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Posts Tagged ‘Santos’

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Eduardo Martini – Avaí

Decisivo em várias partidas dos avaianos neste ano, o goleiro apareceu mais uma vez muito bem e não deixou que sua rede fosse balançada contra o Vitória.

Jucilei – Corinthians

Deslocado mais uma vez para a lateral-direita, o jovem talento alvinegro continua mostrando que tem futuro promissor.

Digão – Fluminense

Com muita raça, o zagueirão Tricolor não aliviou para o ataque palmeirense e não deixou que o goleiro Rafael levasse muitos sustos no Maracanã.

Leonardo Silva – Cruzeiro

Apesar de um mal início de partida, o zagueiro cruzeirense melhorou ao decorrer do relógio e até chegou a marcar o gol de empate da Raposa na Ilha do Retiro.

Márcio Careca – Barueri

Principal válvula de escape do time, o jogador mais uma vez abusou de suas subidas ao ataque e, diante do Internacional, ainda foi o responsável por abrir o marcador.

Maldonado – Flamengo

Volante que já atuou no Cruzeiro, sentiu-se bem no Mineirão contra o ex-rival Atlético Mineiro. Conseguiu proteger bem o setor defensivo e ainda apareceu como elemento surpresa para deixar seu gol.

Marquinhos Paraná – Cruzeiro

O meiocampista tomou conta do meio de campo na Ilha do Retiro, ajudanto tanto na defesa como no ataque.

Gilberto – Cruzeiro

Mais uma vez o veterano meiocampista conseguiu se destacar e comandar a Raposo rumo à virada sobre o Sport.

Madson – Santos

O baixinho entrou em campo apenas na segunda etapa, mas foi o suficiente para infernizar a defesa do Timbú e ainda dar assistência para Neymar marcar.

Neymar – Santos

Outro que foi à campo na segunda etapa, decidiu a partida em favor do Peixe. Fez dois belos gols, esbanjando habilidade.

Ronaldo – Corinthians

O atacante corintiano parece querer estar na África do Sul em 2010. Mostrou grande movimentação, deu uma assistência para Dentinho e ainda marcou um golaço de canhota.

Técnico: Vanderlei Luxemburgo – Santos

Apesar de ter errado na formação inicial do time, soube consertar no segundo tempo, colocando Neymar e Madson em campo, que foram os grandes responsáveis pela vitória santista.

Craque da rodada

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Neymar - Santos

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6Acredito quem 99% das pessoas que lerem esta coluna não saberão responder quando eu perguntar quem foi Alberto Spencer. Acredito, também, que caso alguém saiba, o conheça por um feito em especial e é exatamente por isso que ele será o tema da coluna de hoje. Falecido em 3 de novembro de 2006, Alberto Spencer, o “Cabeza Mágica”, foi centroavante do Peñarol, poderoso time uruguaio, que já conquistou cinco vezes a Taça Libertadores da América e três vezes a Taça Intercontinental, ou Copa Toyota.

Obviamente, porém, muitos jogadores já vestiram a camisa amarela e preta do Peñarol e nem por isso são lembrados, mas Spencer merece uma atenção especial. O “Cabeza Mágica” é o maior artilheiro da história das Copas Libertadores, tendo marcado 54 gols na competição, a maioria com a camisa do Peñarol.

O atacante começou sua carreira cedo, com apenas 15 anos, no Everest, do Equador, em 1953. Entretanto, o pulo na sua carreira ocorreu quando ele disputou uma única partida pelo Barcelona de Guayaquil, justamente contra os Mirasoles. Um dos diretores do time uruguaio foi falar com o “Cabeza” logo após a partida e conseguiu contratá-lo, em 1960.

Na equipe uruguaia, ele disputou nada menos do que 510 partidas, marcando incríveis 326 gols, o que o dá uma média de praticamente dois gols a cada três partidas. Pelos Carboneros, ele conquistou as Libertadores de 1960, 1961 e 1966. Nos torneios intercontinentais, ele venceu dois, contra Benfica e Real Madrid, perdendo apenas um, para o mesmo Real Madrid, em 1960. Nestas três oportunidades, ele somou seis gols, um a menos do que tem  Pelé, maior artilheiro do torneio. Além disso, o “Cabeza Mágica” conquistou oito títulos uruguaios pelo Peñarol, sendo artilheiro em quatro destes.

Graças às suas grandes atuações pelo time amarelo e preto, Cabeza chegou a ser sondado por diversos clubes da Europa, o que chegou mais próximo de contratá-lo foi a Internazionale de Milão, que tentou levar o jogador para a Itália em duas oportunidades, mas ele acabou ficando em território sulamericano. Em 1970, ele se despediu do Peñarol e foi para o Barcelona de Guayaquil, onde atuou durante dois anos, antes de acabar a carreira.

Outro fato interessante sobre a vida esportiva de Spencer é que ele é um dos únicos atletas a terem disputado jogos oficiais de Seleções por dois países diferentes. Durante diversos anos, ele alternou jogos pelo Uruguai, país onde teve mais sucesso, e Equador, seu país de origem. Alberto quase foi, também, jogar pela Seleção Inglesa, graças ao seu sobrenome britânico, mas acabou ficando no Uruguai e marcou um gol contra os ingleses em Wembley, sendo o primeiro equatoriano a conseguir tal feito.

Além de ser o maior artilheiro da Libertadores, Alberto Spencer é considerado o melhor jogador da história do Equador, tendo ficado em vigésimo na eleição dos melhores jogadores sulamericanos do século XX.

Alberto era, dentro de campo, um rival de Pelé, pelo fato de os dois marcarem muitos gols e de o Peñarol ter batido o Santos uma vez por 5 a 0, com Pelé em campo e pedindo para Spencer e seus companheiros maneirarem. Em uma entrevista, o Rei do Futebol chegou a dizer que um dos poucos jogadores que cabeceavam melhor que ele era o “Cabeza Mágica”.

Alberto faleceu em Cleveland, nos Estados Unidos, em 3 de novembro de 2006, vítima de uma doença cardíaca.

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Ao deixar o São Paulo após três Campeonatos Brasileiros conquistados no comando do Tricolor, o treinador Muricy Ramalho foi tirar férias (merecidas) em sua fazenda no interior paulista. Neste período o técnico apreciou, como se aprecia um menú em restaurante, as propostas recebidos pelos clubes do Brasil que necessitavam de um treinador – seja por estarem sem um ou por não confiarem em seus respectivos. Primeiro se falou em Palmeiras, depois em Internacional e finalmente em Santos. Nenhum dos três pareceu agradar e a pedida salarial de Muricy assustava. Em reviravolta sensacional, do nada, o Verdão foi o escolhido.

O momento do alviverde paulista não poderia ser melhor: entre os líderes do Brasileiro a equipe vinha em uma bela ascendente sobre o comando de Jorginho e, para melhorar, havia ganho o último jogo sob o comando do interino, um lindo 3×0 sobre o maior rival, o Corinthians, com três gols de Obina – sim, Obina. Mas Muricy não soube aproveitar o bom momento do clube e hoje, apesar de se manter na liderança, já periga deixar a ponta para times que vêm melhores no torneio como Flamengo, Atlético Mineiro ou o próprio Inter que outrora teria sido “desprezado” pelo treinador.

Depois de perder para Náutico, Flamengo e Santo André em sequência Muricy vê seu trabalho sendo colocado em xeque no Parque Antártica pela primeira vez. As escalações mirabolantes – que já incluíram o atacante Daniel Lovinho na ala direita – e o mau humor crônico para explicar derrotas tem frustrado torcedores que desde 1994 não assistem o Verdão faturar o Brasileiro. E o pior de tudo é que a equipe vem apresentando bem antes das três derrotas um futebol lastimável. Jogava mal e ganhava, contando com sorte ou ajuda de juízes. Hoje joga mal e perde. A situação fica complicada.

Se o elenco do Palmeiras não é o melhor deste campeonato, está com certeza entre os mais qualificados. A desculpa não cola quando usada. O time que entra em campo não tem padrão e isso não depende da qualidade deste ou daquele jogador – apesar de isso fazer, sim, certa diferença. Muricy Ramalho está em uma prova de fogo. Poderá acabar coberto de amendoim.

Cutucadas

– O nível técnico não é dos melhores, mas a emoção desde Brasileiro é alta

– Quando eu penso que o buraco do Fluminense está fundo, o time vai lá e se afunda mais

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O objetivo é dar emoção para todos os jogos disputados, da primeira à última rodada. Ok. Outro objetivo é premiar o time mais organizado e estruturado. Ok. Nos últimos anos o melhor e mais organizado tem vencido, premiando e consagrando a fórmula dos pontos corridos. Nada de errado até aí. Desde 2003 muito se fala sobre uma evolução do futebol brasileiro depois que o Brasileirão passou a ser disputados em turno e returno, com o campeão sendo o time que mais somou pontos em todos os jogos.  Desde então tivemos seis torneios disputados – excluindo, é claro, o que ainda está vivo – e tivemos quatro campeões: Cruzeiro, Santos e Corinthians levaram um troféu cada, enquanto o São Paulo faturou nada menos do que três. O problema não está aí.

Na última semana a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão do Brasileiro enviou carta para todos os times que disputam a Série A propondo a extinção dos pontos corridos e a volta dos mata-matas, em ato que muitos especialistas consideram como uma regressão. Volto a insistir que meu problema não está na fórmula de disputa, mas sim no nível técnico que vem sendo apresentado. O Brasileirão 2009 tem sido um prato cheio para aqueles que defendem a volta dos playoffs no Nacional. O nível de disputa tem sido horripilante e só não temos um campeão definido já neste momento porque os times que tiveram a chance de abocanhar o título falharam vergonhosamente.

O Palmeiras de Muricy Ramalho parecia caminhar sossegado para conseguir seu pentacampeonato e sair de uma fila que já dura desde 1994. Mas o time tem jogado mal e abusado da falta de competência dos adversários pelo caneco, que tem vacilado nas rodadas que o Verdão perde. A sonora derrota para o Flamengo, em pleno Parque Antártica, acendo uma luz vermelha e intensa na Academia. Nem mesmo jogando em casa, onde se deu bem até aqui, o alviverde paulista consegue impor se jogo. Um risco desnecessário e que antes não existia tem ficado cada vez mais real.

Pior – e muito – do que o Palmeiras é o Internacional, talvez a equipe mais cornetada por esse que aqui vos fala. Com um dos melhores elencos do Brasil o Colorado tem feito um esforço sobrenatural para aumentar para 31 anos o tempo sem vencer o Brasileiro. O tropeço do Verdão diante do Fla teria sido perfeito se o Inter não tivesse tomado DOIS gols de um ZAGUEIRO do Fluminense, PIOR time do Campeonato. Sendo que um dos gols do zagueirão Gum aconteceu nos minutos finais da partida, que terminou empatada. O problema dos gaúchos não parece mesmo ser o Tite, treinador demitido do clube. A chegada de Mário Sérgio manteve os jogadores atuando com a mesma postura anterior: com medo de ser feliz.

Não menos pior vêm alguns outros times como o Corinthians, que ainda não decidiu se está ou não de férias ou o São Paulo, que na soberba de se achar imortal tem caído pelas tabelas com péssimas atuações. Podemos ainda somar a péssima campanha do Atlético Mineiro na parte intermediária do torneio e o medo do Grêmio de ganhar fora de casa. O próprio Flamengo, que muitos citam como exemplo de superação, perdeu a chance de ser líder absoluto hoje quando perdeu jogos risíveis no começo do Brasileiro. São erros de todas as partes que fazem com que o Campeonato Brasileiro seja decidido com nivelação por baixo. Ganhará o que errar menos e não o que acertar mais.

Cutucadas

– Ponto forte da equipe nos últimos anos, a zaga do São Paulo foi destruída pelo esquema de Ricardo Gomes

Vanderlei Luxemburgo, mesmo longe dos holofotes, tem mostrado cada vez mais que não é mais o técnico prestigiado de outros tempos: o Santos não sai mais do lugar

– Simplesmente bizarro o pênalti batido por Vágner Love. As crianças que nadavam na piscina do Palestra devem ter se assustado. Eu, como moro perto do estádio, vou ver se a janela do meu apartamento segue intacta. Que fase…

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6Há exatos 32 anos, o Sport Club Corinthians Paulista se sagrava Campeão Paulista. Porém, aquele não foi um título qualquer. Aquilo era a queda do maior jejum da história do clube, foi o fim de um período no qual os corintianos eram gozados por todos, já que, durante 22 anos, 8 meses e 6 dias o Corinthians não conquistou um Campeonato Paulista sequer. O título veio de maneira sofrida, como não podia ter deixado de ser.

O torneio daquele ano era disputado em três turnos. No primeiro, o campeão foi o Botafogo de Ribeirão Preto, time que, naquele ano, era liderado por um dos maiores craques da história do Timão, o doutor Sócrates. Porém, quando viu o Botafogo vencer a primeira parcela, para o Corinthians ainda ter chance de título, restava ao time vencer a segundo parcela, para disputar o terceiro e decisivo turno da competição. E foi o que aconteceu, quando o Coringão venceu 13 dos 18 jogos, classificando-se.

O terceiro turno seria disputado pelos oito clubes mais bem colocados nos dois turnos. Estes oito clubes foram divididos em dois grupos, mas cada equipe jogaria contra as outras sete e os dois primeiros colocados disputariam uma final em três partidas. O grupo 1 foi formado por Botafogo, Ponte Preta, Palmeiras e Santos, enquanto o grupo 2 contava com Corinthians, São Paulo, Portuguesa e Guarani.

A primeira partida do Corinthians naquele turno foi contra o Santos, na Vila Belmiro, e o resultado foi um empate em 2 a 2. No jogo seguinte, o alvinegro foi a Campinas enfrentar a Ponte Preta, que já havia o vencido duas vezes na competição: 4 a 0 no primeiro turno e 2 a 1 no segundo. No terceiro confronto, deu Ponte de novo: 1 a 0. O próximo adversário foi o arquirrival Palmeiras, e foi neste jogo que o Coringão conseguiu sua primeira vitória no terceiro turno: 2 a 0. Na partida seguinte, outro time de Campinas e outra derrota: 1 a 0 para o Guarani.

Com as duas derrotas e um empate, restava ao Timão vencer os três jogos restantes para poder ainda avançar às finais. E foi o que aconteceu, quando o time venceu o Botafogo, de Sócrates por 1 a 0, a Portuguesa pelo mesmo placar e o São Paulo, do artilheiro daquele campeonato, Serginho Chulapa, por 2 a 1. Com as três vitórias, o Corinthians se classificou, como primeiro de seu grupo, para as finais, onde enfrentaria a Ponte Preta, invicta no terceiro turno, com 5 vitórias e 2 empates, e que havia batido o time da capital nas três vezes que eles se encontraram naquele campeonato.

A decisão não poderia ocorrer nem no Pacaembu, estádio onde o Corinthians mandava seus jogos, e nem no Moisés Lucarelli, estádio pontepretano. O estádio escolhido para abrigar os três jogos decisivos foi o Morumbi, estádio do São Paulo. Para os corintianos, a decisão foi boa, já que o time havia perdido para Ponte Preta nos outros dois estádios nos três turnos.

Basílio comemora o gol da redenção alvinegra

O primeiro jogo ocorreu no dia 5 de outubro de 1977. O Corinthians havia treinado forte na terça feira, o que não era comum quando o time atuaria na quarta. A Ponte Preta entrou em campo disposta a segurar a pressão do Timão nos primeiros minutos de jogo, fazendo com que a torcida passasse a jogar contra seu próprio time. Entretanto, em um contra ataque, o Corinthians abriu o placar com Palhinha. O jogador havia ficado cara a cara com Carlos, goleiro da Ponte. Quando bateu no gol, o arqueiro fez a defesa e a bola voltou em seu nariz, quebrando-o, mas morrendo no fundo do gol. Ao sofrer o gol, a Ponte teve de sair para o ataque, mas a defesa do Coringão foi forte e soube segurar o resultado.

Com a vitória, os torcedores do Corinthians ficaram extasiados e já tinham certeza que o título era questão de dias. Por isso, no dia 9 de outubro, os torcedores superlotaram o Morumbi, para ver o que poderia ser o jogo do título. Naquele dia, ocorreu o recorde de torcedores no local. Para ilustrar o que foi aquilo, citarei aqui um trecho do livro “Corinthians, O Time da Fiel”, de Orlando Duarte e João Bosco Tureta:

O que se viu em 9 de outubro jamais será visto novamente no futebol brasileiro. Era gente aportando de todas as partes do Brasil, cobrindo o Morumbi de preto e branco. Desde a véspera, o entorno do estádio parecia um acampamento cigano, com a fiel torcida esperando o momento de comprar o ingresso. Resultado: 138.032 pagantes (mais 8.050 crianças, que não pagaram ingresso).”

O jogo, entretanto, não foi tão bom para os corintianos. E começou na concentração, quando Oswaldo Brandão, treinador do alvinegro paulista, anunciou que Vaguinho iria para o banco e daria lugar a Palhinha, opção do treinador para segurar mais o jogo, sem dar espaços para a Ponte Preta. Com isso, Vaguinho ficou irado e ameaçou sair da concentração e abandonar o time, mas foi convencido por sua esposa a ficar. No jogo, Palhinha sentiu dores na coxa aos 25 minutos do primeiro tempo e deu lugar ao próprio Vaguinho, que acabou marcando o gol do Corinthians no jogo, aos 42 minutos do primeiro tempo. O gol parecia dar o título ao Coringão, mas não foi o que aconteceu já que, no segundo tempo, a Ponte virou o jogo, com gols de Dicá e Rui Rei, calando o maior público da história da cidade de São Paulo.

Entretanto, ainda havia a chance do título. E ele estava por vir no dia 13 de outubro. Para aquele jogo, não haveriam grandes surpresas, já que as equipes já haviam se enfrentado por cinco vezes só naquele Paulistão. A grande diferença daquele dia seria um certo jogador. Um jogador que era discreto, jogava com a camisa 8 e se tornaria ídolo de toda a Fiel Torcida naquele dia. Basílio, o Pé-de-Anjo. Reza a lenda que o treinador, Oswaldo Brandão, falou para Basílio que havia sonhado com ele marcando aquele gol, o gol da redenção. Muitos dizem que o técnico falou isso para todos os jogadores de linha, apenas querendo incentivar os seus comandados.

Diversos torcedores atravessaram o campo de joelhos e pagaram promessas em campo

O público daquela noite de quinta feira, até por ser uma noite de quinta feira, não foi tão grande quanto o do domingo anterior. Ao todo, mais de 86 mil pessoas pagaram ingresso, ou seja, havia quase 90 mil pessoas no estádio. O jogo começou muito nervoso, mas com o Timão pressionando e colocando uma bola na trave logo aos 4 minutos. Logo em seguida, Basílio obrigou Carlos a fazer uma grande defesa. Aos 16 minutos, o atacante pontepretano Rui Rei pediu falta e colocou a mão na bola. O juiz, prontamente, deu cartão amarelo ao jogador, que passou a reclamar muito, xingar o árbitro e gesticular. Com isso, ficou fácil para o árbitro tirar o cartão vermelho e mostrar para o jogador pontepretano.

A expulsão aliviou muito os torcedores do Corinthians, que temiam o que o centroavante seria capaz de fazer. Com isso, as atenções foram voltadas aos atacantes do Timão, que levavam perigo ao gol da Ponte. O time de Campinas só levou perigo ao gol corintiano aos 25 minutos. Geraldão também quase marcou no primeiro tempo, mas o placar não foi movimentado antes do intervalo. Depois de sofrer com os ataques da Ponte Preta, Oswaldo Brandão mandou o time para o ataque e, aos 36 minutos, Zé Maria fez um cruzamento e Ângelo cortou com o braço. Falta assinalada por Dulcídio. O próprio Zé Maria cruzou, Basílio raspa na bola de cabeça e ela vai parar nos pés de Vaguinho que, de bico, chutou forte e a bola explodiu no travessão, quicando no chão e sobrando para Wladimir, o capitão alvinegro, que cabeceou forte, mas a bola bateu no zagueiro Oscar, em cima da linha, voltando para Basílio fuzilar de pé direito e marcar o gol da redenção alvinegra.

Aquele gol faz, até hoje, com que todos os corintianos comemorem, aquele gol fez muitas pessoas verem o que o Corinthians significa. A partida teve mais algumas coisas, como a expulsão de Geraldão, do Corinthians e Oscar, da Ponte, mas nada tem tanta importância como aquele gol de Basílio, o verdadeiro gol da redenção.

Ficha técnica do jogo do título:

Data: 13/10/1977, 21h00

Local: Morumbi

Público pagante: 86.677

Renda: Rr$ 3.325.470,00

Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschillia

Ponte Preta 0 x 1 Corinthians

Ponte Preta: Carlos, Jair, Oscar, Polozzi e Ângelo; Vanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Rui Rei e Tuta. Técnico: Zé Duarte

Corinthians: Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu. Técnico: Oswaldo Brandão

Gol: Basílio, 37 do segundo tempo.

Campanha do Corinthians no Paulistão de 1977:

48 jogos, 30 vitórias, 6 empates e 12 derrotas, com 73 gols pró e 38 contra.

Em pé: Zé Maria, Tobias, Moisés, Ruço, Ademir e Wladimir. Agachados: Vaguinho, Basílio, Geraldão, Luciano e Romeu.

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pe-no-saccoO Palmeiras caminha a passos largos pelo pentacampeonato do Brasileirão. Não lutava enquanto contava com Vanderlei Luxemburgo. O Santos oscila no marasmo daqueles que não terão chances de ir à Libertadores e que ainda sentem o fogo do rebaixamento queimar de leve. O Peixe conta, hoje, com Luxa no comando. O treinador, antes sinônimo de títulos, passou a ser um dos piores custos benefícios do futebol brasileiro.

Seu último título de verdadeira expressão foi o Brasileirão de 2004, pelo mesmo Santos que comanda hoje em dia. De lá para cá acumulou milhões de reais para ganhar Campeonatos Paulistas. Tirou o Verdão de uma incômoda fila, mas fez com que a equipe do Palestra não tivesse chance alguma nos campeonatos nacionais. Sucumbiu na Copa do Brasil, em um Brasileiro e em metade de outro e em uma Libertadores. Tudo isso por R$ 500 mil mensais. Foi demitido após criticar a saída de Keirisson para o Barcelona. Mas sua saída aconteceu claramente por incompetência.

No último domingo Santos e Palmeiras jogaram na Vila Belmiro. Para o Verdão, a chance de colocar a mão na taça. Para o Peixe, a última gota de esperança na briga pela Liberta. E o time da casa saiu ganhando. Mas saiu derrotado no final das contas. Uma virada no mínimo vexatória que acabou com as esperanças dos alvinegros praianos. Uma derrota que provou que o tempo de Luxa passou. Faz tempo.

Cutucadas

– Torcedores do Flamengo com sorrisos de orelha a orelha. O carimbo de acesso à Série B do Fluminense tem a marca rubro-negra

– Vou me candidatar à vaga de lateral-esquerdo do Corinthians. Sou muito melhor que o Marcinho

– Finalmente Tite caiu e o Internacional não precisará mais jogar no 8-1-1

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longe-do-gol-brunobonsantiO Santos teve um início de século muito bom. Há 28 anos sem conquistar um título de relevância, foi o campeão brasileiro de 2002, e ainda repetiria o feito dois anos depois. A geração de Diego e Robinho era a mais talentosa desde os meninos da vila, em meados dos anos 1970.

Aproveitando-se disso, e do absurdo padrão de valores das transferências internacionais, Marcelo Teixeira colocou na conta santista mais de 100 milhões de reais. A expectativa, portanto, era que o peixe deslanchasse e, finalmente, conseguisse estabilizar-se entre os times que brigam por títulos no Brasil, sem mais ter que esperar por um “novo Pelé”.

O proprietário da equipe da baixada, porém, administrou pessimamente essa fortuna. Contratações fracassadas – como Luisão, Cláudio Pitbull e Giovanni -, além da construção de um hotel, alojamentos e etc, esgotaram os dividendos obtidos com as revelações.

De lá para cá, apenas dois títulos paulistas foram adicionados ao currículo santista, ambos com Vanderlei Luxemburgo, de volta à Vila no meio deste ano, mais por falta de opção do que por qualquer outra coisa.

O treinador mais vitorioso do futebol brasileiro conseguiu, em poucos meses, bagunçar completamente os bastidores da equipe. Primeiro, afastou Roberto Brum. A justificativa oficial foi o cartão amarelo ridículo que o volante tomou, pouco antes de ser substituído. A boca pequena, porém, diz que a principal causa foi a sugestão de um vidente, que considerava a influência religiosa de Brum danosa ao Santos, e impediria o time de chegar à Libertadores.

Em seguida, brigou com o presidente do Conselho Deliberativo José da Costa Teixeira. O dirigente disse que o time feminino, com as contratações de Marta e Cristiane, poderia trazer glórias que o masculino não alcança.

O técnico achou inoportuna a declaração e criticou o dirigente, que por sua vez criticou o treinador. Critícas para lá, criticas para cá, e Luxemburgo desafiou José da Costa a demiti-lo caso não estivesse feliz com seu trabalho.

Fato semelhante ao que causou sua saída do Palmeiras. Na época, Keirrison, envolvido em negociações com o Barcelona, não havia ido treinar. A diretoria sabia do paradeiro do ex-atacante do Coritiba, mas Vanderlei achou que deveria ter sido avisado. Em entrevista coletiva, declarou que K9 não jogaria mais com ele. Seria um ou outro. Não foi nenhum dos dois. Luxemburgo foi demitido por quebra de hierarquia e o artilheiro negociado com o time catalão.

Por que, então, Marcelo Teixeira não despediu Luxemburgo? Além do óbvio, de o alviverde ser um clube mais sério que o alvinegro, não houve quebra de hierarquia neste caso, pois, tal qual a Roma antiga, o Santos é comandado por um triunvirato que faz o que quer.

Em uma das pontas está o treinador. Volta a hora que deseja à Vila Belmiro, afasta quem bem entende e declara o que lhe vem na telha, seja a superiores ou subordinados.

Menos a Marcelo Teixeira, claro, já que este também faz parte do sistema de governo. Sempre que o Santos esteve em dificuldades financeiras, o dono de universidades emprestou dinheiro ao clube. O retorno desse capital, porém, ocorre sem a menor fiscalização, além da dele própria.

Este ano pudemos ter uma pequena idéia do caráter de Teixeira. Fabiano Eller foi afastado da equipe, ainda comandada por Vagner Mancini. Ao invés de sentar com o zagueiro e pagar-lhe o que devia, como um dirigente sério faria, o presidente preferiu forçá-lo a assinar a rescisão por menos. O expediente utilizado foi não pagar o salário que o jogador tinha direito durante a negociação. Prática, no mínimo, desprezível.

O terceiro membro do triunvirato é Fábio Costa, lesionado e, por isso, fora de grandes polêmicas ultimamente. Assim como seu parceiro Domingos, afastado por Luxa ao quebrar a perna do quarto goleiro santista em um treinamento, Fábio não mede sua força, e também não controla seu temperamento explosivo.

Já machucou diversos colegas de profissão em divididas desnecessárias, além de brigar com companheiros de equipe, como Madson, Neymar e Fabiano Eller. Os critérios que fizeram com que Luxemburgo afastasse Domingos, claramente, não servem para Fabio Costa, pois este nunca parece perder o prestígio na Vila Belmiro. Há um respeito mútuo entre os integrantes do triunvirato.

Nas próximas eleições para presidente, em 2010, Marcelo Teixeira pretende descansar um pouco. Não será candidato, e caso seu indicado não ganhe a eleição, Luxemburgo também deixar o cargo. Eu sei que parece bom demais para ser verdade, subitamente ver-se livre tanto do presidente quanto do treinador, mas não solte os rojões ainda torcedor santista, pois Teixeira promete voltar em 2012. E alguém duvida?

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