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Posts Tagged ‘Pelé’

6Acredito quem 99% das pessoas que lerem esta coluna não saberão responder quando eu perguntar quem foi Alberto Spencer. Acredito, também, que caso alguém saiba, o conheça por um feito em especial e é exatamente por isso que ele será o tema da coluna de hoje. Falecido em 3 de novembro de 2006, Alberto Spencer, o “Cabeza Mágica”, foi centroavante do Peñarol, poderoso time uruguaio, que já conquistou cinco vezes a Taça Libertadores da América e três vezes a Taça Intercontinental, ou Copa Toyota.

Obviamente, porém, muitos jogadores já vestiram a camisa amarela e preta do Peñarol e nem por isso são lembrados, mas Spencer merece uma atenção especial. O “Cabeza Mágica” é o maior artilheiro da história das Copas Libertadores, tendo marcado 54 gols na competição, a maioria com a camisa do Peñarol.

O atacante começou sua carreira cedo, com apenas 15 anos, no Everest, do Equador, em 1953. Entretanto, o pulo na sua carreira ocorreu quando ele disputou uma única partida pelo Barcelona de Guayaquil, justamente contra os Mirasoles. Um dos diretores do time uruguaio foi falar com o “Cabeza” logo após a partida e conseguiu contratá-lo, em 1960.

Na equipe uruguaia, ele disputou nada menos do que 510 partidas, marcando incríveis 326 gols, o que o dá uma média de praticamente dois gols a cada três partidas. Pelos Carboneros, ele conquistou as Libertadores de 1960, 1961 e 1966. Nos torneios intercontinentais, ele venceu dois, contra Benfica e Real Madrid, perdendo apenas um, para o mesmo Real Madrid, em 1960. Nestas três oportunidades, ele somou seis gols, um a menos do que tem  Pelé, maior artilheiro do torneio. Além disso, o “Cabeza Mágica” conquistou oito títulos uruguaios pelo Peñarol, sendo artilheiro em quatro destes.

Graças às suas grandes atuações pelo time amarelo e preto, Cabeza chegou a ser sondado por diversos clubes da Europa, o que chegou mais próximo de contratá-lo foi a Internazionale de Milão, que tentou levar o jogador para a Itália em duas oportunidades, mas ele acabou ficando em território sulamericano. Em 1970, ele se despediu do Peñarol e foi para o Barcelona de Guayaquil, onde atuou durante dois anos, antes de acabar a carreira.

Outro fato interessante sobre a vida esportiva de Spencer é que ele é um dos únicos atletas a terem disputado jogos oficiais de Seleções por dois países diferentes. Durante diversos anos, ele alternou jogos pelo Uruguai, país onde teve mais sucesso, e Equador, seu país de origem. Alberto quase foi, também, jogar pela Seleção Inglesa, graças ao seu sobrenome britânico, mas acabou ficando no Uruguai e marcou um gol contra os ingleses em Wembley, sendo o primeiro equatoriano a conseguir tal feito.

Além de ser o maior artilheiro da Libertadores, Alberto Spencer é considerado o melhor jogador da história do Equador, tendo ficado em vigésimo na eleição dos melhores jogadores sulamericanos do século XX.

Alberto era, dentro de campo, um rival de Pelé, pelo fato de os dois marcarem muitos gols e de o Peñarol ter batido o Santos uma vez por 5 a 0, com Pelé em campo e pedindo para Spencer e seus companheiros maneirarem. Em uma entrevista, o Rei do Futebol chegou a dizer que um dos poucos jogadores que cabeceavam melhor que ele era o “Cabeza Mágica”.

Alberto faleceu em Cleveland, nos Estados Unidos, em 3 de novembro de 2006, vítima de uma doença cardíaca.

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longe-do-gol-brunobonsantiO Santos teve um início de século muito bom. Há 28 anos sem conquistar um título de relevância, foi o campeão brasileiro de 2002, e ainda repetiria o feito dois anos depois. A geração de Diego e Robinho era a mais talentosa desde os meninos da vila, em meados dos anos 1970.

Aproveitando-se disso, e do absurdo padrão de valores das transferências internacionais, Marcelo Teixeira colocou na conta santista mais de 100 milhões de reais. A expectativa, portanto, era que o peixe deslanchasse e, finalmente, conseguisse estabilizar-se entre os times que brigam por títulos no Brasil, sem mais ter que esperar por um “novo Pelé”.

O proprietário da equipe da baixada, porém, administrou pessimamente essa fortuna. Contratações fracassadas – como Luisão, Cláudio Pitbull e Giovanni -, além da construção de um hotel, alojamentos e etc, esgotaram os dividendos obtidos com as revelações.

De lá para cá, apenas dois títulos paulistas foram adicionados ao currículo santista, ambos com Vanderlei Luxemburgo, de volta à Vila no meio deste ano, mais por falta de opção do que por qualquer outra coisa.

O treinador mais vitorioso do futebol brasileiro conseguiu, em poucos meses, bagunçar completamente os bastidores da equipe. Primeiro, afastou Roberto Brum. A justificativa oficial foi o cartão amarelo ridículo que o volante tomou, pouco antes de ser substituído. A boca pequena, porém, diz que a principal causa foi a sugestão de um vidente, que considerava a influência religiosa de Brum danosa ao Santos, e impediria o time de chegar à Libertadores.

Em seguida, brigou com o presidente do Conselho Deliberativo José da Costa Teixeira. O dirigente disse que o time feminino, com as contratações de Marta e Cristiane, poderia trazer glórias que o masculino não alcança.

O técnico achou inoportuna a declaração e criticou o dirigente, que por sua vez criticou o treinador. Critícas para lá, criticas para cá, e Luxemburgo desafiou José da Costa a demiti-lo caso não estivesse feliz com seu trabalho.

Fato semelhante ao que causou sua saída do Palmeiras. Na época, Keirrison, envolvido em negociações com o Barcelona, não havia ido treinar. A diretoria sabia do paradeiro do ex-atacante do Coritiba, mas Vanderlei achou que deveria ter sido avisado. Em entrevista coletiva, declarou que K9 não jogaria mais com ele. Seria um ou outro. Não foi nenhum dos dois. Luxemburgo foi demitido por quebra de hierarquia e o artilheiro negociado com o time catalão.

Por que, então, Marcelo Teixeira não despediu Luxemburgo? Além do óbvio, de o alviverde ser um clube mais sério que o alvinegro, não houve quebra de hierarquia neste caso, pois, tal qual a Roma antiga, o Santos é comandado por um triunvirato que faz o que quer.

Em uma das pontas está o treinador. Volta a hora que deseja à Vila Belmiro, afasta quem bem entende e declara o que lhe vem na telha, seja a superiores ou subordinados.

Menos a Marcelo Teixeira, claro, já que este também faz parte do sistema de governo. Sempre que o Santos esteve em dificuldades financeiras, o dono de universidades emprestou dinheiro ao clube. O retorno desse capital, porém, ocorre sem a menor fiscalização, além da dele própria.

Este ano pudemos ter uma pequena idéia do caráter de Teixeira. Fabiano Eller foi afastado da equipe, ainda comandada por Vagner Mancini. Ao invés de sentar com o zagueiro e pagar-lhe o que devia, como um dirigente sério faria, o presidente preferiu forçá-lo a assinar a rescisão por menos. O expediente utilizado foi não pagar o salário que o jogador tinha direito durante a negociação. Prática, no mínimo, desprezível.

O terceiro membro do triunvirato é Fábio Costa, lesionado e, por isso, fora de grandes polêmicas ultimamente. Assim como seu parceiro Domingos, afastado por Luxa ao quebrar a perna do quarto goleiro santista em um treinamento, Fábio não mede sua força, e também não controla seu temperamento explosivo.

Já machucou diversos colegas de profissão em divididas desnecessárias, além de brigar com companheiros de equipe, como Madson, Neymar e Fabiano Eller. Os critérios que fizeram com que Luxemburgo afastasse Domingos, claramente, não servem para Fabio Costa, pois este nunca parece perder o prestígio na Vila Belmiro. Há um respeito mútuo entre os integrantes do triunvirato.

Nas próximas eleições para presidente, em 2010, Marcelo Teixeira pretende descansar um pouco. Não será candidato, e caso seu indicado não ganhe a eleição, Luxemburgo também deixar o cargo. Eu sei que parece bom demais para ser verdade, subitamente ver-se livre tanto do presidente quanto do treinador, mas não solte os rojões ainda torcedor santista, pois Teixeira promete voltar em 2012. E alguém duvida?

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6Meteórica é a melhor maneira de caracterizar a existência do New York Cosmos, time que contou com Pelé, mas existiu durante apenas 14 anos e teve sua tragetória terminada há exatos 25 anos, no dia 15 de setembro de 1984.

O Cosmos surgiu em dezembro 1970, quando entrou na NASL (Liga Norte Americana de Futebol). Porém, seu primeiro jogo oficial só aconteceu em abril do ano seguinte, quando o time enfrentou o Saint Louis Stars e venceu por 2 a 1. Menos de um mês depois o time que viria a revolucionar o futebol nos Estados Unidos estreou em casa, com um pífio público de 3746 pessoas, que assistiram à vitória do time da casa por 1 a 0 sobre o Washington Darts. Já no seu primeiro ano de participação na NASL, o Cosmos foi para os playoffs, onde acabou eliminado pelo Atlanta Chiefs. No ano seguinte, ainda sem estrelas, o time ganhou seu primeiro título da Liga Americana, ao vencer o Saint Louis na final, por 2 a 1.

Nos dois anos seguintes, o time nova-iorquino não foi bem, ficando em segundo na sua divisão em 1973 e sendo o último colocado da Liga em 1974, quando venceu apenas quatro jogos de vinte que disputou. A história do New York Cosmos e do futebol dos Estados Unidos mudaria drasticamente em 1975, quando a equipe chocou o mundo e assinou um contrato milionário com o Rei do Futebol, Édson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Pelé mudou completamente a visão dos americanos sobre o futebol, tendo sido uma das maiores jogadas de marketing da história do futebol. Um time que não levava quase ninguém aos estádios passaria a ter jogos lotados e vender muitos produtos, usando o nome do camisa 10. O Rei chegou ao time alviverde após a nona rodada da competição, quando o Cosmos já estava mal e aumentou muito a visibilidade sobre a Liga. Naquele ano, apesar dos cinco gols e quatro assistência dele, o New York não foi para os playoffs.

Pelé foi a grande estrela do New York Cosmos e atuou até 1977 no alviverde.

Em 1976, o time tinha, além de Pelé, o atacante Giorgio Chinaglia, que seria o artilheiro da NASL naquele ano. O time foi o segundo colocado de sua divisão, com 16 vitórias e 8 derrotas, com Pelé fazendo treze gols e distribuindo doze assistências. Na temporada seguinte, em 1977, o time ianque se firmou como uma grande força do futebol mundial, ao contratar o líbero e craque alemão Franz Beckenbauer e o defensor brasileiro Carlos Alberto, ambos haviam sido capitães de suas seleções nas conquistas das Copas de 1974 e 1970, respectivamente. Com recordes de público atrás de recordes, o time vai caminhando até as finais da NASL, quando o time enfrenta o Seattle Sounders por 2 a 1, conquistando a Liga na última partida oficial do Rei do Futebol. Depois disso, o time parte em uma excursão para a China, antes de voltar para o Giants Stadium para enfrentar o Santos. Naquele primeiro de outubro, Pelé jogou um tempo por cada time e a partida foi assistida não só pelos 75 mil presentes no estádio, mas pelo mundo todo.

Mesmo com a aposentadoria de Pelé, as duas temporadas seguidas, 1978 e 1979 foram históricas para o time novaiorquino. O time conseguiu 24 vitórias e 6 derrotas em cada uma das temporadas, um recorde da competição. Em 1978, o time teve uma média de quase 50 mil espectadores por jogo, uma média invejável para qualquer clube do mundo, e foi campeão novamente da NASL, sendo o primeiro clube a conquistar a taça duas vezes seguidas. Em 1979, acabou perdendo na final da conferência para o Vancouver Whitecaps, na disputa de pênaltis. Em seguida, o time continuou fazendo grandes contratações e conquistou títulos em 1980 e 1982.

O maior artilheiro da história do clube é o italiano Chinaglia, que atuou no Cosmos até 1983, fazendo 193 gols. Beckenbauer ficou no time americano até 1980, voltando depois em 1983, mas sem muito sucesso. Já o brasileiro Carlos Alberto saiu junto com Beckenbauer, mas voltou um ano antes, para ser campeão. A outra grande estrela do time azul (cor oficial do Cosmos a partir de 1980) foi o português Eusébio, que ficou no clube de 1979 até 1984.O time fez sua última partida no dia 15 de setembro de 1984, quando enfrentou o Chicago Sting e acabou sendo derrotado por 1 a 0. O Chicago foi o campeão daquele ano.

Em 1985, o Cosmos entrou em torneios de futebol de salão, mas acabou saindo por falta de público. A única camisa aposentada no Giants Stadium foi a 10 de Pelé. A marca “New York Cosmos” ainda existe e sobrevive da venda de produtos. Há rumores de que Paul Kemsley, ex-diretor do Tottenham, que comprou a equipe recentemente, pretende fazer o Cosmos voltar à ativa na Major League Soccer.

Aniversariantes da semana:

Clubes:

Grêmio, dia 15, 106 anos

América-RJ, dia 18, 105 anos

CRB-AL, dia 20, 97 anos

Jogadores:

Cafu, ex-Seleção Brasileira, dia 15, 39 anos

Marcio Santos, ex-São Paulo e Santos, dia 15, 40 anos

Maxi Biancucchi, Flamengo, dia 15, 25 anos

Renato, ex-Ponte Preta, dia 15, 25 anos

Fábio Santos, Grêmio, dia 16, 24 anos

Juninho, Botafogo, dia 16, 27 anos

Koné, Costa do Marfim, dia 17, 28 anos

Carlinhos Bala, Náutico, dia 17, 30 anos

Edílson, ex-Corinthians, dia 17, 38 anos

Eduardo Ratinho, Fluminense, dia 17, 22 anos

Neto Baiano, Vitória, dia 17, 27 anos

Perrotta, Roma, dia 17, 32 anos

Ricardo Rocha, ex-Seleção Brasileira, dia 17, 47 anos

Sol Campbell, ex-Seleção Inglesa, dia 18, 35 anos

Capitão, ex-Portuguesa e São Paulo, dia 19, 43 anos

Jussiê, Bordeaux, dia 19, 26 anos

Mozer, ex-Flamengo, dia 19, 49 anos

Sonny Anderson, ex-Barcelona, dia 19, 39 anos

André Cruz, ex-Seleção Brasileira, dia 20, 41 anos

Gléguer, Vitória, dia 20, 33 anos

Larsson, ex-Barcelona, dia 20, 38 anos

Márcio Rossini, ex-Seleção Brasileira, dia 20, 49 anos

Orlando Peçanha, ex-Seleção Brasileira, dia 20, 74 anos

Alessandro, Botafogo, dia 21, 32 anos

Rafael Marques, Grêmio, dia 21, 26 anos

Wagner Diniz, São Paulo, dia 21, 26 anos

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Neste domingo o tricampeonato mundial do Brasil, conquistado em 1970, no México, completou 39 anos. Na ocasião o time de Pelé, Rivelino, Tostão e cia. goleou a Itália, despachando o adversário europeu de volta para Roma e se consagrando como o maior campeão mundial de então. E foi neste domingo também que os italianos voltaram para casa novamente após serem massacrados pela Seleção Brasileira. É claro que a Copa das Confederações não tem o mesmo valor de uma Copa do Mundo, mas golear a Itália é sempre bom. Sem dar chances ao adversário o Brasil jogou bem demais, calou mais uma vez os críticos e fez um sonoro 3×0 nos atuais campeões mundiais, classificando-se em primeiro no grupo e de quebra ajudando os Estados Unidos a conseguirem uma inusitada classificação.

Fabuloso voltou a ser decisivo e fez dois dos três gols do Brasil

O Jogo

O primeiro tempo brasileiro foi simplesmente avassalador. Nã há outra palavra para definir o modo de jogar da Seleção nos primeiros 45 minutos. Sufocando a Itália desde os primeiro movimentos da bola, o Brasil conseguiu jogar fácil, com toque de bola rápido e envolvente. Kaká, Luís Fabiano e cia. não tiveram quaisquer dificuldades em matar o duro jogo italiano.

A melhor postura em campo, no entanto, não refletia em gols para o Brasil, que aos 23 minutos da etapa inicias sofreu baque importantíssimo com a saída do zagueiro Juan, lesionado. Ainda cadenciando o jogo e vendo o adversário chegar à sua meta com chutes de longa distância, a Seleção finalmente conseguiu abrir o placar aos 37 minutos. O lateral Maicon carregou a bola, chutou de longe e viu sua tentativa desviar na zaga adversária e sobrar limpa para Luís Fabiano. O Fabuloso, artilheiro que é, não desperdiçou: Brasil 1 x 0 Itália.

Ramires, Robinho, Kaká e Luis Fabiano comemoram gol

O gol sofrido atordou os italianos, que viram a defesa, seu melhor setor historicamente, ruir em menos de dez minutos. Aos 43 minutos a estrela do Fabuloso voltou a brilhar. Kaká e Robinho faziam boa tabela e no momento no qual o meia enfiou a bola na área para o atacante a mesma acabou sobrando limpa para Luis Fabiano, que teve apenas o trabalho de empurrar para dentro, acabando com quaisquer chances de reação dos europeus.

O golpe de misericórdia ainda aconteceria na primeira etapa. Aos 45 minutos Kaká lancçou Robinho pela esquerda. Abusando da velocidade o atacante do Manchester City viu Ramires sozinho dentro da área e cruzou para o volante, contratação recente do Benfica. A bola, no entanto, desviou nos pés de Dossena e entrou nas redes antes de chegar no brasileiro. A diferença de três gols e o futebol jogado pelo Brasil tornavam o jogo decidido.

Na volta para o segundo tempo, após o intervalo, o que se viu foi um Brasil tranquilo, tocando bola de um lado para o outro, sem pressa. Combalida, a Itália ainda se aproveitou da falta de vontade brasileira para chegar algumas vezes com chances de diminuir, sempre sendo parada por Júlio Cesar e sua ótima fase. A partida não sofreu mais alterações e os italianos estão vergonhosamente eliminados da Copa das Confederações. O que podemos fazer? Desejar boa viagem!

Brasil 3 x0 Itália

Brasil: Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan (Luisão) e André Santos; Gilberto Silva (Kleberson), Felipe Melo, Ramires (Josué) e Kaká; Robinho e Luís Fabiano. Técnico: Dunga.

Itália: Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Dossena; De Rossi, Montolivo (Pepe) e Pirlo; Camoranesi, Iaquinta (Rossi) e Toni (Gilardino). Técnico: Marcello Lippi.

Gols: Luis Fabiano, aos 37 e 43, e Dossena (gol contra) aos 45 minutos do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Chiellini e Dossena (Itália)

Árbitro: Benito Archundía (MEX)

Local: Loftus Versfeld (Pretória/África do Sul)

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Como as competições mais importantes e disputadas do primeiro semestre do futebol brasileiro estão chegando às suas fases decisivas, muitos times estão sendo eliminados nos mata-matas. E, como sempre ocorre nessa época do ano, o mais falado não é aquele gol bonito, aquele passe genial, aquele drible desconcertante, aquela raça incomparável de um jogador. O mais falado em entrevistas coletivas de treinadores e jogadores, fora as rodinhas de torcedores, é a arbitragem. Que absurdo!

Colorados estão exagerando nas críticas ao árbitro Heber Roberto Lopes

Não quero inocentar, aqui, nenhum árbitro de futebol por erros cometidos, mas acho ridículo o foco central deixar de ser a bola, deixar de ser a beleza do nosso esporte. Desde que o futebol é disputado, há polêmica nas decisões dos “homens de preto”. Sempre ouvimos comentaristas dizendo que os juízes são seres humanos que erram, assim como todos os outros, mas dificilmente ouvimos e aceitamos isso.

Que equipe de futebol nunca foi beneficiada pela arbitragem? Não existe!

'La Mano de Diós' marcou a história

Ouvimos palmeirenses reclamando de um pênalti não marcado, no qual o jogador do Nacional colocou a mão na bola. Foi pênalti? Sim, mas o árbitro não viu e não deu, paciência…Não existe se no futebol. Suponho que os tais palmeirenses que estão criticando a arbitragem, dizendo que foram prejudicados, têm memória muito curta. As vítimas esqueceram que, nas duas últimas rodadas do Brasileirão, o time foi claramente ajudado pelos árbitros. Contra o Sport, no Palestra, o goleiro Marcos tirou uma bola de dentro do gol e o juiz não considerou gol. No jogo seguinte, contra o Cruzeiro, no mesmo local, o zagueiro Marcão cabeceou uma bola no travessão, que voltou em cima da linha, mas o juiz achou que a bola entrou e deu gol. Em ambos os jogos, o juiz errou feio em favor do time alviverde, mas é claro que os palmeirenses não vão reclamar disso.

Os colorados do Internacional estão reclamando acintosamente até hoje de um pênalti não marcado em uma partida contra o Corinthians, em 2005. A partida poderia, sim, definir o título e o juiz errou, sim. Porém, eles não se recordam dos gols irregulares de seu clube nas rodadas que antecederam aquela partida. Os mesmos colorados reclamam muito de uma falta que foi batida em movimento, pelo volante Elias, na final da Copa do Brasil deste ano. Foi irregular? Sim, mas quantas faltas não são batidas fora de posição, ou com a bola rolando durante a partida? Os jogadores falam que se a jogada tivesse sido anulada, o Inter poderia vencer a partida. O jogo de interesses dos treinadores e jogadores é medonho.

Grandes estrelas do futebol foram ajudadas e prejudicadas por árbitros. Imaginemos se o árbitro das semifinais da Copa do Mundo de 1970 tivesse expulsado o Rei Pelé após sua cotovelada em um uruguais. Se “la mano de Diós” de Diego Armando Maradona tivesse sido vista pelo árbitro e o gol anulado. Se o árbitro de Brasil e Suécia em 1978 tivesse deixado a bola sair de jogo antes de acabar a partida. Para quem não sabe, a bola foi cruzada na área e o juiz apitou o fim do jogo com a bola no ar. Na conclusão da jogada, Zico cabeceou e fez um gol que mudaria a história do Brasil naquela Copa.

Os erros de arbitragem sempre estiveram presentes no futebol e sempre estarão. Não há nada que possamos fazer. Há muitas coisas que podem ser melhoradas em relação aos árbitros, claro. A profissionalização deles é uma destas coisas, mas isso não eliminará o erro. Assim como o centroavante perde um gol feito, como o técnico faz uma substituição equivocada, o trio de arbitragem erra uma marcação, mas dificilmente é isso que decide um campeonato. Afinal de contas, todas as equipes são favorecidas e prejudicadas ao longo de todas as partidas, isto é inegável.

Chega de “chororô”, vamos jogar bola!

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Segunda parte da entrevista com o jornalista e pesquisador Celso Unzelte:

Opina Fute: Quem foi o melhor jogador que você viu jogar? Alguém se aproxima de Pelé?

Celso Unzelte: Eu não vi o Pelé jogar. Sou nascido em 1968 e, nas minhas primeiras memórias de futebol, o Pelé não estava mais jogando. Porém, ao ver vídeos e lances do Rei, não há como negar que ele foi o maior da história. Negar o Pelé é uma imbecilidade! Dos que vi jogar, o melhor foi o Maradona, que não era um jogador completo como o Pelé. Ele, por exemplo, não cabeceava bem. Dos brasileiros, o melhor que vi foi o Zico. Para mim, o Pelé foi o ser humano mais capaz de exercer uma atividade já existente. Ele não inventou o futebol, mas beirou a perfeição no que fazia.

Opina Fute: Alguma vez algum empresário quis te subornar para você falar bem ou mal de certo jogador?

Celso Unzelte: Não, porque eu não sou especificamente um comentarista. Não sou um jornalista factual. Eu sou mais voltado para a História, adoro fontes mortas. Minha última fonte viva é tão antiga que já morreu (risos). Essas coisas de contato com empresário não acontecem muito comigo. O máximo que já me aconteceu foi quando os empresários do Rivaldo foram visitar a Placar, logo após ele ser escolhido o melhor do mundo. Eu havia tirado um sarro do Rivaldo como melhor do mundo, pois não era fã do futebol dele. Perguntado se gostava da revista, um dos empresários disse: “Sim, apesar do Celso não gostar do Rivaldo”. Aquilo foi, de certa maneira, uma pressão, mas nada demais.

Opina Fute: Alguma vez seu fanatismo pelo Corinthians o atrapalhou? É fácil ser imparcial?

Celso Unzelte: Atrapalhar não atrapalhou. Não sou o tipo de jornalista que vai rir de um adversário na televisão, ou falar mal de algum outro time. Algumas vezes tive alguns dilemas de postura, por isso não gosto de assistir a jogos na cabina de imprensa. Quando estou em um jogo, gosto de xingar, reclamar, torcer, etc. Uma vez, em 1990, eu fui assistir a um Corinthians x Atlético-MG no Pacaembu, pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro. Era meu primeiro ano como repórter da Placar, e fui cobrir o jogo da cabine. Quando o Atlético abriu o placar, fiquei muito chateado, mas consegui manter a compostura e anotei no meu bloquinho. Faltando dez minutos para o fim do jogo, o Neto empatou o jogo. Ainda consegui ficar quieto, mas tremia muito, querendo levantar e comemorar com a torcida. No final, o Neto fez mais um e virou o jogo para nós. Aí não teve jeito, né (risos)? Levantei, joguei o bloco no chão e comemorei muito, gritando. Quando fui sentar, não conseguia. Olhei para baixo e havia um “tiozinho” abraçado na minha perna comemorando (risos).

Opina Fute: Como foi para você, um corintiano, escrever o Almanaque do Palmeiras, o maior rival de seu clube?

Celso Unzelte: Me senti muito bem escrevendo o Almanaque do Palmeiras. Maior que minha paixão pelo Corinthians é minha paixão pela História. Sou um jornalista acima de tudo. Em alguns momentos, foi até mais prazeroso escrever o livro do Palmeiras que o do Corinthians. Quando o Mario Sergio Venditti me pediu para escrever com ele o livro, eu até brinquei com ele: “Eu só trabalho por prazer, então só quero fazer as derrotas” (risos). Mas sempre tive um compromisso com a verdade, acima de tudo. Já avisei o historiador do Santos de um resultado errado que ele tinha. Ele contava como uma vitória do Corinthians, mas o jogo havia empatado. Não é roubando nos números que eu vou mudar a história, por isso não tive problemas em fazer o Almanaque do Palmeiras, é história.

Opina Fute: Você já disse que alguns jogos do Palmeiras marcaram a sua vida e que seu avô era são paulino. Como você se tornou corintiano?

Celso Unzelte: Os jogos do Palmeiras me marcaram, porque eu assistia para secar (risos)! Tenho um carinho especial pelo Palmeiras, sempre o tive como um “inimigo de estimação”. Quando eu passo na frente do Parque Antártica, eu cuspo (risos). Já o São Paulo nunca me fez mal nenhum (risos). O Corinthians tem uma rivalidade histórica com o Palmeiras e não é mais do que a obrigação do corintiano torcer contra, e vice versa. Eu, por exemplo, não uso camisa verde. E tenho várias que já ganhei.

Opina Fute: Qual foi a sua maior decepção no meio do futebol?

Celso Unzelte: Meu pai sempre me dizia que eu sofria demais pelos jogadores e que tudo que eles queriam era o “bicho no bolso”. Eu nunca acreditei nisso, sempre achei uma coisa meio que inventada. Porém, uma vez ouvi essa frase de um jogador que eu gostava muito, que acho uma pessoa sensacional e que não é mercenário. Ele falou no tom de brincadeira, mas foi decepcionante para mim. Estava nos vestiários do estádio, quando o Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan, deu um fone para o Neto ouvir o gol que ele havia marcado, antes de entrar no ar. O Wanderley, como sempre fazia, perguntou: “Emocionante, não?”. O Neto respondeu: “Emocionante é o bicho no bolso”. Tive a infelicidade de ouvir essa frase do Neto, foi um grande choque para mim.

Opina Fute: Você participou da criação do Museu do Futebol, com estatísticas, dados, etc. Como o projeto foi apresentado? O que você acha do museu?

Celso Unzelte: Recebi um e-mail um dia me chamando para ir à casa do Juca Kfouri. Achei que fosse algo pessoal, mas quando cheguei lá, havia vários jornalistas esportivos. Depois que o projeto foi exposto, eu me empolguei muito com a ideia, achei tudo muito legal. Gostei muito do produto final do Museu, apesar de achar que é pirotécnico demais e falta um pouco de conteúdo. Falta um centro de pesquisa, faltam depoimentos de jogadores mais antigos que podem morrer a qualquer momento. Porém, são detalhes, gosto muito do museu.

Opina Fute: Qual é sua visão sobre os programas esportivos da televisão aberta? Você faria parte de um deles?

Celso Unzelte: Eu não gosto muito do modelo, mas não sou contra as pessoas terem opções. O que eu sou contra, é a maneira como aquilo é vendido. O que acontece ali não é um programa de esportes e, sim, um show. Sou contra as pessoas não serem avisadas de que elas estão vendo um show no qual os jornalistas se tornam artistas. Falta jornalismo. Não é o meu perfil fazer isto. Uma vez o PVC disse uma frase que eu gosto muito. Ele disse: “Para ir para a Globo, eu deixaria de ser eu”. E isso é a verdade. Algumas vezes não gosto nem de cantar os hinos no “Loucos por Futebol”, pois sinto que isso é coisa de artista. Porém, nunca vou ofender ninguém, todos têm direito de escolher.

Opina Fute: Voltando ao assunto da violência no estádio, o que você faz quanto a isso em relação ao seu filho? Você os leva para o estádio sem medo?

Celso Unzelte: É claro que isso é assustador, mas não me impede de levar meu filho. Sempre que levo ele, ele vai sem camisa de time, comigo, de carro, etc. Porém, acho que sou romântico, pois nunca me envolvi em uma briga sequer nos 30 anos que frequento estádios. O máximo que fiz, foi colocar o rádio no ouvido de um senhor santista chato, que ficava falando mal do Corinthians, quando o jogo estava 4 a 1. No momento do quinto gol, quando já havia deixado o estádio, puxei ele para perto de mim e coloquei o rádio no ouvido dele e o fiz ouvir o gol, mas não foi nada demais.

Equipe Opina Fute após a entrevista com o jornalista Celso Unzelte.

Clique aqui para ver a primeira parte da entrevista

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