muitos e muitos já estava morta, poderia ter ficado com a ponta da tabela ao final desta rodada. Não ficou e, por isso, tem poucas chances de ser campeão. A vaga na Libertadores ainda não está assegurada, mas está bem próxima. Ao bater o Atlético Mineiro, o Verdão parece ter reconquistado a confiança. Pena que enfrentará um desesperado Botafogo, que para não retornar à Série B – seria o segundo rebaixamento em seis anos – precisa da vitória no próximo domingo. É, talvez, o confronto mais difícil dos postulantes ao título. A carta verde, acredito, está fora do baralho.

Quem também está fora é a carta tricolor. O São Paulo tropeçou mais uma vez em sua incompetência – e na competência do Goiás, é bem verdade – e deixou o posto de “o hepta virá neste domingo” para assumir o de “Libertadores será o máximo”. Pela primeira vez Jason morre. Morre porque os jogadores estão apáticos, tristes e, acima de tudo, indisciplinados. O Tricolor paga com derrotas a falta de cabeça de seus atletas, que somam cartões atrás de cartões. Ricardo Gomes fez um belo trabalho, mas ao que parece morrerá na praia. Nada de desesperador para um time que dominou o país nos últimos três anos.

Na ponta de baixo da tabela, destaco outro Tricolor, o das Laranjeiras. Podem dizer que queimei minha língua, e digo que a queimei com orgulho. Desde a volta de Fred estava cravado que o Fluminense não cairia. É elenco para estar no topo. Pena que não soube jogar em boa parte do campeonato. O rebaixamento é passado e torço muito pelo título da Sul-Americana.

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– Obrigado Felipe, goleiro do Corinthians, por protestar de forma tão legal contra a situação da arbitragem brasileira. Precisamos de providências urgentes!

Dorival Júnior saiu do Vasco. O cruzmaltino parece não ter aprendido com alguns rivais como sair bem da Série B

– A CBF colocou Diego Souza e Cleiton Xavier como meias-direita na votação da Seleção do Brasileiro. Não sabia que eles jogavam um em cima do outro no Palmeiras…

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A torcida cobra com razão. Os jogadores mostram em campo que esta razão não é um dos maiores primores da equipe. O treinador teima em resmungar e culpar a imprensa por tudo que está acontecendo. O presidente fala o que todos gostariam de falar e é suspenso pelo maior circo brasileiro, o STJD. O jogador folclórico acerta um soco em um companheiro e dá um nocaute nas chances de disputa de título. O Palmeiras sucumbe no Campeonato Brasileiro.

Não posso afirmar com todas as certezas que o time do Parque Antártica não será campeão brasileiro, já que neste ano a disputa fica mais no quesito “Quem entrega mais”. Mas a troca de socos entre Obina e Maurício sepultou o Palmeiras, que há tempos pedia para tomar o golpe final. Muricy Ramalho chegou e a ideia era que tudo ficasse melhor do que estava – na liderança. Mas a queda foi livre e hoje o Verdão é uma zebra no Brasileirão.

O torcedor palmeirense arranca da parede mais um calendário completo e não vê sua equipe levar o título nacional. Pelo segundo ano seguido, o que é pior, vê o time disparar e perder força, caindo como um balão que murcha na reta final. A saída de Diego Souza é um dos motivos, claro. E sim, ele saiu, afinal desde que voltou da Seleção não jogou mais bola. Assim como as ausências de Cleiton Xavier e Pierre foram problema também.

Mas a queda do Palmeiras é uma soma complicada de fatores. Não cabe a mim julgar a competência de ninguém que está no comando – do time, do clube, da diretoria… –, mas tenho que exercer minha função nessa coluna e alertar. O Palmeiras? É a maior ciranda de maluco que o Brasil tem hoje. Pobre torcida, que a cada ano só sofre mais. Sofrer por essência, sabemos, é em outro Parque… lá da certo. Com o Verdão? Duvido muito.

Cutucadas

O Goiás jogou pela primeira vez no segundo turno. Logo contra o Flamengo. Pobre Rubro-Negro…

Será que o Internacional ainda está na disputa?

Gols mal anulados, pênaltis fora da área, impedimentos errados. A arbitragem brasileira, assim como STJD, é uma piada de mau gosto

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Bruno – Flamengo

Simplesmente pegou dois pênaltis no duelo contra o Santos, ambos de Ganso, e garantiu a vitória rubro-negra.

Figueroa – Palmeiras

O chileno já está firmado na lateral-direita do alviverde. Com uma bela batida na bola, o jogador cruzou duas vezes para os gols que deram o empate no clássico contra o Corinthians.

Miranda – São Paulo

Depois de atuações recentes abaixo do seu potencial, o zagueiro voltou a jogar bem e mostrar segurança no setor defensivo do Tricolor, sendo um dos principais responsáveis por parar o ataque do Barueri.

Juninho – Botafogo

Além de ter marcado mais um de seus gols de falta, em bela cobrança, o zagueiro fez bem sua função comandando a zaga do Fogão.

Eltinho – Avaí

Um dos principais jogadores do elenco avaiano, o lateral-esquerdo deu trabalho ao lado direito da defesa do Furacão, além de ter participado com efetividade na defesa.

Adílson – Grêmio

Apesar de ter perdido por 2 a 0 para o Santo André, o jovem volante Tricolor teve bela atuação, mostrando que deverá ter futuro promissor.

Ricardinho – Atlético Mineiro

O pentacampeão mundial comandou o meio do campo do Galo na bela vitória sobre o Goiás, criando as melhores jogadas e ainda deixando o seu nas redes de Harlei.

Defederico – Corinthians

Mesmo ainda sem mostrar o futebol esperado em sua chegada, o argentino conseguiu se destacar no clássico contra o Palmeiras, sendo o responsável pelos passes que deixaram Jorge Henrique e Ronaldo na cara do gol.

Marcelinho Paraíba – Coritiba

Principal jogador do Coxa, mais uma vez chamou a responsabilidade para levar o time à vitória e conseguiu. Infernizou a defesa do Vitória e ainda deu a assistência para o gol de Pereira.

William – Avaí

O atacante chegou ao seu oitavo gol no Brasileirão em grande estilo, com uma bela bicicleta que ajudou o Avaí a bater o Atlético Paranaense.

Fred – Fluminense

O atacante não se importou de estar enfrentando seu ex-time e foi o principal nome em campo, balançando as redes duas vezes.

Técnico: Cuca – Fluminense

Depois de ver sua equipe sair perdendo por 2 a 0, o treinador conseguiu mudar o rumo do jogo durante o intervalo com as entradas de Tartá e Digão e a alteração do 4-4-2 para o 3-5-2, que levou o Tricolor à virada e aos três pontos.

Craque da rodada

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Bruno - Flamengo

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Bosco – São Paulo

Aproveitou a oportunidade deixada pelo suspenso Rogério Ceni e fechou o gol contra o Internacional. Se não fosse por ele, o São Paulo não saía de campo com os três pontos.

Nei – Atlético Paranaense

Mais uma vez o garoto do Furacão aparece por aqui. Uma das principais peças do time, defende e ataca com qualidade. Contra o Santos, deu trabalho para a ala esquerda.

Mario Fernandes – Grêmio

Zagueirão mostrou muita raça dentro de campo, do jeito que a torcida tricolor gosta. Ganhou a maioria das bolas contra o ataque avaiano.

Marcão – Palmeiras

Surpreendentemente, o contestado jogador teve atuação impecável. Mostrou segurança e raça na parte defensiva e ainda deixou Obina na cara do gol para fazer o quarto.

Dutra – Sport

Foi pelo lado esquerdo que os pernambucanos conseguiram criar as melhores jogadas.

Jucilei – Corinthians

Melhor em campo diante do Vitória. Mostrou grande capacidade de marcação e qualidade para sair com a bola nos pés, tanto que foi o responsável pela assistência no gol de Defederico.

Gilberto – Cruzeiro

Com certeza o principal jogador do elenco cruzeirense. Vem provando jogo a jogo que ainda tem muita lenha pra queimar.

Paulo Henrique – Santos

Apesar do futebol das equipes não ter sido dos melhores, o garoto se destacou em campo. Com muita técnica, foi o senhor do meio de campo, criando as melhores jogadas do Peixe e dando até chapéu.

Diego Souza – Palmeiras

Sem o companheiro Cleiton Xavier ao seu lado, o camisa 7 chamou a responsabilidade para si e comandou o meio de campo alviverde. Futebol de quem quer esta na Copa do ano que vem.

Thiago Ribeiro – Cruzeiro

Com sua costumeira velocidade e habilidade, deu trabalho para a defesa do Santo André. No final da partida, conseguiu se colocar com perfeição e dar a vitória à Raposa.

Obina – Palmeiras

Só não fez chover, ou fez? Três gols e uma assistência de calcanhar para Deyvid Sacconi. O atacante saiu ovacionado pela torcida e com a moral alta para pegar o rival Corinthians no domingo.

Técnico: Adílson Batista – Cruzeiro

Não vou falar muito, assumo que ele está aqui pela comemoração no terceiro gol da Raposa. Foi sensacional.

Craque da rodada

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Obina - Palmeiras

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Ao deixar o São Paulo após três Campeonatos Brasileiros conquistados no comando do Tricolor, o treinador Muricy Ramalho foi tirar férias (merecidas) em sua fazenda no interior paulista. Neste período o técnico apreciou, como se aprecia um menú em restaurante, as propostas recebidos pelos clubes do Brasil que necessitavam de um treinador – seja por estarem sem um ou por não confiarem em seus respectivos. Primeiro se falou em Palmeiras, depois em Internacional e finalmente em Santos. Nenhum dos três pareceu agradar e a pedida salarial de Muricy assustava. Em reviravolta sensacional, do nada, o Verdão foi o escolhido.

O momento do alviverde paulista não poderia ser melhor: entre os líderes do Brasileiro a equipe vinha em uma bela ascendente sobre o comando de Jorginho e, para melhorar, havia ganho o último jogo sob o comando do interino, um lindo 3×0 sobre o maior rival, o Corinthians, com três gols de Obina – sim, Obina. Mas Muricy não soube aproveitar o bom momento do clube e hoje, apesar de se manter na liderança, já periga deixar a ponta para times que vêm melhores no torneio como Flamengo, Atlético Mineiro ou o próprio Inter que outrora teria sido “desprezado” pelo treinador.

Depois de perder para Náutico, Flamengo e Santo André em sequência Muricy vê seu trabalho sendo colocado em xeque no Parque Antártica pela primeira vez. As escalações mirabolantes – que já incluíram o atacante Daniel Lovinho na ala direita – e o mau humor crônico para explicar derrotas tem frustrado torcedores que desde 1994 não assistem o Verdão faturar o Brasileiro. E o pior de tudo é que a equipe vem apresentando bem antes das três derrotas um futebol lastimável. Jogava mal e ganhava, contando com sorte ou ajuda de juízes. Hoje joga mal e perde. A situação fica complicada.

Se o elenco do Palmeiras não é o melhor deste campeonato, está com certeza entre os mais qualificados. A desculpa não cola quando usada. O time que entra em campo não tem padrão e isso não depende da qualidade deste ou daquele jogador – apesar de isso fazer, sim, certa diferença. Muricy Ramalho está em uma prova de fogo. Poderá acabar coberto de amendoim.

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– O nível técnico não é dos melhores, mas a emoção desde Brasileiro é alta

– Quando eu penso que o buraco do Fluminense está fundo, o time vai lá e se afunda mais

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Depois de uma semana fraca para a Brasucas ao Extremo, com a maioria das ligas paradas para a disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo, os últimos sete dias mostraram o retorno à normalidade e uma chuva de gols verde-amarelos ao redor do planeta.

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Cacau, agora alemão, com a camisa do Stuttgart

Em clima de Mundial, a viagem começará pelos países que já asseguraram seu passaporte para a África do Sul em 2010. Na Dinamarca, o rodado atacante José Júnior fez o gol do Randers no 1 a 1 diante do Aalborg, fora de casa. Já na Suíça, não teve rodada no Nacional, mas pela Copa do país, os brasileiros trataram de representar. Nos movimentado 5 a 4 do Kriens sobre o Bellizona, o zagueiro Thiago foi o responsável pelo tento da vitória. Perto dali, o meia Juninho Pinheiro, criado na base do Corinthians, deixou o seu nos 3 a 1 do Winterthur sobre o Tuggen. Enquanto o atacante Silvio Carlos garantiu o triunfo do Lugano em cima do Grasshoppers.

Em solo alemão, o naturalizado Cacau tentou, mas não conseguiu evitar a derrota do Stuttgart por 2 a 1 para o Schalke 04. O time ainda foi derrotado de novo na terça-feira, pela Liga dos Campeões, e Élson marcou o único da equipe. Mesma situação do zagueiro André Bahia, que marcou para o Feyenoord, mas acabou sofrendo a virada do Sparta Rotterdam, pelo Campeonato Holandês.

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Maicon vibrou muito contra Genoa

Na atual campeã Itália, a Internazionale atropelou o Genoa por 5 a 0, e o lateral-direito da Seleção Maicon fechou o caixão genovês. Quem não teve a mesma competência foi a Juventus, que ficou apenas no empate com a Fiorentina, graças ao gol de Amauri. Mesma situação da Lazio, que somou um ponto junto a Sampdoria por conta do tento anotado por Matuzalém. No duelo entre Napoli e Bologna, o atacante Adaílton deixou o seu, mas não foi o suficiente para evitar a derrota. Porém, o destaque na “bota” foi a virada do Milan sobre a Roma, com gols de Ronaldinho e Pato. Antes de deixar as macarronadas, pela Série C1/A, Togni marcou nos 2 a 0 do Arezzo sobre o Paganese.

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Ronaldinho e Pato marcaram diante da Roma

Se os atuais campeões não estão com a bola toda, os históricos amarelões da Espanha estão com ar de favoritos, e foi por lá que Marcelo ajudou o Real Madrid a golear o Valladolid por 4 a 2. Pela segunda divisão, o grandalhão Igor, que jogou pelo Ipatinga em 2008, deu os três pontos para o Levante sobre a Real Sociedad.

Saindo dos classificados europeus e seguindo para o resto do mundo, no Japão, Juninho e Edmílson, ambos ex-palmeirenses, garantiram as vitórias de Kawasaki Frontale e Urawa Red Diamonds, respectivamente. Outro ex-alviverde não teve a mesma sorte, e Diego Souza fez apenas o de empate do Kyoto Sanga diante do JEF United. Pela segunda divisão do país, o zagueiro Jean, que atuou pelo Santos entre 95 e 2000 contribuiu com a vitória do Shonan Bellmare. Mesma situação de Maranhão, só que com a camisa do Ventforet Kofu. Os desconhecidos atacantes Dodô e Sales também marcaram, mas seus times, Ehime e Vegalta Sendai, não saíram de campo vitoriosos.

Perto dalí, na Coréia do Sul, Wesley fez os dois do Chunnam Dragons sobre o Daejeon Citizen, enquanto o ex-Palmeiras Luiz Henrique e o ex-Cruzeiro Mota balançaram as redes nas vitórias respectivas do Jeonbuk e Seongnam. Quem não conseguiu sair com os três pontos foi o grandalhão Anderson, que iniciou carreira no Mogi Mirim e fez o seu para o FC Seoul no empate contra o Busan.

Para encerrar as nações já garantidas no próximo Mundial, vamos ao hemisfério sul, onde o meia Makanaki, ex-Santo André, participou do placar de 3 a 3 entre sua equipe, o 3 de Febrero, e o 2 de Mayo, no Paraguai. Indo para o outro lado do mundo, o atacante Cristiano fez os dois do Adelaide United na vitória sobre o Sydney FC, pelo Australiano.

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Brandão fez o seu sobre o Nancy

Depois de passar pelos que já estão tranquilos, é hora dos que ainda sonham por um lugar ao Sol e disputarão as repescagens. Na campeã de 98 França, Brandão fez um na bela vitória do Oympique de Marseille sobre o Nancy. Já o atacante Nenê quis mais, e fez os dois do Monaco no êxito sobre o Lens.

Na Grécia, o lateral Lino, que defendeu clubes como Corinthians, Juventude, Fluminense e Porto, deixou o seu nos 2 a 0 do PAOK sobre o Pas Giannina. Enquanto o atacante Rogério Martins marcou duas vezes para dar três pontos ao Olympiakos Volou pela segunda divisão do país. Adversários dos gregos por uma vaga na Copa, os ucranianos contaram com sete gols brasileiros nos últimos sete dias. Na vitória do Metalist Kharkiv, Jajá, ex-Flamengo fez os dois. Já em Donetsk, Fernandinho e Luiz Adriano balançaram as redes duas vezes cada, enquanto Jadson fez apenas um nos 5 a 1 so Shakhtar sobre o Karpaty Lviv.

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Welliton comemora com companheiro na Rússia

Outros países que se enfrentam são Rússia e Eslovênia. No primeiro, o ex-esmeraldino Welliton deixou o seu para o Spartak de Moscou no clássico diante do Lokomotiv, vencido por 3 a 0. No segundo, o pouco conhecido Marco Tavares, que passou pelo Atlético Paranaense, fez o da vitória do Maribor sobre o complicado Olimpija Ljubljana.

Para fechar os que ainda sonham em disputar a máxima competição de futebol do mundo. Costa Rica e Bahrein. Os latinos terão pela frente o Uruguai, e por lá, o atacante Anderson Andrade fez o da vitória do Brujas sobre o Puntarenas. Já no Oriente Médio, Rico, ex-São Paulo e Grêmio garantiu os três pontos do Al Muharraq sobre o Malkiya.

Agora é hora de passar por aqueles que apenas assistirão a Copa do Mundo do ano que vem. Iniciando pela Escandinávia, mais precisamente na decepcionante Suécia, Kalmar e GAIS ficaram no 2 a 2, com o volante Reinaldo, ex-Palmeiras, marcando para os locais, enquanto Wanderson fez para os visitantes. Já nos 2 a 1 do Hacken sobre o Djurgarden, o jovem Vinícius Lopes contriubuiu para a vitória dos anfitriões. Mas o destaque no país ficou por conta de Álvaro Santos, que fez um hat-trick, nos 3 a 0 do Orgryte sobre o Helsingborg. Antes de deixar a região, na Noruega, Éverton, ex-Grêmio, ajudou na vitória do Fredrikstad sobre o Odd Grenland.

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Ex-corintiano Bobô após marcar

Países que pareciam se estabelecer no cenário futebolístico, Croácia e Turquia não irão ao próximo Mundial. Na terra dos terceiros colocados de 2002, o ex-palmeirense Kahê fez para o Gençlerbirligi na vitória sobre o Sivasspor, o ex-corintiano Bobô deixou o seu no triunfo do Besiktas sobre o Kasimpasa, e Júlio César, que defendeu o Fluminense entre 97 e 2002, fez os dois do Gaziantepspor na virada sobre o Fenerbahçe. Já em solo da terceira colocada de 1998, o desconhecido Dodô vibrou nos 4 a 3 do Inter sobre o Zadar.

Para encerrar o continente europeu, uma passada por países que já contaram com seleções históricas. Na Hungria de Puskas, que contou com Leandro de Almeida marcando na goleada do Debrecen sobre o Vasas Budapest. Na Bulgária de Stoichkov, Luiz Eduardo fez os dois do Montana na derrota por 3 a 2 para o Lokomotiv Plovdiv. E na Romênia de Hagi, Gerlem e Wesley garantiram o 2 a 1 do Vaslui sobre o Unirea, enquanto o atacante Nei, ex-Guarani comemorou duas vezes na goleada do Cluj em cima do Rapid.

Rumo ao desfecho, na Ásia, mais precisamente nos Emirados Árabes Unidos, Marcelinho e Émerson, participaram, respectivamente, das vitórias do Sharjah e Al-Ain, enquanto Pedrão fez o seu na derrota do Al Shabab para o Al Dhafra. Na China Leandro Netto deixou o seu nos 3 a 1 do Henan Siwu sobre o Qingdao Jonoon, e José Duarte, ex-Vila Nova, Goiás e Anapolina, garantiu os três pontos do Chongqing Lifan em cima do Shaanxi Zhongxin.

Essa semana, em clima de Copa, fica por aqui. Daqui sete dias volto com mais do brilho verde e amarelo pelo mundo.

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O objetivo é dar emoção para todos os jogos disputados, da primeira à última rodada. Ok. Outro objetivo é premiar o time mais organizado e estruturado. Ok. Nos últimos anos o melhor e mais organizado tem vencido, premiando e consagrando a fórmula dos pontos corridos. Nada de errado até aí. Desde 2003 muito se fala sobre uma evolução do futebol brasileiro depois que o Brasileirão passou a ser disputados em turno e returno, com o campeão sendo o time que mais somou pontos em todos os jogos.  Desde então tivemos seis torneios disputados – excluindo, é claro, o que ainda está vivo – e tivemos quatro campeões: Cruzeiro, Santos e Corinthians levaram um troféu cada, enquanto o São Paulo faturou nada menos do que três. O problema não está aí.

Na última semana a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão do Brasileiro enviou carta para todos os times que disputam a Série A propondo a extinção dos pontos corridos e a volta dos mata-matas, em ato que muitos especialistas consideram como uma regressão. Volto a insistir que meu problema não está na fórmula de disputa, mas sim no nível técnico que vem sendo apresentado. O Brasileirão 2009 tem sido um prato cheio para aqueles que defendem a volta dos playoffs no Nacional. O nível de disputa tem sido horripilante e só não temos um campeão definido já neste momento porque os times que tiveram a chance de abocanhar o título falharam vergonhosamente.

O Palmeiras de Muricy Ramalho parecia caminhar sossegado para conseguir seu pentacampeonato e sair de uma fila que já dura desde 1994. Mas o time tem jogado mal e abusado da falta de competência dos adversários pelo caneco, que tem vacilado nas rodadas que o Verdão perde. A sonora derrota para o Flamengo, em pleno Parque Antártica, acendo uma luz vermelha e intensa na Academia. Nem mesmo jogando em casa, onde se deu bem até aqui, o alviverde paulista consegue impor se jogo. Um risco desnecessário e que antes não existia tem ficado cada vez mais real.

Pior – e muito – do que o Palmeiras é o Internacional, talvez a equipe mais cornetada por esse que aqui vos fala. Com um dos melhores elencos do Brasil o Colorado tem feito um esforço sobrenatural para aumentar para 31 anos o tempo sem vencer o Brasileiro. O tropeço do Verdão diante do Fla teria sido perfeito se o Inter não tivesse tomado DOIS gols de um ZAGUEIRO do Fluminense, PIOR time do Campeonato. Sendo que um dos gols do zagueirão Gum aconteceu nos minutos finais da partida, que terminou empatada. O problema dos gaúchos não parece mesmo ser o Tite, treinador demitido do clube. A chegada de Mário Sérgio manteve os jogadores atuando com a mesma postura anterior: com medo de ser feliz.

Não menos pior vêm alguns outros times como o Corinthians, que ainda não decidiu se está ou não de férias ou o São Paulo, que na soberba de se achar imortal tem caído pelas tabelas com péssimas atuações. Podemos ainda somar a péssima campanha do Atlético Mineiro na parte intermediária do torneio e o medo do Grêmio de ganhar fora de casa. O próprio Flamengo, que muitos citam como exemplo de superação, perdeu a chance de ser líder absoluto hoje quando perdeu jogos risíveis no começo do Brasileiro. São erros de todas as partes que fazem com que o Campeonato Brasileiro seja decidido com nivelação por baixo. Ganhará o que errar menos e não o que acertar mais.

Cutucadas

– Ponto forte da equipe nos últimos anos, a zaga do São Paulo foi destruída pelo esquema de Ricardo Gomes

Vanderlei Luxemburgo, mesmo longe dos holofotes, tem mostrado cada vez mais que não é mais o técnico prestigiado de outros tempos: o Santos não sai mais do lugar

– Simplesmente bizarro o pênalti batido por Vágner Love. As crianças que nadavam na piscina do Palestra devem ter se assustado. Eu, como moro perto do estádio, vou ver se a janela do meu apartamento segue intacta. Que fase…

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